Catástrofes naturais estão se tornando uma das principais causas de prejuízos. É o que afirmou Rodrigo Botti, diretor de risco da Terra Brasis Resseguros, em palestra ministrada na última quinta-feira, 22 de maio, no hotel Meliã Paulista.
O evento, uma mesa-redonda intitulada “Economia e Seguro: Catástrofes”, foi promovido pela Escola Nacional de Seguros (Funenseg) e contou também com a participação de Renato Flores, professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas – FGV, Claudio Contador, diretor de Ensino Superior e Pesquisa da Escola, e Lauro Faria, assessor da Diretoria Executiva da Funenseg.
Botti ressaltou que, no mundo, há diferentes catástrofes, e o Brasil é atingido, principalmente, pelas inundações – o correspondente a 69% dos desastres naturais que afetam o País. Além disso, o executivo falou sobre a importância da securitização, “um tema que está revolucionando o mercado de seguros e resseguros”.
Segundo Flores, para o senso-comum, catástrofe é um evento raro, no entanto não é. “Há catástrofes que apresentam um comportamento cíclico, como no caso das inundações”, afirmou. Para o professor e pesquisador, há a “necessidade de bem codificar, classificar e mensurar a catástrofe. Sem se ter ideia da magnitude, é difícil fazer uma avaliação de impacto e securitizá-la”.
Flores salientou também que para o desenvolvimento de seguros são necessários dados. Deve-se levar em conta a gestão de risco, que é “composta por dois braços: em um, o conjunto de procedimentos para se evitar a catástrofe; no outro, os comportamentos durante e depois, a fim de mitigar seus impactos”. E completou : “ao se desenhar um seguro, dada a dimensão, não podemos nos ater à catástrofe em si, mas sim aos impactos diretos e colaterais”.

Thaís Carapiá
Revista Apólice

 

 

 

 

 

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