Marcio Coriolano apresenta dados sobre o mercado de saúde suplementar
Marcio Coriolano apresenta dados sobre o mercado de saúde suplementar

Pequenas e médias empresas já são responsáveis por 30% do PIB brasileiro. Elas representam, hoje, o maior público com potencial para consumir seguro saúde. Esta é a análise dos seguradores que participaram do painel sobre “Perspectivas e Tendências do Mercado de Saúde Suplementar”, na manhã desta quinta-feira, 17, durante o 18º Congresso Brasileiro de Corretores, promovido pela Fenacor no Píer Mauá, Rio de Janeiro.

“É um novo mundo para explorar, considerando que boa parte dessa população ainda não é atendida pela saúde suplementar”, observou o presidente da SulAmérica e vice-presidente da FenaSaúde, Gabriel Portella.

Na análise do executivo, o mercado de saúde suplementar precisa se comunicar melhor com os consumidores. Apesar de pesquisas recentes indicarem alto nível de satisfação dos usuários com seus seguros e planos de saúde (levantamento da ANS mostra que 72% dos consumidores estão satisfeitos com seu plano de saúde), o setor ainda tem imagem negativa. Isso porque alguns problemas com usuários saem na mídia e tomam grande dimensão, suplantando os dados positivos.

“O corretor é fundamental para explicar para o cliente que ele pode ajudar na contenção do custo com despesa assistencial, com o incentivo a prevenção e conscientização para usar o seguro ou plano de saúde com consciência”, acrescentou Portella.

O mercado de saúde suplementar brasileiro gera cerca de R$ 95 bilhões de receita anualmente. O Brasil é o décimo mercado mundial de saúde e representa 2% do PIB mundial da saúde, com gastos estimados em R$ trilhões. O setor privado concentra 53% deste gasto. Estima-se que o gasto do governo com o SUS corresponda a R$ 900 reais por pessoa por ano. O gasto privado é três vezes maior. Esses dados foram apresentados pelo presidente da FenaSaúde, Marcio Coriolano.

Segundo ele, “o principal fator que impulsionou o crescimento do mercado de saúde suplementar foi a classe C”. Em 2012, 25% da população brasileira possuía plano de saúde. Em 2017, espera-se que esse índice eleve para 30%. A taxa de crescimento anual dos planos de saúde gira em torno de 4,5%. Já a população brasileira cresce cerca de 1% ao ano. “Além do crescimento da renda e do emprego, ocorre uma desconcentração da população, que está migrando para o interior dos estados e do Brasil. Tudo isso colabora para a saúde suplementar crescer”, indicou Coriolano.

O executivo ainda destacou que o Brasil passa por quatro tipos de transições: epidemiológica, tecnológica, demográfica e etária.

Jamille Niero / Revista Apólice

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