O economista Luiz Roberto Castiglione apresentou na última terça-feira, 19, em Porto Alegre uma avaliação sobre o mercado brasileiro de seguros, em evento realizado no Sindseg-RS. Segundo o especialista, o crescimento do mercado segurador superior ao PIB é o resultado do momento da economia brasileira e que não reflete o índice de inflação.

O mercado da região Sul encerrou o período com um volume de produção de R$ 8,5 bilhões contra R$ 6,7 bilhões de 2012, um crescimento de 25,26%, superior a do mercado total que foi de 18,81%. O market share passou de 15,76% do total para 16,62% no período em questão. O estado do Paraná é líder da região com 40,26% das vendas totais (em 2012 era de 40,41%). O segmento de automóveis é o carro-chefe da região com 43,66% dos prêmios, sendo que em 2012 era 44,51%. Em prêmios emitidos diretos, o Rio Grande do Sul registrou um total de R$ 3.220.920.777, de janeiro a agosto de 2013, 24,99% superior ao mesmo período do ano passado.

A média de comercialização se manteve a mesma, na casa dos 22% e a DA teve uma queda de pouco mais de 1% por prêmios ganhos (15,74% em 2013 para 17,20% em 2012). A região Sudeste ocupa a primeira posição em prêmios diretos com uma produção até agosto de 2013 de R$ 33.368.405.963 (65,75%). A região Sul vem na segunda colocação com uma arrecadação de R$ 8.423.572.775 (16,60%), seguidas do Nordeste (7,69%), Centro-Oeste (7,29%) e Norte (2,68%).

O relatório comparativo apresentado por ele foi relativo ao período de 2013 a 2012, de janeiro a agosto, com base de dados enviado pelas empresas através dos FIPES. Em 2013, o crescimento do setor foi de R$ 113 bilhões em prêmios, de janeiro a agosto, um crescimento de 13,62% comparado com o mesmo período de 2012. A carteira de automóveis é quem puxa esse crescimento, seguida dos ramos prestamista, garantia estendida num total de 48,11% até agosto de 2013, além de PACS, como Minha Casa Minha Vida e outros (habitacional, rural, garantias) que juntos alcançaram 6,39% no mesmo período. Os seguros crescem em média 18,62% em prêmios totais e a sinistralidade em 2013 foi de 47,38% em média, até agosto, inferior ao mesmo período do ano anterior, que teve uma média de 50,71%.

 

J.N.

Revista Apólice

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