A Associação Paulista de Medicina, em parceria com o Datafolha, foi à população do estado de São Paulo para traçar um retrato de como anda a satisfação dos pacientes com os planos de saúde.
Foram queixas recorrentes a dificuldade para a marcação de consultas, as falhas no atendimento em pronto-socorro, as dificuldades para realização de exames, cirurgias e procedimentos de maior custo, entre outros pontos.
A pesquisa foi realizada junto à população adulta que utilizou planos de saúde dos últimos 24 meses. Foram consultados homens e mulheres, com 18 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, que possuem plano ou seguro saúde como titulares ou dependentes. A amostra total é de 861 entrevistas. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
Do grupo que recorreu aos planos nos últimos 24 meses, 79% relataram problemas; projetando o número para os 10,4 milhões de usuários chegamos à razão de 8,2 milhões de pacientes enfrentando problemas. A agravante é que a média de problemas apontada é de 4,3 por pesquisado, o que resulta em algo em torno de 32 milhões de problemas.
A investigação estimulada sobre a utilização de serviços e percepção de problemas tem como principais reclamações o atendimento em pronto socorro, consultas médicas (66%), exames e diagnóstico (47%). O pronto atendimento, terceiro em uso, é destacadamente o serviço com maior índice de problemas (80%).
No item consultas médicas, temos como mais frequentes: demora na marcação de consultas (52%), médico saiu do plano (28%), demora na autorização de consulta (25%). Vale lembrar que em pesquisa anterior do Datafolha junto a profissionais de medicina, 9 em cada 10 relataram insatisfação por problemas diversos, como as pressões exercidas pelos planos para que reduzam exames, procedimentos distintos, além de interferências até em internações.
Quando aos exames e diagnósticos, as queixas são recorrentes para demora para  marcação (28%), poucas opções de laboratórios e clínicas especializadas (27%), tempo para autorização do exame ou procedimento (18%).
Local de espera lotado é o principal problema apontado pelos usuários do pronto atendimento (74%).  Demora para ser atendido também é um aspecto importante, mencionado por 55% dos usuários. Outras reclamações bem citadas são demora ou negativa para realização de procedimentos necessários (16%), locais inadequados para receber medicação (13%) e negativa de atendimento (9%). Aqui o entendimento da APM é que os dados são preocupantes, pois é nos prontos socorros que encontramos casos mais graves e, portanto, necessitando de resolubilidade imediata.
Além disso, 30% declaram que recorreram ao SUS ou ao atendimento Particular por falta de opções de atendimento no plano de saúde, um aumento de 10 pontos em relação ao ano anterior do Datafolha, o que significa, na prática, 50% de agravamento nesse item.

·        41% dos usuários apontam algum problema relativo à Internação Hospitalar

·        24% dos usuários dos serviços de Cirurgias tiveram algum problema

·        15% dos usuários já fizeram reclamação, recurso ou notificação contra algum plano de saúde

·        53% concordam que os planos de saúde colocam restrições e obstáculos ao trabalho dos médicos

·        67% têm a percepção de que os planos dificultam a realização de exames de maior custo

 

A.C.
Revista Apólice

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