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Falsa declaração de roubo e furto, inversão de responsabilidade e superfaturamento de orçamentos estão entre os principais tipos de fraudes praticados contra seguros Auto. As tentativas de fraude comprovadas nesse ramo somaram R$ 162,5 milhões, valor que representou 1,2% do total de avisos de sinistros da carteira. Os dados são do 11º ciclo do Sistema de Quantificação da Fraude (SQF) da Central de Serviços e Proteção ao Seguro (Ceser), da CNseg, referentes a 2013.

No período, no mercado de seguros (com exceção dos segmentos de saúde suplementar, previdência privada complementar e capitalização), foram detectados R$ 413 milhões em fraudes, sendo  R$ 345 milhões comprovados. Além dos seguros Auto, estão entre os ramos com o maior valor de fraudes comprovadas o seguro de pessoas (R$ 96,7 milhões, que corresponde a 3,6% do total de sinistros da carteira); o DPVAT (R$ 46,3 milhões, representando 1,4% do total de sinistros da carteira); o seguro de transportes (R$ 21,4 milhões, o equivalente a 3,7% do total de sinistros da carteira); e o seguro patrimonial (R$ 6,9 milhões, somando 0,3% do total de sinistros da carteira).

Para Marco Barros, superintendente geral da Ceser/CNseg, combater a fraude é uma das principais missões enfrentadas pelo mercado segurador.  “A fraude impacta diretamente no consumo e no preço de seguros, prejudicando não só o mercado, mas também todos os consumidores”, afirma, ressaltando que a impunidade é um dos principais incentivadores da prática e que todos precisam se conscientizar que trata-se de um crime. “Combater a fraude também é prestar um serviço à sociedade já que, assim, estamos colaborando para a redução da criminalidade”.

L.S.
Revista Apólice

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