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São Paulo tem contabilizado diversos pontos de alagamento com as fortes chuvas dos últimos dias, o que exige dos motoristas cuidados para evitar danos ao veículo. Segundo Laur Diuri, especialista em sinistros da Allianz Seguros, o número de casos com danos em automóveis decorrentes de alagamento triplica na estação de chuvas.

Levando em consideração os sinistros mais comuns que envolvem carros alagados, a companhia elaborou algumas dicas de como o motorista deve proceder para evitar imprevistos nos dias chuvosos. A primeira delas é ficar atento às notícias sobre pontos de alagamentos. O rádio no carro ou a televisão, antes de sair de casa, são grandes aliados. Nos dias com chuvas intensas, evitar circular por trechos com histórico de risco de alagamento.

Caso esteja no local, se conseguir identificar que a altura da água ultrapassará o centro da roda, não tentar atravessar o alagamento. Quando não for possível ver a profundidade, o risco de cair em um buraco, de o carro parar ou até mesmo aquaplanar é grande.

Ao dirigir em trechos alagados, também é necessário manter a marcha reduzida, baixa velocidade, com rotação constante, em torno de 2.500 RPM,  medidas que melhoram a aderência e a dirigibilidade do veículo. Se o carro apresentar aumento de esforço ao esterçar, anomalias das luzes de injeção eletrônica, bateria e ABS, além de variação na luminosidade do painel, manter a calma, redobrar a atenção e desligar os equipamentos que não forem essenciais. Se alguma destas situações persistirem, encaminhar o veículo para uma revisão.

Ao apresentar sinais de alagamento, não dar a partida e procurar removê-lo até uma oficina. Isso reduz o risco de danificar o motor. Em veículos que sofrem danos por alagamento é necessário fazer uma revisão completa, assim como fazer a troca do óleo e filtros e limpeza imediata do veículo para não danificar estofamentos e carpete. O automóvel pode não apresentar defeito no momento do alagamento, mas o contato da água com componentes eletroeletrônicos pode gerar posterior anomalia, com a oxidação das peças.

É necessário ainda verificar o estado do óleo da transmissão, dos eixos diferenciais e do cânister, dispositivo que reduz a emissão de hidrocarbonetos dos tanques de combustível. Eles podem ter a vida útil reduzida e aumentar o risco de falhas na embreagem, suspensão e freios. É indicado também fazer uma limpeza do sistema de ventilação do veículo, que pode estar contaminado por fungos e bactérias.

L.S.
Revista Apólice

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