A crise econômica global, o equilíbrio geopolítico inconstante e a proliferação de revoltas civis nos últimos anos são grandes desafios para empresas com atuação global. Para ajudar essas organizações a compreender os riscos de violência política e terrorismo, a consultoria e corretora de seguros Aon divulga seu 10º Mapa Anual de Terrorismo e Violência Política, produzido em colaboração com a consultoria global The Risk Advisory Group plc.
O mapa avalia os riscos para os negócios por região, mensurando a violência política e terrorismo em 200 países. Os resultados mostram que 44% dos avaliados têm riscos de ataques terroristas. A cada um dos locais foi atribuído um índice de ameaça, que pode ser irrelevante, baixo, médio, alto e severo.
Entre eles, os mais vulneráveis são: Afeganistão, Índia, Iraque, Nigéria, Paquistão, Rússia, Somália, Síria, Tailândia e Iêmen. Os principais perigos para esses países são de greves, manifestações, tumultos e vandalismos, além de insurreições, rebeliões, golpe de estado e guerras civis. O risco de terrorismo e sabotagem também está presente e preocupa os especialistas.
“O terrorismo tem um impacto cada vez maior nas organizações globais e os ataques terroristas agora são considerados como riscos para os negócios, e que devem ser previstos”, diz Neil Henderson, executivo do time de Gerenciamento de Crise e Terrorismo da Aon Risk Solutions. “Um ataque próximo às instalações de uma organização pode resultar em perdas humanas, danos à propriedade e interrupção dos negócios, além de levantar questões de responsabilidade legal e causar dano de longo prazo à marca e reputação”, explica.

Panorama mundial
Em comparação ao estudo do ano passado, o levantamento atual revela um aumento no risco para 11 países, incluindo Argentina, Egito e Jordânia. Em contrapartida, para 19 países, entre eles Alemanha, Itália e Reino Unido, os riscos são menores do que em 2012.
O mapa também aponta o Oriente Médio como a região mais instável, com 64% dos países com índices de risco alto ou severo. Junto com o norte da África, a região é também a que tem maior risco de terrorismo e sabotagem: 85%.
Já a perspectiva regional mais positiva foi mensurada na Europa, onde 47% dos países tiveram índices inferiores este ano em comparação com a pesquisa do ano passado. Segundo Henry Wilkinson, executivo de Inteligência e Análise Prática da The Risk Advisory, isso reflete um retrocesso na agitação civil associada à crise econômica e financeira. “Ainda assim, as pressões econômicas e fiscais nos países do sul da Europa fazem com que a região enfrente um risco maior relacionado às rupturas civis”, ressalta.
Apesar de o estudo considerar baixo o risco de ataques ao Brasil, a proximidade de eventos internacionais e a falta de cultura antiterrorismo do país preocupam os especialistas. Segundo Keith Martin, analista internacional da Aon Brasil, as empresas mais vulneráveis são as responsáveis por projetos de infraestrutura estratégica. “Aeroportos, metrôs e concessionárias de água e energia costumam ser os alvos principais. Hotéis, shoppings, empresas de aviação e lojas de grandes marcas também podem sofrer ataques. Além disso, embaixadas e consulados de alguns países são naturalmente vulneráveis”, explica.

Para ver o estudo completo, acesse /www.aon.com/terrorismmap

A.C.
Revista Apólice

 

Deixe uma resposta