Atendendo clientes em mais de 140 países, a seguradora XL Group chegou ao Brasil em 2012 e, por aqui, passou a oferecer produtos para grandes e médias empresas voltadas aos seguros Patrimoniais, Construção, Responsabilidade Civil, Linhas Financeiras, incluindo Directors & Officers (D&O) e seguro para riscos de ataques cibernéticos; além de Especialidades e Transporte.
Apesar de atuar há pouco tempo em solo brasileiro, a companhia já coleciona reconhecimentos. Um deles é o Prêmio de Seguros do Brasil da Latam IR 2014, no qual venceu na categoria Empresa Iniciante no Mercado de Seguros e também foi escolhida como seguradora de Linhas Financeiras.
Segundo Greg Hendrick, Chief Executive da operação de seguros da XL Group, o Brasil é parte importante da estratégia de crescimento da companhia no ramo segurador, especialmente porque para grandes empresas é visto como sede ou hub para a América Latina. “Sendo um mercado emergente e um País dinâmico, o Brasil é exatamente o ambiente apropriado para o XL Group”, afirma o executivo.
Totalizando USD 45,7 bilhões em ativos em 2013 e com prêmios brutos emitidos totalizados em USD 7,42 bilhões, no mesmo período, a empresa caminha para um cenário positivo no País. Ao longo dos últimos dois anos, os prêmios brutos emitidos pela empresa passaram de R$ 13 milhões, no final de 2012, para R$ 60 milhões em 2013. Nos primeiros nove meses deste ano, foram emitidos ainda cerca de R$ 130 milhões. Na visão de Hendrick, mesmo com a desaceleração da economia haverá grande potencial de crescimento neste mercado.

Cultura do seguro no Brasil
De um modo geral, o mercado de seguros compartilha a semelhança de que as empresas buscam proteger seus ativos e resultados. Alguns dos riscos enfrentados, porém, são diferentes  – mas cada vez menos, à medida em que as economias nacionais se tornam globalmente conectadas. As principais diferenças se dão no nível de consciência sobre riscos e como as empresas os enxergam e utilizam os seguros.
Na Europa, por exemplo, esta cultura já é bastante madura. Como muitas empresas atuam internacionalmente, há um alto grau de consciência sobre os riscos que encaram mundialmente por conta de diferentes sistemas de regulamentação ou de catástrofes naturais. O uso de programas globais é difundido com frequência, uma vez que empresas internacionais buscam gerir os riscos aos quais estão expostas. Empresas com exposições de risco patrimonial em mercados diferentes utilizam os serviços e a consultoria da engenharia de riscos tanto para identificar os riscos quanto evitar prejuízos.
Para Greg Hendrick, o Brasil caminha para o desenvolvimento de uma cultura mais forte neste aspecto e as empresas estão se tornando mais sofisticadas na forma como lidam com riscos. A partir de um foco inicial, principalmente sobre riscos patrimoniais, as empresas brasileiras tomam consciência dos riscos que correm nas áreas de Responsabilidade Civil e Linhas Financeiras, incluindo, por exemplo, D&O e riscos cibernéticos, mas também em áreas como meio ambiente e Transporte.
“À medida em que o crescimento econômico desacelera, as empresas devem estar mais preocupadas em proteger seus resultados. Assim, acreditamos que veremos um maior foco sobre o uso de programas globais e em prevenção de riscos. Acreditamos que estamos bem posicionados para responder às necessidades crescentes do mercado brasileiro de seguros corporativos”, explica o executivo.

Atuação do mercado
O mundo passa por mudanças constantes e uma das modificações que influenciam o setor de seguros é o ambiente regulatório e fiscal. As expectativas e exigências dos órgãos fiscais, reguladores e das agências de rating aumentam em todo o mundo. Outro ponto em questão é a globalização, já que as empresas estão mais interligadas e, com as decisões locais tendo um impacto em diferentes mercados e cadeias de abastecimento das empresas abrangendo vários países, cada elo precisa ser examinado. Por fim, os avanços na tecnologia impulsionam mudanças em todos os setores. Processos de trabalho são automatizados e novos produtos e modelos de negócio surgem a partir de novas tecnologias.
“Toda essa mudança traz novos riscos. Então, o que nós como seguradoras precisamos fazer, mais do que nunca, é prestar atenção aos riscos emergentes e manter-nos atualizados sobre as mudanças que afetam os nossos clientes, para que possamos responder melhor às suas necessidades. É por isso que estamos muito focados em inovação, em encontrar novas maneiras de oferecer soluções aos nossos clientes”, explica Hendrick.

Próximos passos
A seguradora, que adaptou seus produtos para o mercado brasileiro em parceria com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), já trabalha para ampliar sua oferta de soluções no Brasil e em outros países.
De acordo com Greg Hendrick, o XL Group também deverá manter seu foco em talento e tecnologia como elementos centrais para antecipar e entregar soluções às necessidades de clientes e corretores, além de buscar elevar a eficiência e fortalecer ainda mais a operação para alcançar um crescimento rentável e sustentável.

Amanda Cruz e Lívia Sousa
Revista Apólice

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