Os altos níveis de água enfrentados pelos principais sistemas fluviais da Europa central e oriental nas últimas semanas devem gerar cerca de US$ 300 milhões em pedidos de indenização para a Swiss Re (valor antes de impostos). A inundação afetou grandes áreas na parte oriental da Alemanha, República Checa, Áustria, Hungria e Eslováquia. Perdas totais para o setor de seguros estão estimadas entre US$ 3,5 e 4,5 bilhões.

“As inundações na Europa Central e Oriental mais uma vez causaram sofrimento e perda a muitas comunidades e enviamos nossas condolências aos afetados. A Swiss Re continuará a trabalhar com nossos parceiros e clientes para ter certeza de que as pessoas recebam o apoio financeiro que precisam para limpar e reconstruir os danos causados pela inundação”, disse essa semana, em comunicado, o CEO da Swiss Re, Michel Liès.

A prevenção local eficaz poupa muitas regiões de grandes perdas. Em Praga, por exemplo, barreiras de inundação móveis foram erguidas, salvando a maioria da cidade de inundações significativas.

Segundo Matthias Weber, Chief Underwriting Officer da Swiss Re, disse que as medidas de prevenção oportunas salvaram grandes áreas das enchentes. “Com as medidas de prevenção no lugar certo, as seguradoras podem oferecer coberturas mais acessíveis, o que significa que mais pessoas e empresas podem se beneficiar do seguro”, analisou.

Catástrofes

Inundações que resultaram em bilhões de dólares em perdas dominam as estatísticas de catástrofes naturais no primeiro semestre de 2013. Segundo estatística divulgada esta semana pela Munich Re, 47% das perdas totais e 45% das perdas seguradas são provenientes de inundações no interior dos países que ocorreu na Europa, Canadá, Ásia e Austrália. No total,em torno de US$ 45 bilhões somaram as perdas devido a catástrofes naturais – número abaixo do valor médio para os últimos 10 anos (US$ 85 bilhões). As perdas seguradas totalizaram US$ 13 bilhões (média de 10 anos: US$ 22 bilhões).

Ainda de acordo com análise da Munich Re, a catástrofe natural mais custosa no primeiro semestre foi a inundação no sul e no leste da Alemanha (e em Estados vizinhos) em maio e junho, o que resultou em uma perda global de mais de € 12 bilhões (US$ 16 bilhões) e perdas seguradas na região de € 3 bilhões (US$ 3,9 bilhões). A maior parte das perdas seguradas ocorreu na Alemanha. A título de comparação, a inundação na região do rio Elba em 2002 causou perda econômica total de US$ 16,5 bilhões, dos quais US$ 3,4 bilhões estavam seguradas.

Peter Hoppe, chefe da unidade de Pesquisa de Riscos Geológicos da Munich Re, observou que “é evidente que os dias com condições climáticas que levam a enchentes estão se tornando mais freqüentes e que tais sistemas meteorológicos tendem a ficar parados por mais tempo. Com este maior persistência de padrões climáticos, o potencial para precipitações mais pesadas e duradouras dentro de certas situações, por exemplo, aumenta. A contrapartida disso são sistemas de alta pressão estacionária que, no verão, aumentam o risco de ondas de calor e períodos de seca”.

Ao todo, 460 eventos com perdas relevantes devido a riscos naturais ocorreram em todo o mundo no primeiro semestre do ano, um pouco acima da média dos últimos 10 anos (390).

Jamille Niero /Revista Apólice

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