entrevista | Mario Sergio de Almeida Santos

Duas chapas disputam o Sincor-SP

A eleição acontece no dia 26 de março e os dois candidatos à presidência do Sincor-SP seguem em campanha pela capital e interior do estado. A seguir, será possível conhecer um pouco mais de cada concorrente

Kelly Lubiato

APÓLICE: Qual será a sua principal meta para a próxima gestão frente ao Sinco-SP?

Mario Sergio de Almeida Santos: Promover a evolução setorial e empresarial da nossa classe. Fazer o corretor de seguros interagir mais com o Sincor-SP; torná-lo mais próximo e atuante.
Temos trabalhado neste sentido através do programa “Portas Abertas” e do “Sincor-SP Vem Até Você”, por exemplo. Outras metas estão à mesa para garantir a participaçãodo associado e a valorização da categoria.
No caso do “Portas Abertas”, o corretor passa a ser mais ativo e atuante, um multiplicador mais consciente e integrado. Neste sentido, estamos estudando atividades semelhantes para nossas regionais. Queremos aumentar o nível de relacionamento e conhecimento das nossas reais necessidades, entender o que atrapalha mais o corretor de seguros, assim como ouvir sugestões e opiniões para agir com mais assertividade.

APÓLICE:  Você acredita que o corretor de seguros tem a formação ideal para exercer a profissão?
Mario Sergio de Almeida Santos: Como toda classe profissional, maturidade e experiência vêm à medida do tempo. O Sincor-SP está preparado para auxiliar o corretor na sua formação profissional e empresarial. Nossa base principal de sócios é formada por mais de 85% de corretores experientes. Somos uma categoria preparada e capacitada para distribuir o produto seguro com responsabilidade social e eficiência setorial.

APÓLICE: Como o Sincor-SP contribui para facilitar o cotidiano do corretor?
Mario Sergio de Almeida Santos: Oferecemos uma infinidade de ferramentas, apoio e orientação em nossa sede e regionais. Estamos próximos com nossa força de representação da categoria e muita disposição para atender as questões do dia a dia. Temos: Disque Sincor – atende dificuldades diárias, nossa relação de intermediação com a indústria e o consumidor, com 80% a 90% de resolutividade;

Jurídico – esse setor responde dúvidas dos associados em relação às leis do mercado de seguros e faz

Parte do Fórum promovido pela Comissão Jurídica na sede e diretorias regionais;

Administrativo – orientamos assuntos relacionados à Administração, Tributação e Contabilidade, voltadas à corretagem de seguros. Analisamos casos que condizem ao ordenamento ético da profissão; Educacional – disponibilizamos um grande acervo de livros, DVDs e Audiolivros, dos mais variados

temas, que ficam à disposição na Biblioteca;

Benefícios – são mais de 30 parcerias, que concedem descontos em serviços que ajudam na formação profissional (compra de automóvel, eventos culturais, lazer, viagens, cursos de nível superior – graduação e pós-graduação), condições exclusivas para contratação de seguros (RC Profissional, Saúde,  previdência), despachantes, suporte de informática, produtos de escritórios, entre outros;

Comissões Técnicas – são 26 comissões formadas por corretores de seguros sócios do Sincor-SP, que reúnem mais de 100 profissionais para promover o desenvolvimento da nossa categoria;

Eventos – realizamos o Conec, maior congresso para corretores de seguros do mundo, que reúne cerca de 6 mil profissionais de todo Brasil em conjunto com a Exposeg, a maior feira de negócios; Encors Encontros dos Corretores de Seguros), que buscam o aprimoramento técnico e relacionamento da nossa categoria. Eles ocorrem em locais estratégicos e nas diretorias regionais, permitindo capacitação constante e muita troca de experiências;

Pesquisas de Mercado – produção de dados estatísticos através do Sinco –Sistema de Informações Consolidadas, como é o caso da PMC, PECS, Ranking das Seguradoras, entre outros, que são hoje formas de pesquisa contínua que nos orientam em nossas ações;

Mobilizações – promovemos ações sociais em nossas regionais de conscientização no trânsito, campanha do agasalho, doação de alimentos e afins.

APÓLICE: Qual é a sua meta em termos de número de associados?

Mario Sergio de Almeida Santos: Fidelizar novos corretores e atingir, no mínimo, 51% da quantidade total de corretores no Estado. Atualmente, temos 33.838 corretores em SP, sendo que, destes, 11.337 são associados (34%).

APÓLICE: Projetos de educação em seguro devem continuar na pauta do Sincor-SP?

 Mario Sergio de Almeida Santos: Sem dúvida. Pretendemos intensificar a grade de atividades educacionais no Sincor-SP, através da nossa Unisincor, bem como, nas apresentações do programa Cultura do Seguro e aumentar a quantidade de fóruns. Hoje oferecemos mais de 20 cursos, palestras e fóruns. Para participar, basta o corretor entrar no site da Unisincor e se inscrever.
Na nossa gestão (2010-2014), oferecemos quase 600 cursos, com a participação de mais de 19 mil corretores e colaboradores.

APÓLICE: Qual é a maior preocupação dos corretores de seguros em 2014?

Mario Sergio de Almeida Santos: A venda de seguros pela internet. Permanecem também as preocupações pelos assuntos mais antigos como preço diferenciado, riscos declináveis, viabilidade das empresas, o Simples para o corretor de seguros e a própria concorrência desleal interna.

APÓLICE:  O que o Sincor pode fazer para ajudar o profissional a buscar novos canais de distribuição, como a internet?
Mario Sergio de Almeida Santos: Esta discussão nós promovemos à exaustão. Fizemos a lição de casa ao discutir o assunto. A entidade é contra a comercialização direta do produto seguro, pois observa que a sociedade não entende as técnicas do produto e acaba sendo induzida pelo menor preço e não pelo seguro que atenderá a sua necessidade.

Por tudo isso, resultado da nossa conclusão, partimos para a solução prática: o desenvolvimento de uma ferramenta ideal para o corretor, a seguradora e o segurado. Finalizamos em janeiro/2014 a produção técnica do nosso Autocálculo– ferramenta automática de cálculo de seguros, cujo sistema estará disponível exclusivamente para o corretor associado através da internet.

Estamos trabalhando em ações para mostrar que o Autocálculo é do interesse da grande maioria dos corretores de seguros, pois através dele ajudaremos o pequeno e o médio corretor a trabalhar com competitividade justa em relação às grandes empresas de corretagem. O Sincor-SP trabalhar em favor de todos, sem distinção e sem favoritismo.

APÓLICE: A parceria do Sindicato com seguradoras é benéfica para os profissionais?

Mario Sergio de Almeida Santos: O Sincor-SP representa a categoria dos profissionais corretores de seguros e suas empresas na distribuição do produto seguro.
É claro que optamos pela parceria e o bom relacionamento com a indústria do seguro, que são as seguradoras. Estamos juntos, fazemos parte de uma mesma engrenagem e é isso que nos cabe representar com legitimidade.

APÓLICE: Quais parcerias o Sincor ainda não possui e que podem trazer benefícios para o corretor?

Mario Sergio de Almeida Santos: A indústria do seguro é o nosso principal parceiro. Temos estudado novas parcerias complementares e importantes com entidades que venham facilitar e reduzir custos na atividade do corretor de seguros. Como exemplo, temos o próprio Autocálculo, que representa “ganhos” para nossa atividade.

APÓLICE: Qual é o tema central da sua campanha para a presidência do Sincor-SP?

Mario Sergio de Almeida Santos: O SINCOR-SP comemora 80 anos  de sua fundação e os corretores de seguros, 50 anos de sua regulamentação. Muito fizemos, muito foi feito, mas nós queremos e podemos mais e vamos fazer, respeitando nosso estatuto e vocação social. O corretor de seguros é único na sua proposta e isso precisa ser respeitado e valorizado sempre.

entrevista | Alexandre Camillo

APÓLICE: Qual será a sua principal meta para a próxima gestão frente ao Sincor-SP?

Alexandre Camillo: Serão várias, dentre elas: união das diferenças e diversidades entre os corretores de seguros; agrupamento das competências e experiências de profissionais líderes do nosso segmento, pois juntos formarão uma grande liderança, apta a enfrentar os desafios e oportunidades futuras; interlocução com demais atores de nossa cadeia produtiva: seguradores, entidades reguladoras, órgãos públicos e políticos em todas as esferas (ex. Susep, ANS, Fenacor, autoridades municipais etc);credibilidade: promoveremos o diálogo sincero, transparente e objetivo do qual carecemos na atualidade; contas abertas e comunicação direta. Todas estas ações serão apoiadas por uma gestão dotada de transparência e representatividade que não existe hoje, com ampla e direta comunicação com os associados, ouvindo-os e levando a eles todas as informações, especialmente no que diz respeito às finanças (afinal o dinheiro é de todos).

 APÓLICE: Você acredita que o corretor de seguros tem a formação ideal para exercer a profissão?

Alexandre Camillo: O corretor de seguros é um profissional altamente preparado para o desenvolvimento de sua profissão que, motivado pelo interesse de desenvolvimento, busca constantemente evoluir. Por termos essa característica, entendo que, enquanto sindicato, devemos

agir desde a formação profissional (nossa gestão pretende reavaliar e discutir a forma atual com a Fenacor e Funenseg) e acompanhá-lo em seu crescimento.

Em nosso programa de gestão está previsto que iremos dialogar com Susep, Fenacor e Funenseg, visando preparar melhor os profissionais que ingressam na corretagem de seguros. Também vamos revigorar e renovar, substancialmente, toda a área de cursos oferecidos e rever os eventos da entidade, procurando trazer mais e melhor capacidade técnica para os corretores de seguros de São Paulo.

APÓLICE: Como o Sincor-SP contribui para facilitar o cotidiano do corretor?

Alexandre Camillo: O que está em jogo é a valorização do profissional corretor de seguros e a valoração de seu negócio, por isso o primeiro pilar de nosso programa de gestão é voltado aos

“negócios do corretor de seguros”.

O Sincor-SP tem que estar voltado para gerar oportunidades para o corretor de seguros realizar negócios e ter maior eficiência na administração da sua corretora, este é o primeiro pilar do nosso programa de gestão. Em regra, o dirigente sindical pensa na entidade e não nos negócios dos associados. Isso para

nós não faz sentido. O Sindicato dever agir para fazer a sua categoria prosperar e crescer de forma sustentável, esta será uma das importantes diretrizes da nossa gestão.

APÓLICE: Qual é a sua meta em termos de número de associados?

Alexandre Camillo: Somos por volta de 33 mil corretores de seguros em todo estado, destes aproximadamente 11.000 são sócios, sendo que cabe aí uma outra avaliação, pois o sócio PJ representa

mais de uma associação (varia pelo número de corretores em seu contrato social). Ou seja, mesmo levando-se em conta que somos um sindicato patronal, nossa adesão ao sindicato é muito baixa

e isto tem implicação direta em nossa representatividade. Veja, com apenas 30% de associação

nossa missão de falar por todos fica muito prejudicada, principalmente com a consciência

de que muitos dos atos sindicais acabam por afetar toda a categoria.

Queremos reverter este quadro, trazer os corretores para a entidade. Não podemos criticar

quem está distante ou sem interesse em participar, devemos olhar para dentro de casa e fazer nossa lição. É um processo de conquista, como fazemos em nossos negócios, e como você faz em sua revista, ou seja, trabalhar cada vez mais entendendo e atendendo aos anseios do público que queremos atingir.

Nosso programa de gestão é apoiado em quatro pilares: negócios do corretor de seguros (compromissos que impactam no bolso dos profissionais da categoria); divulgação da importância do corretor de seguros (a corretagem de seguros na mídia com a valorização do profissional corretor de seguros para a sociedade e para nosso próprio entendimento); benefícios que atendam às necessidades (é o retorno ao seu investimento associativo, benefícios que atendam ao sócio, sua família e, muito importante, sua empresa)

e eficiência da gestão do Sincor-SP (que deve ser transparente, profissional e prestativa aos corretores de seguros). Com isso, temos certeza de que os corretores de seguros se interessarão muito mais em serem associados.

APÓLICE: Projetos de educação em seguro devem continuar na pauta do Sincor-SP?

Alexandre Camillo: Sim, sem dúvida. Ampliaremos o leque existente, mantendo e intensificando este maravilhoso programa criado pelo Leoncio de Arruda, o Cultura do Seguro, seja para o ensino médio, universitário, como também uma nova abordagem junto aos empresários, trazendo a população para mais perto do entendimento da importância do nosso setor.

As regionais da entidade serão transformadas em pontos de atendimento com fácil acesso e visualização por parte da população, e terão palestras e profissionais para tirar dúvidas – inclusive sobre DPVAT e certificados digitais. Implantaremos ainda um projeto em formato digital/interativo, preservando e disseminando a história do seguro.

APÓLICE:  Qual é a maior preocupação dos corretores de seguros em 2014?

Alexandre Camillo: Fazer seus negócios prosperarem e ter uma carga tributária mais justa, e nosso programa de gestão contempla ações nestes sentidos.

O mercado de seguros tem tido resultados enormes ao longo dos últimos anos, seja em crescimento ou

em lucros.Mas e o corretor? Será que obtivemos o mesmo crescimento e lucratividade em nossa empresas? E somos nós que formamos a melhor e maior rede de distribuição do produto seguro, nós

que levamos ao consumidor a oferta e consciência da importância do seguro na vida das pessoas

e empresas.

APÓLICE: O que o Sincor pode fazer para ajudar o profissional a buscar novos canais de distribuição, como a internet?

Alexandre Camillo: A internet é uma realidade aqui e no mundo, não podemos fugir disto, devemos

sim entender o que é tendência ou modismo e não nos apavorarmos diante disto.

Os corretores devem ser protagonistas de tudo que envolve nosso mercado,  não coadjuvantes, ou seja, devemos agir, estar à frente, não ficar correndo atrás de ações que chegam prontas e nos afligem. Não devemos também confundir ferramentas com internet, ferramentas devem e têm que ser adquiridas pelos

corretores para seu melhor desenvolvimento e atendimento aos seus clientes. E isso faremos de forma

objetiva à frente do Sincor-SP, concretizaremos anseios que há muito os corretores solicitam.

Promoveremos a orientação adequada a este assunto, embasada primeiramente em ouvir os corretores,

ampliando os estudos e análises qualificadas que envolvam todos os setores que compõem a cadeia produtiva à qual estamos ligados. Não adianta fazer projetos sem envolver a todos, corretores, seguradores, prestadores de serviços e, por que não dizer, o consumidor. Assim agiremos em relação à Internet.

APÓLICE: A parceria do Sindicato com seguradoras é benéfica para os profissionais?

Alexandre Camillo: Fazemos parte de uma cadeia produtiva onde todos têm sua importância, os seguradores, no caso, são a indústria e nós a rede de distribuição, um não sobrevive sem o outro. Um bom

produto morre na prateleira sem distribuidor e um distribuidor nada vende se não tiver um bom produto a ofertar. Quem vende ovos a última coisa que quer é brigar com a galinha… Somos dependentes um

do outro neste processo. Devemos ver nossa relação com esta maturidade profissional, é muito mais do que a velha retórica “somos parceiros”, temos sim interesses um no outro. Isto oferece ao corretor a

igualdade de importância no processo e é assim que queremos que o segurador nos veja e nos ouça, com o respeito à nossa importância e fundamental atuação na colocação dos produtos ao consumidor.

APÓLICE: Quais parcerias o Sincor ainda não possui e que podem trazer benefícios para o corretor?

Alexandre Camillo: As parcerias do Sincor-SP estão muito mal estruturadas. Concorrem onde não

devem, e não atuam de forma eficaz onde devem.

Devemos rever e ampliar nossos cursos com outras entidades que possuem expertises (ex. Sebrae) e  podem levar um conhecimento mais assertivo a todos. Nosso programa de gestão prevê buscar ações que permitam ao corretor acesso àquilo que individualmente talvez ele não consiga, tais como divulgação e marketing, jurídico, tecnologias, equipamentos, recursos para sua empresa, mão de obra.Enfim, tudo que necessitamos porém só se torna possível com a força de toda a massa de associados. Trabalharemos

focados nisto e rapidamente.

APÓLICE: Qual é o tema central da sua campanha para a presidência do Sincor-SP?

Alexandre Camillo: A união das diferenças e o respeito às nossas diversidades, atraindo a participação de todos os corretores de seguros, construindo uma grande e respeitada aliança que nos permitirá elevar nossa autoestima e confiança para atuarmos juntos. Nossacampanha tem sido pautada e muito bem aceita com esse conceito.

Não podemos nem devemos nos afastar uns dos outros, é isto que nos fragiliza, pois ao olharmos só para

nosso umbigo agimos motivados pelo “salve-se quem puder” e aí todos perdem.

Os corretores que apoiam o movimento Sincor-SP por Todos – Chapa 2 têm muitas diversidades em seus negócios, do porte das empresas aos ramos de atuação, mas estamos todos unidos no mesmo ideal: que realmente o Sincor-SP seja por todos.

especial serviços   assistências

Bem-estar dos segurados é o foco das assistências

Serviços, reparos, assistências, manutenções. Companhias investem em produtos recheados de diferenciais para atrair e fidelizar o público

Amanda Cruz

O aumento do interesse pelo mercado segurador está muito mais ligado aos benefícios que vêm acoplados aos produtos oferecidos do que às coberturas propriamente ditas. Pelo menos é o que acredita boa parte dos executivos das principais companhias atuantes no país. O bom atendimento continua sendo crucial, mas para mantê-lo como diferencial é preciso sempre buscar mais.

Serviços como guinchos, socorro mecânico, táxis em momentos de emergência, troca de pneus, chaveiro

para abertura de portas em residências, entre outros, já fazem parte do mínimo que os segurados esperam das companhias. Para quem contrata um produto residencial, por exemplo, os serviços de encanador e eletricista já são esperados, fazendo com que a busca por um profissional dessas áreas deixe de ser um

transtorno no momento de necessidade. “O consumidor tem percebido o benefício e utiliza a assistência não apenas em caso de sinistro”, confirma Claudia Pires, diretora do SIM 24 Horas do Grupo BB e Mapfre.

Esses auxílios tradicionais já reconhecidos no mercado abrem espaço para que as empresas possam inovar

e buscar outras formas de satisfazer o cliente e ainda são o ponto forte dos produtos.  “Os mais utilizados são os serviços ligados ao automóvel, como o guincho e socorro mecânico, porque o consumidor já conhece estas coberturas”, ressalta João Bosco Medeiros, diretor Comercial da Zurich Seguros. O executivo também acredita em mais investimentos por parte do mercado para a área de seguros

residenciais, que ainda tem pouca penetração no mercado brasileiro, mas um leque grande de possibilidades no que diz respeito aos serviços.

Portfólio Anderson Satio, gestor da unidade de Produtos Compreensivos da Yasuda, demonstra que a seguradora também está empenhada em aprimorar os trabalhos, especialmente no seguro residencial, que

É seu principal foco. Serviços como o check-up lar disponibilizam mão-de-obra especializada para revisão elétrica, vazamentos, limpeza de caixa d’água, fi xação de prateleiras e remoção de entulhos das reformas e construções.

Ainda nos produtos residenciais, a Zurich trouxe um auxílio que acredita ser de bastante relevância pra o mercado: em uma visita solicitada pelo cliente, todos os reparos que a casa precisa  serão avaliados e feitos. “Na inspeção domiciliar o prestador faz uma revisão geral, consertando tudo que por ventura

o cliente tenha necessidade, incluindo também a dedetização”, explica o diretor da companhia.

Esses investimentos trazem um valor social às apólices e despertam no cliente a ciência de que ele pode contar com a seguradora para ter auxílio, desde tarefas simples do dia-a-dia até em questões mais complexas e delicadas que envolvam o auxílio de especialistas. Esse é o caso da assistência funeral,

oferecida por algumas companhias e que consiste em dar apoio ao segurado  em uma situação delicada. “Assistência  funeral é um serviço 24 horas que agrega muito às apólices e cerca de 90% delas já

possuem essa cobertura”, conta Rodrigo Cezareto, gerente de Vida em Grupo eAcidentes Pessoais da AIG. Além das assistências básicas é nesse tipo de serviço que as companhias investem para contar com a cumplicidade do segurado. Na AIG, é o caso também da assistência de segunda opinião médica, na qual o

segurado, ao receber um diagnóstico de seu médico habitual, pode solicitar à companhia que outro profissional, credenciado pela seguradora, avalie seus exames e seu histórico médico, confirmando ou modificando o diagnósticodado anteriormente. Para isso o cliente não precisa se deslocar, a própria

seguradora faz a entrega dos exames e a devolução dos novos resultados. “Esse tipo de análise, que geralmente consta na apólice de Vida, é muito importante porque serve também como um modo de

prevenção”, afi rma Cezareto.

A saúde também figura entre as preocupações recorrentes de diferenciação no atendimento das companhias. É possível encontrar serviços que disponibilizem, por exemplo, profissionais em nutrição para orientar e ajudar os clientes que querem cuidar mais de seu bem-estar.

Outro serviço que pode ser utilizado diz respeito às pessoas que são vítimas de crimes. Com ele, o segurado vítima de ato de violência tem auxílio para os procedimentos padrão, como bloqueio de cartões, serviço de despachantes para emissão de 2ª via de documentos, disponibilização de táxi e aviso aos familiares do ocorrido. É importante ressaltar que essa cobertura não inclui os casos de sequestro, sendo

este crime coberto por outra modalidade de seguro.

Para que o atendimento seja possível,  as seguradoras contam com empresas terceirizadas que prestam

esses serviços. É preciso cuidado na contratação, pois enviar um funcionário terceirizado para a casa do cliente pode ser o principal contato que ele terá com a seguradora, já que 25% deles, em média, utilizam

os serviços de assistência sem passar por sinistros. O tipo de  atendimento será associado à imagem

de quem lhe vendeu a apólice, ou seja, tanto do segurador quanto do corretor que indicou a seguradora.

 

Questões culturais

O consumidor hoje cuida tão bem de si e de seu patrimônio quanto dos seus animais domésticos. Os pets também recebem atenção especial por parte do mercado, pois eles são considerados parte da família. E em momentos em que não podem estar presentes, como viagens ou ausências por outros motivos,

os segurados podem contar com hotéis caninos credenciados para deixar seus bichinhos. Há garantias também de atendimento veterinário, com a contratação de planos de saúde para animais de estimação, mas esses serviços ainda precisam ser difundidos e esclarecidos, para evitar fraudes. “Em outros países

esse tipo de seguro é muito forte. Aqui a gente tem dificuldade em garantir cobertura para animais. Temos  dificuldade de agregar valor. Há países que contam até com seguro de vida do animal. Mas isso é uma questão cultural, que deve ser trabalhada”, acredita Claudia.

O modo como as pessoas lidam com os seguros também está muito ligado com seu modo de vida e a cultura de cada local. Por isso, a preocupação com fraudes é latente no Brasil. As companhias que

disponibilizam a assistência viagem, por exemplo, (saiba mais sobre esse serviço na página 23), têm um benefício que prolonga a cobertura caso o tempo de viagem se estenda, porém as companhias

temem que isso acabe sendo um incentivo para que pessoas burlem as normas e fiquem por mais dias usufruindo do benefício sem a real necessidade. Medeiros informa que a preocupação tem fundamentos: “o prolongamento de viagem é muito pouco utilizado e tem um nível de fraudes extremante elevado,

mesmo com baixa utilização”, revela o executivo, ressaltando que esse é um problema de mercado. “Mas

não posso deixar de ofertar a assistência. Mesmo sabendo que esse nível de fraude aumentou nos últimos anos e que afeta  todos os consumidores”.

Uma coisa é certa, quando se trata de coberturas acessórias, os clientes não têm um perfil definido. Com o leque disponível no mercado, cada companhia atrai pessoas de diferentes faixas etárias e costumes. “Acredito que existem dois perfis de segurado: um que está mais preocupado em garantir o bem propriamente dito e outro que procura os produtos capazes de oferecer mais e melhores serviços”, declara Satio.

A sustentabilidade é outro fator que passa a ter força nas inovações das seguradoras, bem como se tornou um interesse dos clientes. “Oferecer produtos que protegem o meio ambiente diferencia, faz com que a empresa saia na frente”, afirma o executivo da Yasuda. A empresa oferece serviços de descarte desde julho de 2013, que consiste em dar um destino correto ao lixo produzido e a móveis e eletroeletrônicos que não terão mais uso.

Mesmo com as diferenças no atendimento, os executivos acreditam que o portfólio disponível no Brasil é bem abrangente e condiz com as condições sociais, geográficas e culturais. O mercado se mostra bem competitivo nesse aspecto e não demonstra carências, pelo menos é o que acredita Cezareto: “O portfólio é bastante interessante. Serviços que existem aqui são inovações de brasileiros. Fazemos questão de dividir as melhores práticas também com outros mercados”, revela o executivo.

Atuação do corretor

Oferecer o que o cliente precisa é uma tarefa da seguradora mas, para descobrir e repassar essas informações, é necessário que elas se unam aos corretores que, sem dúvida, são o elo que pode

garantir a boa relação com o consumidor final. “No dia a dia estamos identificando o cliente. Treinamos nossa equipe interna para lidar com as demandas”, conta Cezareto sobre os projetos da AIG.

“O diferencial é o corretor vender os serviços oferecidos que agregam bastante valor e tem apelo social bastante grande e representativo. A iniciativa não afeta apenas o segurado, mas toda a cadeia do seguro”,

clientes têm apólices mais abrangentes das quais não faz uso total simplesmente por desconhecer o teor das coberturas. Segundo Medeiros, isso ocorre, por exemplo, com os casos em que a seguradora. Fica

desempregado e não avisa à seguradora, se esta fosse informada, ele não perderia o seguro, pois a companhia quita as parcelas restantes.

É importante ressaltar que ainda há muito interesse do usuário pelo preço, antes mesmo de conhecer as coberturas. As pessoas com freqüência tendem, ainda que queiram se proteger, a não considerar todas as possibilidades de imprevistos que podem surgir e isso faz com que acabem deixando de lado algumas

assistências que podem ser de extrema importância para seu estilo de vida. Com uma venda consultiva, o corretor é capaz de identificar estas demandas e subscrever todos os riscos pertinentes. A relação de confi ança entre cor retor e cliente torna-se muito mais estreita se o profissional age dessa maneira.

A falta de aproximação e conhecimento pode ser nociva, e o papel mais próximo e mais importante na divulgação necessária dessas assistências fica a cargo do corretor. “Se o cliente tem clareza dos reais benefícios, ele vai pagar a diferença de preço, pois ele busca conforto. O que falta é aculturar o consumidor”, finaliza Claudia.

especial serviços   viagem

Viagens seguras dependem de boa orientação

Companhias investem em atendimento e conhecimento para conquistar viajantes

Amanda Cruz

Os produtos de assistência e seguro viagem ganham visibilidade e passam a ser um item indispensável na

contratação de um pacote, seja por meio de agências e operadoras de viagens ou, preferencialmente, na consulta com corretores. O período de férias certamente é o que intensifica a preocupação com a contratação da proteção correta, mas o serviço de assistência tem um bom desempenho o ano todo.

A primeira coisa que deve ser esclarecida sobre o assunto é a diferença entre seguro e assistência

viagem. No primeiro, contrata-se uma apólice que garante o pagamento de eventuais despesas

que o beneficiário tiver, mas para isso é necessário que o cliente arque primeiramente com os custos

e, então, peça reembolso à companhia. Na assistência viagem, o cliente deverá entrar em contato com

a empresa que presta o serviço e ela o encaminhará para locais credenciados de atendimento, sem custos adicionais.

As viagens nacionais são parte importante do movimento neste mercado. Em média, elas têm coberturas de R$ 10 mil para deslocamentos de mais de 100 km. Mas são os deslocamentos internacionais que

despertam o maior interesse dos clientes, já que estes irão para um país do qual têm pouco ou nenhum conhecimento, e isso faz com que busquem  mais informações.

As viagens à Europa, por exemplo, têm coberturas a partir de US$ 50 mil, graças ao Tratado de Schengen, assinado por países europeus e que faz exigências aos viajantes, como a contratação de uma

cobertura no valor de 30 mil euros para assistência médica nos casos de acidente ou doença (veja os países que participam do acordo na tabela da página 25). Com essa apólice, o viajante é livre para transitar pelos países signatários.

Já as viagens para os EUA, outro destino bastante comum, não têm essas exigências, mas podem trazer surpresas. “Não há a obrigação, mas existem apólices de US$ 50 mil dólares, pois os gastos [médicos e hospitalares no país são muito altos. É de extrema relevância estar ciente disso.”, esclarece Valter

Hime, diretor de Pessoas e Benefícios da Generali.

Serviços

Mesmo que o principal motivo de contratação sejam as coberturas tradicionais, como as indenizações por

morte ou invalidez permanente, e as eventuais despesas médico-hospitalares, as companhias sabem que

é preciso mais para diferenciar o serviço prestado e manter o cliente fidelizado.

“As pessoas podem ter muitas dificuldades. No momento da urgência poderão ficar em pânico. Elas sabem que tem um seguro que protege, mas durante o sinistro o que vale é a forma de atuação”, ressalta

Hime.

Proporcionar essa confiança ao cliente começa antes mesmo da venda, no momento em que a companhia

desenvolve o produto. As pesquisas de mercado e a personalização das viagens são bons métodos para aumentar a procura e envolver o cliente e, para isso, cada empresa tem um método. “Temos a parte atuária pra analisar as preferências e informações que coletamos para desenvolver os produtos. Assim,

temos um posicionamento competitivo em função do cliente. Quando o plano é corporativo, nos empenhamos para entender a necessidade da empresa”, revela João Carlos Ayres, gerente de Marketing e Produtos  da Mapfre Assistance.

Já a Assist Card tem procurado mercados ainda inexplorados pela empresa, além de contar com inserções publicitárias para fazer com que a marca seja lembrada e associada pelo público e por corretores: firmamos parcerias com os corretores ligados ao Sincor de Minas Gerais e Paraná. Criamos um cartão personalizadoe promovemos treinamentos com os corretores”, afirma Gabriel Rego, diretor Comercial

da Assist Card Brasil em São Paulo.

Entre as opções mais procuradas nas companhias está o serviço de extravio de bagagens, que funciona da seguinte maneira: em caso de sumiço dos pertences do viajante, a assistência se encarregará de entrar em

contato com a companhia aérea, localizar a bagagem e certificar que a mesma seja enviada ao cliente; são

essas também as providências tomadas em caso de perda de documentos.

Algumas empresas custeiam o

retorno da viagem caso o contratante perca a volta marcada originalmente por motivos de saúde. Além de possuírem cláusulas que cobrem mudança de vôos, cancelamento de viagem, repatriação funerária, regresso antecipado, entre outros benefícios.

Outro ponto crucial que pode distinguir as empresas é o atendimento prestado. Disponibilizar o auxílio na

língua do cliente e certificar-se de que a ajuda que ele receberá fora de seu país será adequada e satisfatória. A empresa que presta assistência deverá acompanhar, do começo ao fim, se as necessidades

do cliente foram plenamente satisfeitas com o auxílio que receberam. Só então ela poderá dar um feedback.

Mesmo com a entrada dessas novas modalidades de proteção ainda há muito pouco conhecimento sobre o assunto. Há a informação de que uma proteção para viagem está disponível dentro do pacote, mas os detalhes muitas vezes não são estudados, sendo observado apenas quanto irá custar pela contratação do

pacote completo. E aí está o maior risco.

Mercado para empresas

Algumas companhias trabalham com a assistência viagem direcionando suas vendas às empresas. Hoje, com um mundo globalizado, a necessidade das pessoas se deslocarem dentro e fora do país a trabalho se torna cada vez mais comum. A Chubb Seguros, por exemplo, atua nesse nicho e aproveita as chances

que seu conhecimento global traz para aprimorar a ação com os clientes. “Assim como o seguro de vida, a assistência viagem para empresas é destinado à pessoa,mas contratado em grupo. A empresa contrata uma apólice com validade por dias e cada vez que um funcionário viaja, a empresa informa e consome esse banco de dias”, esclarece Robert Craddock, diretor de Pessoas e Affinity da seguradora.

Com esse modo de atuação, a companhia visa proteger todos os profissionais, independente de sua situação hierárquica. “Hoje, a realidade é muito diferente. Com a globalização das empresas, funcionários

de menor escalão fazem viagens e têm as mesmas garantias que um diretor, por exemplo”, enfatiza Craddock.

“A maior procura é por conta da preocupação social das empresas que se tornaram multinacionais com seus colaboradores”, acredita Marcelo Augusto, diretor de seguro de vida da Aon Hewitt. A assistência

viagem para empresas requer cuidados que nos produtos de pessoas físicas, às vezes, ficam em segundo plano, quando ocorre um sinistro a responsabilidade da vida da pessoa fica nas mãos da companhia de seguros contratada, mas também recai sobre a empresa, que enviou o profissional para a prestação

dos serviços em outra localidade. Por isso, as cláusulas e coberturas contratadas  normalmente são mais detalhadas e os valores cobertos são mais altos. “A maior parte das pessoas atribui a assistência

viagem aos benefícios adicionais e poucas se preocupam com limites em caso de necessidades médicas, que são as maiores despesas. Empresas que sofreram sinistros já precisaram de repatriamento que chegou a custar R$ 100 mil”, exemplifica Augusto.

A assistência na modalidade corporativa, portanto, acaba por se valer mais do tipo de viagem do que de

Um perfil de clientes, já que atenderá os mais variados  tipos de pessoas. Ela deve ser projetada

para atender as demandas da empresa. Alguns países têm maiores riscos como, por exemplo, riscos políticos, e pedem atenção redobrada, aumentando também os custos para empresas. “É preciso se ater

às exigências da viagem. Os executivos  geralmente já têm um seguro de vida que é múltiplo salarial”, aconselha Craddock.

Tanto nos planos para pessoa física quanto para pessoa jurídica, o papel do corretor se faz presente. Para empresas, principalmente, ele será o responsável por  saber se o plano é abrangente o suficiente e deverá acompanhar as utilizações e validades do que foi contratado, para que o empresário possa ficar despreocupado com as viagens de seus colaboradores.Gabriel Rego afirma que na Assist Card  20% de tudo que é comercializado utiliza o corretor como canal de distribuição.

Mesmo que as agências de turismo acabem retendo a maior parte das contratações, o executivo acredita

na venda consultiva de corretagem. “Esse talvez seja um dos canais onde há maior parcela de confiança entre cliente e vendedor. Como o corretor já oferece uma série de outros seguros, sua opinião é bastante

importante e levada em consideração pelo cliente”, afirma.

As empresas apostam no preparo do corretor para não cair na já tão conhecida disputa de preços, conscientizando a importância que algumas coberturas  extras podem ter. “Às vezes, com poucos  reais de diferença, o cliente contrata uma

cobertura muito mais abrangente, aumentando o montante a que tem direito em casos de necessidade e

evitando alguns  aborrecimentos”,completa Rego.

Valores do seguro

A falta de conhecimento sobre a apólice contratada e o ávido interesse pelo valor final da viagem levam os clientes a erros comuns que, em caso de sinistro, não poderão ser cobrados das companhias com as quais fecharam a apólice. As principais queixas recebidas se referem a serviços como tratamentos

de doenças preexistentes, ressarcimento de roubos, gastos com alimentação e hotéis, entre outros. As pessoas imaginam que podem estar cobertas, mas só descobrem que não estão no momento em que

precisam do atendimento. Mesmo sendo um dos itens mais baratos para se fazer uma viagem, o seguro ou assistência é um dos mais contestados. Isso está diretamente ligado com a cultura do seguro no Brasil,

onde ele ainda é visto como um gasto, uma despesa extra.

A mudança dessa mentalidade está acontecendo aos poucos, infelizmente por causa de acidentes que têm repercutido pela mídia nos últimos meses. Fatalidades como a queda de balão na Turquia, vulcões

que entraram em erupção e  outros acidentes de turistas pelo mundo, despertam na população a consciência de que, se existe algo que possa protegê-la e minimizar os riscos existentes em uma

viagem, isso deve ser feito. “Os acidentes que foram destaque na mídia, fizeram as pessoas pensarem que imprevistos acontecem com todos, em qualquer lugar. Não importa se você está no seu país ou em Paris”, destaca Rego, que diz ainda nãos ser possível mensurar efetivamente a alta e o impacto que esses sinistros

causaram, mas que já consegue ver uma movimentação distinta no comportamento dos usuários. “Os clientes estão cada vez mais informados e realizando mais questionamentos no momento da compra”, completa o executivo.

Mesmo paras as companhias, que estão sempre atentas a novas demandas e novos riscos, esses episódios tiveram grande importância “Os casos de sinistros repercutidos geraram mudanças

nas companhias, com o objetivo de conscientizar o consumidor e os parceiros que eles devem ler as cláusulas do contrato para entender as coberturas limites. Acabou sendo um divisor de águas”, analisa

Ayres, da Mapfre Assistance. Ele esclarece ainda que a assistência não é um plano de saúde, mas um produto desenhado para emergências. Dependendo da cobertura limite o consumidor não poderá utilizá-la.

Ayres lembra ainda que a sinistralidade também é algo muito variável dentro da carteira. Por sua experiência na companhia, ele afi rma que os produtos contratados nos pacotes de estudos fora do país são os que tem mais ocorrências, pois são as viagens com maior tempo de duração e os clientes principais, geralmente, são pessoas mais novas com riscos comportamentais mais nocivos do que os riscos de idade. Os idosos apresentam índices mais baixos, mas as doenças pré-existentes, que são mais

comuns nesse perfil, fazem com que as companhias adotem o limite de 65 anos para a contratação da assistência.

Com mais informações chegando ao consumidor final, as perspectivas de crescimento do setor são boas. Investimento em tecnologia e personalização ainda maior do atendimento são alguns dos trunfos que as companhias pretendem utilizar para que os produtos assistenciais tenham lugar garantido nas viagens.

Marcelo Augusto destaca ainda a iniciativa de Susep de levar à consulta pública os serviços de assistência viagem que poderão começar a ser obrigatórios. O executivo citou que entre as coberturas básicas deverão estar reembolso médico e odontológico, cobertura de mortes não apenas por causas acidentais, mas também as mortes naturais, e a prorrogação da cobertura em caso de impedimento da volta nas situações em que o segurado fique doente. A consulta pública servirá para que os interessados possam dar sugestões, que serão analisadas para dar continuidade ao processo de mudanças.

especial serviços   Pósitron

Rastreamento de veículos é sinônimo de segurança

Mercado desenvolve soluções para proporcionar serviços

de monitoramento de veículos mais eficazes. Segmento de cargas

recebe atenção especial

Fundada em julho de 1988, a PST Electronics, detentora da marca Pósitron, é uma das principais fabricantes de som automotivo e especialista em soluções tecnológicas em rastreamento e segurança

eletrônica.  Os diferenciais técnicos fazem com que a empresa se consolide como líder de mercado há 15 anos desenvolvendo rastreadores, bloqueadores e alarmes para automóveis, motocicletas e caminhões, som automotivo, sensor de estacionamento, vidros elétricos, travas elétricas, painéis de instrumentos, além de alarmes e monitoramento residencial.

Com estrutura de engenharia local, a tecnologia da companhia é desenvolvida  no Brasil, com plantas em Campinas (SP) e Manaus (AM). Além disso, há uma filialem Buenos Aires, na Argentina.

A marca oferece ainda uma plataforma com o rastreador híbrido Pósitron Dual e Dual Sat, permitindo

A integração com sistemas do cliente, como o ERP (Sistema de Recursos Humanos), além do

monitoramento e o bloqueio sequenciado de portas,  baús e travas e a troca de mensagens entre

a central, o veículo e o condutor, por meio do teclado logístico. Desenvolvido e fabricado pela

PST Electronics, o equipamento proporciona maior segurança para o motorista, a carga e o veículo.

Em lançamento recente, a empresa trouxe ao mercado o rastreador para cargas retornável (isca), que pode ser distribuído em qualquer compartimento de carga; fixado com sistema de imantação ou ainda ser ligado à tomada de força do veículo, se utilizado em operações logísticas em que há necessidade de

rastreamento e posicionamento. O isca é movido a bateria, uma de suas principais vantagens, que dura normalmente 30 dias. Contudo, em condições especiais de uso, pode chegar a até um ano.

O equipamento descartável possui três tamanhos diferentes, sendo comercializado em dois

pacotes, com 30 ou 45 dias de validade. “O frotista poderá escolher qual é a melhor dimensão do rastreador, considerando o tipo de carga que está transportando”, explica Obson Cardoso, diretor da unidade de Rastreamento da Pósitron.

O Rastreamento + Seguro Pósitron, lançado recentemente em parceria com a BNP Paribas Cardif do Brasil, é um dos produtos do portfólio da marca. Além do rastreador já instalado, o serviço inclui um seguro automotivo, com cobertura contra roubo ou furto total do veículo, válido em todo o território nacional. Até 50% mais barato que os convencionais, o seguro não exige vistoria prévia, não avalia região

de circulação, nem faz análise de perfil do condutor principal. A contratação é simples e, se o carro não for recuperado, o consumidor receberá indenização de 100% do valor do veículo, conforme tabela Fipe. No caso de taxistas, a indenização é de 70%.

Além do rastreamento + Seguro, a Pósitron também conta com diferentes pacotes de serviços para o varejo com localização e rastreamento do veículo, atendimento 24 horas por dia, assistência técnica completa do equipamento durante adimplência do contrato e uma equipe de apoio para recuperação do veículo que oferece pronta-resposta ao cliente.

especial serviços   capa

Parceiros no

combate à fraude

Desde 1987, a Nortix atua com sistemas de informações veiculares, com o objetivo de reduzir riscos e combater as fraudes, proporcionando aos seus clientes  (seguradoras, financeiras, consórcios e afins) segurança, qualidade, redução de custos e rentabilidade.

 Kelly Lubiato

Em tempos em que manter a rentabilidade do negócio e ter agilidade se tornou tarefa árdua para executivos, a Nortix surgiu oferecendo informações qualificadas sobre a origem dos veículos em circulação no País. Atualmente, são mais de 70 milhões de automóveis registrados, sendo que

cerca de 60 milhões ainda estão em circulação. Deste total, segundo dados de mercado, 22,1% possuem algum tipo de seguro. Em um país em que o principal argumento para não se vender seguro é o

preço, fornecer informações consistentes e com qualidade para diminuir o risco de fraude pode contribuir  para carteiras mais saudáveis nas empresas ligadas ao financiamento, leasing e ao seguro dos carros.

A frota circulante alimenta uma indústria que movimenta cerca de 450 mil veículos roubados ou furtados todos os anos. O destino destes veículos pode ser dividido em: recuperados pela polícia (50%); indústria de desmanches (12%) (porque o brasileiro não se preocupa com a origem do que está comprando, apenas

com o preço); alimentação do mercado de países vizinhos (10%) e cerca de 28% retorna para o mercado de forma adulterada, ou seja, o carro roubado com suas características adulteradas e implantado nas

bases públicas (DETRAN e Denatran). Infelizmente, estes carros são vendidos no mercado e uma pessoa (de boa fé), que não tem conhecimento para identificar sua origem, acaba comprando. Hoje, estima-se que mais de 1,5 milhão de veículos adulterados estão documentados, registrados e em circulação. Qualquer

pessoa, física ou jurídica, corre o risco de negociar  um  veículo irregular.

Este universo de problemas não está limitado a quem compra e vende veículos. Ele atinge quem financia, quem faz o seguro, consórcio, leasing, concessionários, lojistas, despachantes, corretores, ou qualquer segmento que faça negócio com o veículo. Quem coloca um veículo adulterado em sua carteira acaba ficando com um grande problema. Primeiro, porque a legislação considera como crime de interceptação de mercadoria roubada; segundo, porque identificada a irregularidade, o veículo será apreendido

para perícia, e sua comercialização fica impedida. “Os carros adulterados são prejuízo certo para pessoas físicas e jurídicas”, analisa Artur Giansante, diretor comercial da Nortix.

Para atuar neste setor, a empresa iniciou suas atividades como provedora de soluções em tecnologia. “A

Nortix começou em 1987 como uma desenvolvedora de sistemas”, conta Djalma Perin, diretor de vendas

e marketing. O cliente trazia a sua necessidade e a empresa desenvolvia uma solução.

Ao longo do tempo, a Nortix teve a percepção de que o foco da empresa somente em desenvolvimento limitaria seu crescimento. O futuro da empresa deveria ter como foco a prestação de serviços ao cliente.

Assim, a Nortix identificou nichos de mercado com necessidades específicas,  desenvolveu soluções para atender a essa demanda e passou a prestar serviços e responder às necessidades dos clientes.

Em 2002, foi criado o primeiro produto voltado para a prestação de serviços, o Decodificador de Chassi.

Ele continua como principal produto e já evoluiu muito. Hoje já está na 12ª geração e se mostrou muito bem sucedido.

O Decodificador de Chassi foi desenvolvido em plataforma própria, sem necessidade de acessar bases públicas, criptografado, com atualizações diárias, alimentado por informações das montadoras, através do processo de codificação do chassi. O sistema realiza a operação inversa da montadora. Ele decodifica e  identifica inconsistências no código alfanumérico que todos os veículos possuem. Além da fraude, há

o problema do erro. O chassi de um veículo é composto por 17 dígitos alfa numéricos, cada um com significado específico, seguindo a legislação mundial (VIN-Vehicle Identification Number). O produto

evita erros de digitação, erros de precificação (pois através da decodificação a Nortix identifica o código

FIPE ou MOLICAR correspondente), possibilitando aos clientes terem uma carteira saudável e correta, sabendo que dados errados geram duplicidade de trabalho e processos irregulares. “A importância

disso é que, no caso de roubo e furto, a companhia terá em sua carteira um dado que não existe, dificultando a identificação do veículo em caso de recuperação”, lembra Giansante. Para a companhia é

importante ter a informação correta.

Atualizações

Qualquer sistema da Nortix é atualizado diariamente, em média, de 2 a 4 vezes. Segundo Giansante, a empresa recebe cerca de 3 mil registros novos diariamente . “As atualizações são feitas com informações provenientes das montadoras de veículos e outros segmentos automotivos”.

Quando há lançamento de novos modelos ou a atualização dos antigos, o sistema da Nortix recebe estas

informações, que passam a fazer parte de seu banco de dados. As fraudes são identificadas quando as informações fogem do padrão estabelecido pelas montadoras. Nenhuma fraude é imune a ser detectada, mas para isso é preciso dispor de informações qualificadas, atualizadas e rápidas, que alertem para a suspeita de fraude.  Se as atualizações de sistema não forem constantes, haverá um distanciamento do

fraudador. “Nosso padrão é estar à frente do fraudador”, garante o executivo.

Há que se considerar também os avanços tecnológicos. “Nossos produtos precisam avançar  tecnologicamente sempre, em todos os sentidos. Você tem uma infinidade de informações

que precisam ser inseridas no sistema e que precisam receber atualizações de sua origem, que

são as montadoras e empresas do setor. Para isso é  preciso ter parcerias estratégicas, para

que as informações cheguem  rapidamente”, aponta Giansante.

Nosso foco é no cliente

Para cada veículo novo vendido no País, cinco automóveis usados são comercializados no mesmo período. Toda a cadeia envolvida nesta transação  é cliente potencial da Nortix. De acordo com dados da empresa, cerca de 3% a 4% dos veículos consultados apresentam algum tipo de irregularidade.

Grande parte do mercado segurador é cliente da Nortix. As maiores empresas do mercado financeiro – porque não são todas que operam com veículos -, empresas de consórcio e distribuidores Nortix – empresas que compram os produtos e os  revendem ao mercado (concessionários, lojistas, empresas de vistoria etc.).

Neste rol de clientes, as seguradoras participam para coibir as fraudes, assim como as financeiras. No caso dos consórcios, a sua participação cresce a cada dia  em virtude da utilização de cartas de crédito para a compra de veículos usados. “É comum o consorciado desejar um carro usado, mais potente e equipado, ao preço de um novo sem todos esses diferenciais”, explica Giansante.

Este mercado está correndo risco caso não haja uma filtragem nos veículos antes de serem aceitos em suas carteiras. “Todos os dias nós identificamos inconsistências,  sejam adulterações, erros ou outros problemas”, ratifica o executivo.

É importante lembrar que aproximadamente 28% das indenizações de seguro são suspeitas de fraude. Os

casos mais graves não são os fraudadores oportunistas e sim os mal intencionados. Esses normalmente

são responsáveis pelos maiores prejuízos”, confirma Giansante.

“Estamos continuamente visitando os clientes para ver ificar a percepção deles em relação ao nosso trabalho e às  informações de que eles necessitam, e quais são suas projeções para o futuro”, afirma Djalma Perin. De acordo com estes detalhes, A Nortix aprimora o sistema ou, eventualmente, cria

novos sistemas.

Para medir a qualidade do serviço prestado são realizadas pesquisas frequentes com os clientes. Elas são

fundamentais também para sentir como o consumidor vê a sua relação com as diversas áreas da prestadora de serviços. “Com o resultado da pesquisa temos a possibilidade de melhorar o sistema. Temos qualidade, disponibilidade, tempo de resposta e foco no cliente como pilares para a excelência na prestação de serviços”, ressalta Perin, acrescentando que “como prestador de serviço a filosofia da empresa não é esperar que o cliente se adapte aos nossos produtos. Estamos sempre ouvindo o mercado e o cliente para adaptar nossos produtos ou criar novos que atendam às demandas”, acrescenta Perin.

Números e dimensões

A Nortix possui atualmente 50 colaboradores, distribuídos em dois endereços em São Paulo. Uma área operacional que fica na Vila Guilherme e o escritório comercial, no Itaim. Os equipamentos que

processam as informações ficam em locais diferentes, para garantir a alta disponibilidade e planos de contingência. “Temos um nível de 99,9% de SLA, desde que nas implantações sejam adotados   nossos

procedimentos de contingência”, afi rma.

“Os números de crescimento também são bastante expressivos. Em 2013, a empresa cresceu 32%. Para

2014, os executivos trabalham com uma projeção de 20%, considerando 2014 como um ano atípico, com eventos como Copa do Mundo e Eleições.”

Hoje a Nortix tem uma prateleira de produtos que proporciona aos clientes condições de decidir o que querem utilizar e, assim, terem a proteção de acordo com o seu orçamento. Tudo o que envolve

o veículo, desde o Histórico de procedência (chassi), Localizador de motor, Registro de roubo ou

extravio do documento CRLV/CRV, Precifi cador de chassi,  etc.  “Um produto se transforma em

vários. A companhia diz o que precisa e nós adequamos o produto, para que ela possa ter atendida sua necessidade”, acrescenta Giansante.

Excelência

Todos os produtos da Nortix são registrados no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e ela é uma empresa com certificado ISO. A certificação ISO é muito importante porque mostra que a empresa deixa de ser baseada em pessoas para ter uma empresa baseada em processos. “Se temos as grandes seguradoras, financeiras etc, confiando em nós, elas precisam ter a certeza de que tudo o que fazemos está documentado, que nada depende de apenas uma pessoa”, enfatiza Giansante, destacando que uma nova auditoria ISO será realizada no mês de maio.

“Existem produtos que nasceram da demanda de clientes, pois percebemos que após desenvolver um produto ele poderia atender outras empresas também”,  pontua Giansante. Um exemplo é o Sistema de Enquadramento de Frotas. Ao automatizar este processo, foi diminuído o tempo que ele tomava dos

funcionários e também a incidência de erros.

O produto nasceu pela demanda de uma companhia. Há também a outra situação: a Nortix identifica uma necessidade do mercado e, ou ajusta seu produto, criando uma evolução, ou monta um produto totalmente

novo. O Identificador de Chassi é um exemplo disso. Ele é um produto que atende pontualmente uma

informação de que o mercado necessita, com um custo mais baixo que o Decodificador, atendendo

a quem precisa de algo mais simples.

Outro ponto importante é que, às vezes, mudanças na legislação abrem oportunidades no mercado, que podem gerar novos negócios. O Localizador de Motor nasceu para atender a resolução 282 do Contran. Hoje ele já evoluiu. “Nós temos a preocupação de acompanhar toda a legislação do Contram, Denat ran etc, para identificar se eventuais alterações podem i nfluenciar ou melhorar a qualidade da informação

que fornecemos aos clientes”, garante Giansante.

especial serviços   Confitec

Expertise em soluções

tecnológicas para

seguradoras

Empresa possui equipe altamente especializada e treinada para atender aos mais elevados padrões de exigência do mercado

Jamille Niero

Especializada em soluções para o mercado de seguros, a Confitec planeja para 2014 expandir, cada vez mais, a atuação neste setor.  Para isso, uma das apostas da empresa, integradora de soluções de sistemas de informação, consultoria de processos e desenvolvimento de soluções de tecnologia,  é a solução GEPRO – Gestão de Provisões e Registros Oficiais, lançada em 2012.

O GEPRO, através de suas funcionalidades, visa consistir, analisar e gerar informações para disponibilizar ao órgão fiscalizador (SUSEP), dando maior agilidade e confiança ao atendi mento

das normas legais. O GEPRO dispõe, ainda, de recursos que permitem a análise gráfica da movimentação operacional, emissão dos registros oficiais, bem como a validação destes registros com os valores

contábeis.

“Com o lançamento do GEPRO já atingimos diversas seguradoras do mercado e queremos dar continuidade neste desafio com o lançamento de novos produtos para as companhias”, relata o diretor da

Confitec, Jailson Meireles. Desde então, a empresa tem liberado novas versões com cada vez mais funcionalidades.

“Um ponto bastante interessante para as seguradoras, é que ao implantarmos o GEPRO, conseguimos fazer uma validação de todo o processo contábil, identificando, em inúmeras ocasiões,

novas opções de contabilizar os registros das operações de seguro”, destaca.

Segundo ele, o grande diferencial da empresa é o conhecimento do negócio de seguros. “Conseguimos não só desenvolver o que as seguradoras precisam, mas agregar valor nestas soluções”, complementa

Jailson.

A meta é aumentar a participação no mercado. Além do GEPRO, que já está sendo comercializado, a Confitec conta ainda com o produto iRisk, que passa atualmente por uma reformulação para se adequar as novas tecnologias mobile.

O iRisk proporciona a gestão dos riscos da companhia, desde a inspeção prévia do risco até o pagamento das prestadoras envolvidas no processo.  Nesta ferramenta, a própria seguradora poderá criar seus laudos de vistoria. “O iRisk é uma importante ferramenta de análise de risco e combate às fraudes do mercado.

Contando com as vantagens da plataforma Web, é de fácil conexão ao sistema operacional da seguradora e conta com um robusto motor de Workflow para o controle de execução das atividades típicas do

processo de inspeção”, comenta o diretor Comercial, Radicchi.

Leve e flexível, é facilmente adaptável às necessidades da seguradora para operação em diversos ramos de seguros. Sem gerar grandes impactos de implantações de sistemas, possui um custo acessível e é totalmente compatível com tecnologias inovadoras de dispositivos portáteis, como tablets e mobiles.

A Confitec possui uma equipe altamente especializada e treinada para atender aos mais elevados padrões de exigência do mercado. A empresa, nos últimos 10 anos, vem formando profissionais com conhecimento nesta área.” A Confi tec está, portanto, capacitada a desenvolver, implementar,

fornecer suporte e disponibilizar soluções completas aos seus clientes”, aponta o diretor comercial

da empresa.

A Confi tec pode ainda colaborar com as seguradoras auxiliando no desenvolvimento de

Novas ferramentas, específicas ou não. Pode também participar na sustentação do Sistema Core de Seguros e atuar como parceiro na melhoria e no desenvolvimento de novas implementações

no sistema de negócios.

“Existe uma outra grande aposta, que é um novo produto, que está em fase final de desenvolvimento, o GIRO, que terá como objetivo fazer toda a gestão dos resseguros de apólices contratadas, contemplando desde o contrato fechado com a resseguradora até o controle da recuperação dos sinistros. Este novo

software já vem preparado para o mercado aberto e já será multi-empresa. Estimamos seu lançamento para maio de 2014”, revela Radicchi.

especial serviços   Ampsoft

Inovação tecnológica

para evoluir os processos

de negócios

Soluções para acelerar a evolução de sistemas legados

e modernização sem risco para o negócio

Há 20 anos, a Ampsoft presta serviços de tecnologia desenvolvendo soluções nas plataformas Mainframe – IBM, Cliente Servidor, Oracle e Microsoft. NET. Atuando em parceria com seguradoras, otimizou o processamento de grandes volumes de dados e transações, integrações complexas, migrações de dados, conversão de aplicações de sistemas

legados,implantação de soluções em cloud computing,dentre outros trabalhoos.

Essas soluções são utilizadas tanto em seguradoras nacionais como em

multinacionais (EUA, França, Portugal, Japão e China) com as seguintes características de contratação:as

seguradoras,em início de operação ou com sistemas legados obsoletos, sejam nacionais ou estrangeiras, adquiriram o SIES® ERP Completo. Já as que possuiam sistemas legados estáveis contrataram somente partes do SIES® ERP e/ou ferramentas específicas para atender seu negócio.

Entre as companhias que atuam com a Ampsoft estão as que contrataram

soluções e ferramentas para operar com seguros de Vida (VG/APC, VI/API e Prestamista), Automóveis (Individual e Frota), Agrícola, Benfeitorias e Penhor Rural, Compreensivos (Empresarial, Residencial

e Condomínio), Garantia Estendida, Riscos de Engenharia, R.C.Geral,

Riscos Diversos, Garantia de Obrigações Contratuais, RD Equipamentos, Fiança Locatícia e outros.

Novo Paradigma de Negócios

O novo paradigma de negócios da Ampsoft visa a atender também  seguradoras com sistemas legados estáveis e que necessitam de

Ferramentas específicas para acelerar sua modernização com objetivo de: desenvolver e manter produtos com maior agilidade; disponibilizar informações e serviços na Internet; desenvolver serviços para tecnologias móveis; atuar em novos segmentos de mercado; operar com

novos ramos de seguros e novos canais de vendas.

Em 2013, a empresa apresentou novas ferramentas e soluções para a

modernização de seguradoras que pretendem evoluir sua tecnologia e negócios.

A Ampsoft oferece um framework de integração, que permite a construção de comunicações com prestadores de serviços, fornecedores

e clientes com prazo e custo reduzidos. Desta forma, integrações

As parcerias da Ampsoft com a Microsoft – Gold Partner e Intel –

Premier Elite, garantem aos clientes da Ampsoft, a aquisição de soluções certificadas com tecnologia de alta performance, escalabilidade, compatibilidade e segurança.

A Ampsoft oferece ainda soluções de Cloud Computing, BPO – Business

Process Outsourcing e Certificação Digital padrão ICP-Brasil,  reduzindo o custo de tecnologia e operacional de seus clientes.

O valor agregado nos serviços dos profissionais Ampsoft, specializados

em tecnologia e negócios, é focado na melhoria de processos de negócios e evolução tecnológica de seus clientes. Neste sentido o entendimento do nível de TI existente na seguradora é de vital importância para seu êxito.

especial serviços   assistência 24h

Para encantar o cliente

Brasil Assistência mostra como é possível atuar em diversos

setores mantendo o padrão de qualidade exigido pelos

consumidores modernos

Um dos maiores desafios de qualquer empresa de assistência é estar sempre à frente dos anseios de seus clientes. A Assistência Auto, Residencial e Pessoas são os produtos mais requisitados pelas seguradoras, bancos e corretoras de seguros, pois caracterizam a tipologia de serviços com maior apelo para os clientes particulares e também para os empresariais. Porém, é importante destacar o crescimento em novos conceitos de serviços, visando a contribuir

Na diferenciação e fidelização dos clientes finais.

“Citamos por exemplo a Assistência Personal Organizer e Personal Fitness e outros produtos como Mulher, Terceira Idade e Jovem, que são soluções combinadas de assistências automóvel, residencial e pessoas, atendendo todas as necessidades desses públicos específicos”, explica

Vicente Fernandez, diretor presidente da BrasilAssistência.

A empresa oferece soluções integrais e especializadas nos setores segurador, automotivo, turismo, financeiro, varejo e para os grandes distribuidores, prestadores de serviços e abastecimento, tendo como principais clientes globais os principais representantes destes setores e as maiores companhias do Brasil (seguradoras e corretores,

bancos, cooperativas,operadores de turismo,agências de viagem, companhias aéreas, montadoras, concessionários,locadoras, operadoras

telefonia e TV, varejistas).

Ela conta com mais 100 clientes corporativos e uma equipe de consultores comerciais em todo o Brasil especializados na distribuição, treinamento, apoio e desenvolvimento de negócio junto a

agências de turismo, concessionárias, lojas multimarcas de automóveis e motos e corretores de seguros.

Fernandez conta que a Brasil Assistência completou 21 anos de atuação no Brasil. “Conquistamos o reconhecimento de nossos clientes através da excelência no atendimento, abrangência e qualidade da nossa rede com mais de 20.200 prestadores cadastrados em todo o Brasil e mais

de 84.000 credenciados nos 5 continentes, e aportamos competitividade e eficiência a nossos clientes e parceiros”, comemora.

O alto padrão da tecnologia, além da constante inovação, permitem contar com o maior portfólio de assistências e microsserviços do mercado brasileiro, desenvolvendo soluções de acordo com as atuais necessidades do consumidor.

Outro diferencial, além do portfólio de produtos, é a capacidade de compartilhar com os clientes a experiência e tecnologia dedicada à distribuição, venda remota e telemarketing,  com a Gestão de Processos e Serviços, que permite às empresas focar sua atividade no seu negócio

principal, otimizando seus recursos e melhorandoa rentabilidade e eficiência.

A Brasil Assistência não para de crescer. “No Brasil, contamos com cerca de 800 pessoas que atuam na distribuição, administração, logística e gestão de redes de prestadores, atendimento 24 horas 7

dias por semana, que formam parte de um grupo multinacional, com 5.000 pessoas, presentes em 46 países, nos cinco continentes.

“A operação brasileira é considerada como um negócio com personalidade

própria, constit uindo uma das sete regiões do mundo, diferenciada pela convicção da importância de desenvolver política e soluções plenamente adaptadas às características do mercado brasileiro, o que é plenamente compatível com o aproveitamento das experiências e tendências de outros mercados em cada um dos setores nos quais somos especialistas, pois contamos com centros de competências e observatórios focados exclusivamente em cada segmento de cliente, de cada setor e cada linha de negócio”, esclarece Fernandez.

A presença internacional em 84 países, sendo direta em 46 países e com

mais de 1.500 clientes corporativos nos setores de atuação, propicia

uma constante interação entre todas as filiais, obtendo como resultado

a exportação das experiências de serviço por parte das grandes multinacionais que confiam na capacidade técnica da Brasil Assistência, em sua estrutura mundial de serviços, amplitude do portfólio de produtos e alta qualidade no atendimento aos clientes.

“Recentemente fomos escolhidos como a Melhor Seguradora de Assistência

Do mundo, com o prêmio ITIJ 2013”,comemora Fernandez, acrescentando que a Brasil Assistência é a única companhia membro da OMT(Organização

Mundial do turismo)e promotores do Travel Insurance Observatory.

 Sucesso

Foco no cliente, inovação constante em produtos personalizados, cada vez mais aderentes às necessidades de seus clientes, uma procura constante da produtividade e eficiência, revisando processos com agilidade, considerando a qualidade e excelência no atendimento como motor da diferenciação. Todos estes ingredientes fazem parte da receita de sucesso da BrasilAssistência.

80% das chamadas são atendidas em até 20 segundos, com todos os colaboradores treinados, constantemente, e focados no atendimento.Como reconhecimento desta atuação, em 2013 conquistamos o Prêmio Melhores do Seguro, na Categoria Assistência 24h”,aponta Fernandez.

As prioridades para 2014 serão a aceleração do desenvolvimento de novos produtos e serviços com foco no atendimento às necessidades do cliente particular e no crescimento e rentabilidade de cliente distribuidor, fundamentalmente no desenvolvimento de microsserviços.

Fernandez afi rma que a empresa mantém o compromisso com a qualidade

No atendimento, aprimorando a gestão da rede credenciada e que dedicará fortes investimentos na evolução da tecnologia. “Continuaremos desenvolvendo a distribuição multicanal, atentos ao aproveitamento das grandes oportunidades,atreladas ao crescimento do mercado brasileiro e derivadas das  mudanças na regulamentação da lei Geral dos Seguros”, prevê o diretor presidente. O plano estratégico 2014 -2016 aponta para um crescimento de 100%, com maior participação das vendas online e telemarketing e crescimento no mercado de turismo, com grandes eventos e aumento de viagens corporativas.

mercado | internacional

Brasil integra estratégia de crescimento

Apesar da recente desaceleração econômica, o tradicional mercado de seguros londrino, Lloyd’s of London, acredita que o País ainda

tem grande potencial a ser explorado

Jamille Niero

O

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Brasil,juntamente com China, México, Índia e Turquia, são essenciais para a estratégia de crescimento de Lloyd’s of London, mercado de seguros mais antigo do mundo – e que completou 325 anos no ano passado. A estratégia, intitulada “Visão 2025”, foi anunciada em 2012 e consiste em tornar o Lloyd’s o principal centro mundial para seguros

e resseguros especializados em 2025. A ideia é aumentar a receita de prêmios dos mercados desenvolvidos de acordo com seu crescimento econômico, com maior crescimento nos mercados em desenvolvimento

(como nos países emergentes).

A estratégia é um grande passo para a expansão internacional do Lloyd’s e o Brasil terá um papel fundamental nesse crescimento. Mesmo com a recente desaceleração do crescimento da sua economia, o Lloyd’s acredita no potencial do mercado brasileiro. “Grandes investimentos estão sendo feitos em infraestrutura, tais como rodovias, ferrovias,

aeroportos, portos e usinas de energia. Investimentos na infraestrutura de instalações esportivas também foram impulsionados pela Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016. O Lloyd’s tem

experiência em riscos grandes e complexos,e esse conhecimento pode

beneficiar o Brasil”, afirma o diretor de mercados internacionais, Vincent Vandendael, em entrevista à Revista Apólice.

Segundo ele, os prêmios totais do mercado de seguros brasileiro (somando Vida e Não-Vida) cresceram mais de 600% nos últimos 10 anos. Sua participação no mercado latino-americano também foi  significativamente ampliada: passou de 27% para 50%.

No entanto, um relatório emitido pelo Lloyd’s em 2012, que analisou as lacunas nas coberturas disponíveis em vários países, mostra que o Brasil não possui coberturas suficientes para cobrir as perdas provenientes de catástrofes naturais, ocupando a 30ª posição em 42 países analisados. O mesmo estudo aponta que a participação dos seguros não-vida no PIB é de 1,5%, enquanto a lacuna de coberturas nao

Suficientes no Brasil em 2011 somou 12,68 bilhões de dólares.

O Lloyd’s está autorizado a operar no Brasil como ressegurador admitida e, como tal, as principais classes de ne- gócio que subscreve aqui são Property, Energia, Marine e Aviação. “No entanto, nossa operação em Casualty no Brasil também está crescendo e representa um

importante ramo para o Lloyd’s desenvolver no país”, destaca Vandendael.

Outro ponto que demonstra a importância do Brasil e região para a estratégia de expansão do mercado segurador londrino é a nomeação do

Brasileiro Henrique Meirelles a membro do Conselho do  Lloyd’s, o

Órgão responsável pela gestão e supervisão do mercado do Lloyd’s.

Meirelles é o primeiro latino-americano e membro não anglo-saxão do Conselho.

“O acesso ao mercado é uma das minhas prioridades como diretor de

mercados internacionais e o Brasil é um de uma série de territórios onde o Lloyd’s rotineiramente considera a adequação do seu modelo operacional ao potencial de desenvolvimento do local”, complementa o executivo.

O Lloyd’s, informa Vandendael, foi o primeiro ressegurador autorizado a operar no Brasil após a abertura do mercado de resseguros local. Como ressegurador admitido, o Lloyd’s é autorizado a subscrever resseguro e retrocessão no Brasil em uma base internacional. O mercado

vem fazendo negócios e ressegurando riscos brasileiros em boa parte de sua história, mas seu faturamento no país foi significativamente ampliado desde que abriu seu escritório no Rio de Janeiro, em 2008. Nesse tempo, mais do que triplicou de tamanho, passando de US$ 100 milhões, em 2007, para US$ 350 milhões, em 2012, crescendo a uma taxa média de 21% ao ano. “O Lloyd’s é o maior ressegurador estrangeiro admitido em operação no Brasil, perdendo apenas para o IRB- Brasil Re, que detinha o monopólio do resseguro no país até a abertura do mercado. Ter uma presença local no Brasil é benéfico para nós e para o mercado brasileiro. Atualmente, temos 10 sindicatos com presença permanente no Brasil, o que nos dá a capacidade de oferecer localmente para o mercado brasileiro todo o nosso conhecimento e experiência acumulados ao longo de 325 anos de história. Isto é particularmente

relevante para um país como o Brasil, que está relativamente distante de Londres”, observa o diretor.

Ele ainda destaca as diferenças do mercado brasileiro para o europeu, como a menor exposição do país a catástrofes naturais (diferentemente de alguns países europeus). “No entanto, o Brasil tem potencial para perdas catastróficas e a perfuração em águas profundas na camada pré-sal é um exemplo disso”, aponta Vandendael.

“Mesmo não aproveitando os privilégios de ser um ressegurador local,

o Lloyd’s tem uma forte reputação no Brasil e é uma operadora preferida no mercado brasileiro de resseguros. Esperamos, portanto, continuar a ter uma posição de liderança em resseguros no mercado local e fornecendo apoio necessário para o mercado segurador brasileiro”, finaliza Vandendael.

Brasileiro no

Conselho

Em abril do ano passado, o brasileiro Henrique de Campos Meirelles foi anunciado como

Membro Nomeado do Conselho do Lloyd’s, o órgão responsável pela administração e supervisão do mercado do Lloyd’s.

Meirelles, cujo mandato de três anos se iniciou em 8 de abril, teve uma carreira de destaque

na área financeira, incluindo oito anos como presidente do Banco Central do Brasil. Atualmente, é presidente do Lazard South America e presidente do Conselho Público

Olímpico brasileiro.

“É com grande prazer que passo a integrar o Conselho do Lloyd’s nesse momento tão empolgante. Em sua Visão 2025, o Lloyd’s identificou oportunidades estratégicas para expandir seus negócios em novos mercados internacionais de alto crescimento como a América do Sul. Estou ansioso para ajudar o Lloyd’s a fortalecer sua posição como centro global de seguros

e resseguros especializados”, disse Meirelles na época de sua nomeação.

Mulher no comando pela primeira vez

Outra novidade anunciada em 2013 foi a chegada de Inga Beale, primeira mulher a assumir o cargo de CEO do Lloyd’s. A executiva, que sucede Richard Ward, conta com três décadas de experiência internacional em seguro e resseguro. Inga atuava como CEO do Grupo Canopius, agente administrativo do Lloyd’s. Antes disso, ela passou quatro anos na Zurich Seguros,

incluindo um período como Chief Underwriting Officer global, e também foi CEO do Grupo Converium, resseguradora suíça independente  de tamanho médio.

Enquanto trabalhava na Converium,  ela liderou uma grande mudança no negócio antes de a

empresa ser adquirida pela Scor, em 2007. Inga começou sua carreira na seguradora  Prudential antes de passar 14 anos em uma variedade de papéis internacionais na GE Insurance Solutions.

Impressões de uma visita ao Lloyd’s

O prédio é imponente e muito movimentado – mesmo para uma sexta-feira pela manhã. Bem

iluminado e cheio de engravatados, fica em uma elegante área financeira de Londres,rodeado por muitos escritórios de companhias também do mercado seguros (como as seguradoras

Allianz e Tokio Marine e a corretora Willis, apenas para citar alguns exemplos).

Do topo do prédio, dentro do elevador envidraçado, é possível ver boa parte da cidade

de Londres (levemente ensolarada no dia da visita).

A sala de reuniões e a biblioteca, disponíveis a todos os sindicatos associados ao Lloyd’s,

são igualmente elegantes. Ambas possuem grandes quadros pendurados em suas paredes

– a primeira tem como destaque a pintura do ex-primeiro ministro Winston Churchill, enquanto a segunda possui uma galeria com todos os homens que já passaram pelo cargo de Chairman.

O mais impressionante, no entanto, é o Lutine Qual Bell. Este sino é o mais famoso símbolo

do Lloyd’s. Era tradicionalmente tocado para dar avisos importantes para os subscritores e

corretores – uma badalada para más notícias e duas para boas. Ele foi recuperado da fragata

francesa La Lutine (que conta com uma réplica exposta logo na entrada principal do prédio),

afundada por volta de 1799. O sino foi instalado, anos depois, na sala de subscrição – rodeado

pelas mesas dos sindicatos.

Um dado curioso é que hoje em dia o sino é tocado praticamente uma vez por ano, e é realizada uma cerimônia para tal. A última vez que ele foi soado fora dessa oportunidade foi

no ano passado, por conta do nascimento do bebê real de Willian e Kate, o príncipe George.

seguro | responsabilidade civil

Quem paga a conta?

Acidente que derrubou uma passarela na Linha Amarela, no Rio

de Janeiro, deixando mortos e feridos, além de danos materiais,

reforça a importância do seguro de responsabilidade civil e

coberturas adequadas ao risco

No dia 28 de janeiro, um caminhão que trafegava pela Linha Amarela, no Rio de Janeiro, derrubou uma passarela nas  seis pistas da via, ao percorrer um trecho com a caçamba levantada. O acidente causou a morte de cinco pessoas e deixou outras quatro feridas. Dois carros foram

esmagados e três pessoas ficaram presas às ferragens. Das cinco vítimas que morreram, duas atravessavam a passarela no momento

do acidente.

Imagens das câmeras de monitoramento da via registrou que,ao dirigir

pela Linha Amarela, que liga as zonas Norte e Oeste do Rio, o motorista Luiz Fernando Costa cometeu várias irregularidades. Ele

trafegava pela via em horário proibido para caminhões, estava acima da velocidade permitida, não usava o cinto de segurança e falava ao celular.

Em entrevista ao programa Fantástico, o motorista admitiu que foi negligente na direção da carreta. “Com certeza (sobre assumir que

Foi negligente).Não sou louco de levantar um troço de toneladas contra

Carros pequenos numa via daquela, capaz de derrubar uma passarela”, ressaltou.

Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil ainda não havia concluído as investigações do caso. O motorista deverá, no entanto, ser indiciado por homicídio culposo, sem intenção de matar. “Mas, ao final das investigações, ele pode ser indiciado por homicídio culposo e pelas lesões corporais culposas. Caso tenha sido comprovado que ele assumiu o risco desse resultado ter acontecido”, disse o delegado Fábio Asty, responsável pelo caso, também em entrevista ao Fantástico.

“O trágico acidente ocorrido na Linha Amarela é um triste exemplo de

um padrão de comportamento que precisa ser revisto por toda a sociedade. Seja em trânsito, no trabalho, em casa ou em um espaço público, a segurança é um fator rotineiramente negligenciado”, analisa em artigo o educador e especialista em Qualidade de Vida no Trabalho, Tom Coelho.

Ao ver este caso, fica a pergunta: quem paga a conta pelas vidas ceifadas e pelo prejuízo causado? Os especialistas consultados pela Revista Apólice listaram algumas coberturas que poderiam amenizar as despesas com ressarcimento dos danos materiais (como os carros esmagados e a reconstrução da passarela, por exemplo) e as possíveis indenizações às vítimas do acidente.

Um seguro que, caso fosse contratado pela empresa responsável pelo caminhão, poderia ter cobertura é o RCFV – Responsabilidade Civil

Facultativa de Veículos,“que tem por objeto justamente garantir a

RC do proprietário de veículos em razão da sua existência e circulação

em vias públicas”, observa o advogado especializado em seguros Walter

Polido. Vários pontos, entretanto, necessitariam ser analisados diante desta tragédia.

Um desses pontos é o fato de o motorista estar trafegando – no momento do sinistro, além da velocidade permitida naquela via pública, na qual ocorreu o acidente fatal. “Não é comum, mas pode ser que determinada seguradora exclua este tipo de risco”, aponta Polido. Outro ponto destacado por ele são os danos sofridos pelos próprio motorista(empregado do segurado), que poderia estar taxativamente

excluído, salvo se foi contratada cobertura adicional para esta parcela de risco. Há ainda o fato de o motorista estar falando ao celular no momento do acidente – “apesar de não existir nenhum

tipo de exclusão neste sentido em apólices RCFV, diferentemente

da questão da ingestão de bebida alcoólica (o uso do celular ao volante tem se mostrado tão pernicioso quando estar embriagado)”,

reflete o advogado.

Segundo ele, este seguro pode garantir todos os danos materiais havidos, assim como os danos corporais,além das perdas financeiras e/ou lucros cessantes diretamente decorrentes desses danos, em relação aos terceiros que foram prejudicados (vítimas e/ou dependentes das

Vítimas e município). “Se alguém mais na região do acidente for prejudicado pela suspensão temporária da atividade, por exemplo, dificilmente o seguro RCFV garantirá esta parcela de perdas, uma vez

que no Brasil elas estão atreladas ao fato de serem ‘direta e obrigatoriamente’ decorrentes dos danos materiais/corporais sofridos, ou seja, a apólice garante apenas as perdas financeiras se o terceiro também sofreu os referidos danos materiais/corporais. Esta é uma limitação encontrada no nosso mercado e que já poderia ter sido ultrapassada há tempo, de modo que o seguro mais consistente garantisse também as perdas indiretamente ocorridas em razão

do sinistro”, considera Polido. Na análise do especialista, o segurado sempre será responsável por elas – diretas e indiretas, mas o seguro RCFC tradicional no Brasil só garante aquelas diretamente decorrentes

dos danos cobertos pela apólice.

Outra possibilidade de seguro seria a existência de apólice RC operações de Municípios, usualmente encontradas em países desenvolvidos, mas elas não são comercializadas no Brasil.

A empresa que administra as vias públicas e as passarelas – em regime de concessão – também poderá ser responsabilizada pelos danos havidos. Existe no mercado brasileiro o seguro de RC Serviços de Interesse  Público – Rodovias e Pontes (mais conhecido por RC Concessões no

Brasil), sendo que usualmente ele é contratado quase que  exclusivamente por empresas concessionárias de rodovias estaduais e interestaduais. “Não é usual, portanto, para as vias municipais do país”, pontua Polido.

A advogada Angélica Carlini, também especializada no setor, analisa

que mesmo se a pista estiver sob administração de empresa privada, via

concessão, o Estado pode ser acionado para indenizar as vítimas. Isso

porque, mesmo operando sob concessão, a empresa – neste caso, a Lamsa – é como se fosse considerada o próprio Estado. “O Estado é parte responsável à medida que escolheu a empresa, mesmo que por licitação. Se é responsável, vale a regra da responsabilidade objetiva, prevista

na Constituição Federal,que define que os entes da administração pública vão atender os princípios da legalidade e, em conformidade

com isso, assumem a responsabilidade civil”, explica Angélica.

Ela aponta que em casos como este, geralmente os pedidos de indenização são feitos para a concessionária, pois se leva em conta que, ao pagar o pedágio, em troca o usuário da via deve ter garantida a sua segurança. Ao “deixar o motorista

circular pela pista por determinado tempo com caçamba levantada, certamente houve falha na segurança”. O que pode ocorrer é a  oncessionária indenizar a vítima e depois pedir ressarcimento ao

efetivo causador do dano.

“Por outro lado, provavelmente o caminhão não era do rapaz que estava

guiando. Se era um funcionário da empresa,esta será chamada a responder porque entregou o caminhão para alguém que aparentemente não tinha condições técnicas para guiar – salvo se for comprovado que

houve defeito no sistema do veículo”, pondera a especialista.

A advogada atenta para os valores de cobertura que devem ser  contratados para seguros deste tipo, uma vez que acidentes ocorridos em rodovias causam danos sérios e os custos podem ser muito elevados.

“Pessoas e empresas começaram a se dar conta que precisam ter seguro,

mas, dentro da fi losofi a de que não vai acontecer, contratam valores muito pequenos”, expõe.

O presidente do Sincor-SE, Erico Melo, admite que nem sempre o segurado concorda com os valores de coberturas apresentados pelo corretor, pois acredita que este é muito alto para seu risco. “Em média, a cobertura de responsabilidade civil para danos corporais gira em torno de R$ 100 mil. Este acidente, por exemplo, deve ter gerado valores muito maiores em danos”, reflete. Ele acredita, no entanto, que eventos como este chamam  a atenção do segurado para a necessidade

de ter coberturas com valores mais altos. Porém, ainda cabe ao corretor analisar o risco ao qual o cliente está exposto e indicar a cobertura mais adequada.  “Por exemplo, ao comercializar o seguro para

uma transportadora, verificar o tamanho dos veículos. Certamente se o veículo fosse menor, não causaria um dano tão grande. É claro que não há como mitigar 100% dos riscos, mas podemos torná-los menores”, reforça Melo.

Para os especialistas, a principal preocupação deve ser com a vítima,

sempre, que deve ser atendida e ressarcida sem entraves. “O cidadão

deve estar protegido e de forma eficaz,objetiva,sem burocracias. O direito se modernizou neste sentido e a sociedade elegeu novos

princípios motivadores e facilitadores da responsabilização de quem causa danos a outrem. Neste campo, mais uma vez o que importa é a vítima e nem tanto quem causou efetivamente o dano, por menor que seja a participação dele no feito”, conceitua o advogado Walter Polido. “O ideal é reparar os danos à vitima da forma mais integral possível. Às vezes, a sabedoria está em não mandar a pessoa para a cadeia, mas fazer com que ele continue produzindo e destine parte da sua produção à vitima”, alega Angélica Carlini.

“Precisamos urgentemente colocar a segurança como uma prioridade. Ela precisa ser inserida na carta de valores das empresas, nas políticas e treinamento, nas aulas no ensino fundamental”, conclui o educador Tom Coelho.

enchentes | prejuízos

número de sinistros cresce

no período de chuvas

O ano chega trazendo grandes eventos e mexendo com o mercado de seguros brasileiro

Jamille Niero

Os fenômenos meteorológicos extremos são um dos principais riscos gerais mais suscetíveis de provocar um choque sistêmico no mundo, conforme indica o relatório “Riscos Globais 2014” do Fórum Econômico Mundial, publicado no início deste ano, que contou com análise de 700

especialistas de empresas como Marsh, Swiss Re e Zurich.

No Brasil, infelizmente, verão é sinônimo de enchentes e alagamentos,

que costumam causar prejuízos a milhares de famílias e à economia do

País também. Para se ter uma ideia, cada ponto de alagamento formado apenas na cidade de São Paulo após uma chuva forte provoca um prejuízo diário de mais de R$ 1 milhão ao país. O cálculo é de Eduardo Amaral Haddad, professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), e Eliane Teixeira dos Santos, mestranda em Teoria Econômica, em estudo realizado com dados de 2008 e publicado recentemente.

A análise ainda considerou que com 749 pontos de alagamento identificados na cidade, as perdas anuais no âmbito do município chegam a quase R$ 336 milhões. E, se levar em conta os efeitos pelas longas cadeias de produção e renda, o prejuízo subiria para R$ 762 milhões em escala nacional.

É também nos meses mais quentes do ano (geralmente no período de outubro a março) que se concentram os sinistros envolvendo ocorrências relacionadas às fortes chuvas. As seguradoras confirmam este fato. A Tokio Marine, por exemplo, divulgou em janeiro que a empresa devolveu aos segurados em forma de indenização algo em torno de R$ 1,7 milhão, num total de 516 ocorrências resultantes dos problemas ocasionados pelas chuvas de verão. Esse número de ocorrências é referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, e envolve seguros empresarial,

condomínio, residencial e automóvel.

“Neste período, a população enfrenta diversos problemas e é agora que as grandes chuvas são esperadas, acarretando em enchentes nas regiões próximas aos grandes rios que cortam as cidades, como é o caso principalmente das cidades da região Sul. Nas cidades do interior de

São Paulo, temos ocorrência de ventos fortes e chuva de granizo que também acompanham a estação das chuvas”, afirma o diretor de Sinistros

da companhia,Alexandre Vieira.

Os clientes atingidos com essas ocorrências acionam a companhia com frequência. Por isso, a seguradora oferece o pagamento de indenizações

E assistência 24 Horas. “Em situações como essas, em momentos de perdas, limpeza e reconstrução, é que mostramos a importância e o

papel social do seguro”,explica.

De acordo com o executivo, a equipe de sinistros vem monitorando os eventos mais críticos e agindo proativamente, colocando-se à disposição da área comercial e dos corretores, que muitas vezes

ajudam a identificar as áreas mais atingidas – o que permite ações

direcionadas, agilizando e muito o reparo dos danos.

Vieira explica que este ano a seguradora mudou o procedimento para

atender os sinistros. A equipe passou a acompanhar as notícias pela internet e pelos meios de comunicação e, ao perceber a possibilidade de concentração de chuvas em determinados locais, já entra em contato com as filiais da região  afetada e estas, por sua vez, avisavam os

corretores. “Quando ocorrer o evento, todos estão previamente preparados e cientes do fluxo de avisos de sinistros que receberão”, sinaliza. Com isso, alega o executivo, o processo que demoraria por volta de 15 dias – desde o aviso do sinistro até a indenização – passa a ocorrer em 4 dias.

Segundo Vieira, houve aumento mais de 30% nas ocorrências nestes quatro ramos (residencial, empresarial, condomínio e automóvel) em relação ao mesmo período do ano anterior. A justificativa para este

Aumento inclui o fato de a  seguradora ter conquistado mais clientes,

refletindo no número de ocorrências, e também as chuvas terem “começado mais cedo”. “Pode ser que no final do verão não ocorram tantas chuvas e com tanta intensidade, compensando estes meses  que já passaram”, analisa.

Na SulAmérica, o cenário é similar. No ramo de automóvel, por exemplo,

houve aumento significativo nesse período. Do total de ocorrências em

2013, referentes a alagamento, cerca de 40% aconteceram de outubro a dezembro, informa Eduardo Dal Ri, diretor de Auto da companhia.

O executivo conta que, como esses meses de verão são mais propensos a

esse tipo de ocorrência, algumas medidas foram tomadas. “Um exemplo é o direcionamento de reboques para lugares estratégicos a fim de  facilitar o deslocamento para as áreas onde sabemos que podem ser impactadas pelas chuvas. Além disso, temos os 37 Centros Automotivos SulAmérica (C.A.S.A) para onde procuramos direcionar os veículos. Lá,

encaminhamos para a vistoria dos danos, depois para a oficina e autorização dos reparos”, detalha Dal Ri.

Na SulAmérica, os estados do Rio de Janeiro e São Paulo são, comumente, os que apresentam a maior quantidade de sinistros de alagamento. No ramo de automóvel, os dois estados representaram

65% do total de ocorrências em 2013.

O papel do corretor, nesses casos, é orientar o segurado sobre o que ele precisa fazer caso ocorra um sinistro de alagamento. “A primeira providência é ligar para a seguradora para chamar o reboque e avisar o sinistro”, aponta Dal Ri. Se o veículo for considerado indenização integral,o corretor pode auxiliar o segurado na coleta da documentação

necessária, mas a seguradora sempre fará contato para auxiliá-lo também, continuao diretor de automóvel da SulAmérica.

Apesar de registrar muitos prejuízos causados por alagamentos, deslizamentos de terra e outros resultados das fortes chuvas de verão, o Brasil não faz parte do time dos países com as piores enchentes no globo terrestre. Pelo menos de acordo com o relatório relatório Global Catastrophe, formatado pela corretora Aon, que listou entre as piores

Enchentes de 2013 países da Europa central, Alemanha, Indonésia, Filipinas, China e Austrália. Ainda segundo o levantamento, no ano

passado o número de sinistros e perdas ligadas a desastres naturais somou 192 bilhões de dólares no mercado global. Desta cifra, 35% correspondem a enchentes em todo o mundo. “Apesar de ser um valor alto, já houve anos piores. A média dos últimos 10 anos é de US$200 bilhões”, observa Jorge Stelmach, gerente de desenvolvimento de negócios da Aon Affinity.

Analisando os dados da corretora,2010 foi um ano “pior” nesse sentido para o seguro automóvel, ramo com a maior carteira do mercado. 2011 foi 14% pior que 2010, em termos de eventos ligados a enchentes e alagamentos em sinistros de veículos. Em 2012, os sinistros foram

quase metade do que em 2010 – chegou apenas a 57% do número registrado. Já 2013 foi o ano que chegou mais perto de 2010: alcançou 90% do que ocorreu em 2010.

O “seguro básico” de veículos costuma cobrir perdas parciais e totais

por enchente e alagamento em água doce. “O que acontece hoje são que as perdas totais são muito pequenas, cerca de 2% a 3%. Os outros 97% são perdas parciais e, nesses casos, há todo um  processo que as companhias colocam  em prática para recuperar o automóvel”,explica Stelmach.

A expectativa agora é com o mês de março. Conforme os dados da corretora, em 2013, 63% dos sinistros em seguro automóvel relativos a enchentes e alagamentos ocorreram nos meses de janeiro, fevereiro e março. Em 2011, 47% dos sinistros nesse ramo pelo mesmo motivo ocorreram apenas no primeiro mês do ano.

Já o seguro residencial não oferece cobertura para enchente e alagamento, como ocorre em outros países, como os Estados Unidos, onde a apólice básica já contém essa cobertura. A justificativa das seguradoras para não comercializar a cobertura varia. “Algumas dizem que quem contrataria a cobertura seria apenas quem precisa, ou seja, já teve um caso de alagamento e enchente na região. Com o risco certo, não existe o princípio básico do seguro, que é o mutualismo. Uma solução seria incluir em todas as apólices, mas a questão passa a ser que poderia encarecer o seguro e diminuir a penetração do seguro

residencial, que já não é alta. É algo a ser discutido”, opina Stelmach.

Para empresas, a cobertura existe, mas é estudada caso a caso. Não consta no pacote básico para quem contrata o seguro de propriedade, mas as empresas – grandes e médias, geralmente – estão dispostas a bancar o custo. “Ainda assim a cobertura geralmente é para danos causados à propriedade e não costuma cobrir danos causados a estoques, por exemplo”, indica o gerente da Aon Affinity.

O que o seguro auto cobre

Apesar de não haver nenhuma estatística que comprove que aumentaram as ocorrências

e sinistros devido às fortes chuvas no período do verão, a Fenseg destaca alguns pontos relevantes sobre o tema:

– O contrato compreensivo básico do seguro de automóvel prevê a cobertura

de alagamento, assim como a de incêndio, colisão e roubo e furto. Neste caso, todos os danos causados pelas chuvas, salvo quando são de  responsabilidade do motorista, deverão ser indenizados pela seguradora.

– O segurado não terá direito a acionar o seguro em casos de danos provocados por enchentes somente quando tiver contratado apenas o seguro de Responsabilidade Civil Facultativa

ou a cobertura de roubo e furto.

– Se for detectada a impossibilidade de reparo do carro, a seguradora indenizará o cliente conforme o contrato estabelecido entre ambas as partes. Quando há possibilidade de reparo, a seguradora realiza lavagem e higienização completa do motor, além da recuperação dos revestimentos e reparos necessários para o funcionamento do veículo. –

– Se a seguradora comprovar que os danos causados pela enchente são irreparáveis, o segurado receberá indenização conforme disposição no contrato firmado com a empresa. Apenas uma inspeção será capaz de confi rmar a intensidade dos danos causados pela chuva aos veículos.

– No caso de veículos segurados, uma vistoria realizada pela seguradora irá detectar se há possibilidade de reparo e qual é o custo. Se este for maior do que 75%, o veículo será indenizado integralmente.

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