Apesar da estagnação da economia brasileira afetar o andamento de grandes obras de infraestrutura e o mercado imobiliário passar por um momento de estagnação nas principais cidades do País, o bom momento vivido por esses setores na última década elevaram os salários dos engenheiros brasileiros a um dos maiores patamares do mundo e não há perspectiva de queda na remuneração no curto prazo. É o que revela uma pesquisa global da Michael Page feita com 1500 executivos em mais de 30 países.

O levantamento detectou posições (a nível global) ligadas às áreas de propriedade e construção e identificou que as remunerações praticadas no Brasil superam a de países mais ricos e desenvolvidos. Por exemplo, um diretor de construção ganha, anualmente, no Brasil, entre US$ 160 mil e US$ 220 mil, enquanto que no Canadá, na França e na Alemanha o salário do mesmo profissional gira em torno de US$ 80 mil e US$ 150 mil.

Para Cristiano Aron, diretor da companhia, a grande oferta de emprego no setor, em anos anteriores, e o baixo número de profissionais disponíveis no mercado são fatores que explicam essa elevação. “Apesar de 2015 ser um ano de bastante cautela, as obras e os projetos de infraestrutura espalhados pelo País juntamente com o boom do mercado imobiliário, das últimas décadas, impulsionaram o aumento da remuneração desses profissionais”, explica o executivo.

Ainda de acordo com o documento, um diretor de contratos no Brasil embolsa, por ano, entre US$ 145 mil e US$ 215 mil, valores superiores aos que são praticados na China (US$ 135 mil e US$ 155 mil), Austrália (US$ 100 mil e US$ 140 mil) e Espanha (US$ 117 mil e US$ 137 mil) para a mesma posição. “Apesar do momento difícil da economia brasileira, profissionais altamente especializados conseguem salários nesse patamar”, explica Aron.

L.S.
Revista Apólice

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