Em junho de 2014, a partir dos números e projeções obtidos, a Carta de Conjuntura do Setor de Seguros n°3 destaca que ao longo dos últimos meses, houve diminuição na expectativas favoráveis dos agentes com o comportamento da economia brasileira. Os fatores que motivaram esse comportamento foram a preocupação com o endividamento das contas públicas, o saldo da balança comercial, a inflação, taxa de crescimento da economia  e a política de administração de preços (como preço de combustíveis).
O pessimismo pode ser representado pela evolução das previsões de comportamento da trajetória do PIB , previsões inflacionárias para 2014 ou queda dos indicadores de confiança de diversos setores, como indústrias, comércio e até mesmo o setor de seguros.
Segundo costa na Carta de Conjuntura, no mercado de seguros no Brasil, esse cenário mais desfavorável na economia já está trazendo as suas conseqüências.
Inicialmente, é importante assinalar que, nos primeiros meses de 2014, houve a ausência dos dados oficiais de uma importante seguradora, o que prejudicou as análises comparativas com o ano interior. Mesmo considerando esse fato nas previsões realizadas, as expectativas de receitas e reservas foram ajustadas em junho em função desse novo cenário econômico.
Nesse início do ano, em dados até abril, o faturamento como um todo teve queda, sobretudo pelo comportamento do segmento de VGBL + Previdência. A variação foi de menos 15%, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Essa variação desfavorável, nesse montante elevado, é inédita.
Na Receita de Seguros, a variação foi de 6%, positiva, valor parcialmente subavaliado, conforme o comentário acima (pela ausência de dados). Caso a empresa mencionada tivesse enviado as informações faltantes de 2014, estimamos uma variação positiva de 9 a 10%.
Ao final, no total (Receita Total de Seguros, Sem Saúde), houve uma variação negativa de 4%. Também como no caso anterior, caso a seguradora tivesse enviado as informações do ano, estimamos uma variação negativa de 2%.
Por fim, um último aspecto extremamente relevante, abordado na análise de qualquer setor econômico, se refere às expectativas das empresas. No caso do setor de seguros, uma boa referência é o comportamento do indicador ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras), criado em 2012. Em maio, o valor desse indicador foi 92,37, que confirma o aumento de pessimismo.
Nesse caso, para a determinação desse número, que envolve entrevistas mensais com todas as companhias do setor, o aspecto mais bem avaliado se refere ao comportamento da receita das seguradoras, sendo o pior a evolução da economia brasileira.
Já o ICSS (Índice de Confiança do Setor de Seguros) é o resultado de três variáveis: ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

A.C.
Revista Apólice

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