Os jovens brasileiros de 18 a 29 anos ainda têm conceitos machistas em relação à sexualidade. Um em cada quatro jovens concorda que a mulher que se veste de maneira insinuante não pode reclamar caso sofra violência sexual. Esse dado foi revelado na pesquisa inédita “Atitude e tolerância: o que os jovens pensam sobre sexualidade”, encomendada pelo Instituto Caixa Seguros, com a colaboração do Departamento de DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e da Organização Pan Americana de Saúde (Opas).
A pesquisa ouviu 1.208 jovens, entre 18 e 29 anos, em 15 estados e no Distrito Federal. As perguntas dividiam-se em três temas: educação sexual, equidade de gênero e tolerância à diversidade. Alguns temas trouxeram à tona o alto grau de desinformação e preconceito dos jovens brasileiros. Quase 40% dos jovens concordam, total ou parcialmente, que o homem precisa mais de sexo do que a mulher.
O estudo também aborda a questão do preconceito em relação à orientação sexual. Ainda que mais da metade dos jovens seja a favor da adoção de crianças por casais homossexuais, a orientação sexual ainda é um tabu. Quase 50% dos jovens se incomodaria de alguma forma caso descobrisse que o irmão é gay ou a irmã, lésbica.
A pesquisa traz ainda dados capazes de ajudar famílias, governos e movimentos sociais a traçar políticas públicas e inserir nas escolas e em outros espaços frequentados pelos jovens temas sobre sexualidade. No caso do Instituto Caixa Seguros, os resultados serão utilizados para aprimorar seu programa social: o Jovem de Expressão.
Aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, o estudo foi concebido e analisado pela John Snow Brasil Consultoria. As informações foram coletadas pela Opinião Consultoria.

Leia aqui a íntegra da pesquisa.

A.C.
Revista Apólice

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