24/05/2022

Prêmios emitidos no mundo aumentam 2,4% em 2012

O total mundial de prêmios emitidos aumentou 2,4% em termos reais em 2012, somando 4,61 trilhões de dólares, segundo informa a edição mais recente do estudo Sigma, divulgado esta semana pela Swiss Re. Ainda de acordo com o estudo, os prêmios de seguros de vida expandiram 2,3% – dissipando parte da retração de 2011 – graças a melhorias nos mercados emergentes e a uma sólida demanda nos EUA e nos avançados mercados asiáticos.

No ramo não-vida, os prêmios aumentaram 2,6% devido à contínua expansão econômica nos mercados emergentes e aos aumentos seletivos de preços em alguns mercados avançados. A rentabilidade das seguradoras continua sendo baixa, mas os resultados técnicos do ramo não-vida melhoraram modestamente. As baixas taxas de juro continuam a diminuir a receita do investimento, mas estão impulsionando o capital contábil relatado e os níveis de solvência de acordo com os princípios contábeis.

Prêmios de seguros de vida aumentaram 2,3% em todo o mundo

Os prêmios globais de seguros de vida aumentaram 2,3% em 2012 para 2,62 trilhões de dólares americanos após uma retração de 3,3% no ano anterior. Apesar do aumento ser encorajador, o crescimento permanece abaixo da taxa média pré-crise.

O volume do prêmio de seguro de vida aumentou 4,9% nos mercados emergentes. Isso se deu após uma queda abrupta em 2011 devido a retrações na Índia e na China em decorrência de alterações na regulamentação relacionada à distribuição de seguros. Nos mercados avançados, o crescimento foi de 1,8% (2011: 3%), largamente suportado pelo robusto desempenho nos avançados mercados asiáticos e nos EUA, enquanto os mercados de seguros de vidana Europa Ocidental continuaram a recuar.

Prêmio do ramo não-vida aumentou em 2012

O volume de prêmio para os negócios do ramo não-vida aumentou 2,6% em 2012 para 1,99 trilhões de dólares americanos (2011: 1,9%). Porém, isto ainda é inferior à média da taxa de crescimento pré-crise. Nos mercados emergentes, os prêmios do ramo não-vida expandiram 8,6% em 2012 (2011: 8,1%). A recuperação nos mercados avançados ganhou impulso e o crescimento passou para 1,5% (2011: 0,9%), o quarto ano consecutivo de crescimento dos prêmios desde a queda em 2008.

“O crescimento do prêmio manteve-se estável apesar do ambiente econômico desafiador. O mercado do ramo não-vida foi suportado por aumentos constantes na exposição a riscos nos mercados emergentes e por aumentos seletivos da taxa do prêmio em alguns mercados avançados, particularmente na Ásia”, afirma Daniel Staib, um dos autores do estudo.

Segundo Staib, em termos de rentabilidade, o nível historicamente baixo das taxas de juro continua a ser um problema, particularmente para empresas de seguros de vida. Junto com os aumentos nas receitas, a rentabilidade do ramo não-vida melhorou moderadamente, apoiada pelas benignas perdas em catástrofes e liberações de reservas. Ao mesmo tempo, a indústria permanece bem capitalizada, apesar dos números dos princípios contábeis superestimarem os níveis de capital atual devido às baixas taxas de juro.

Perspectiva: os prêmios continuarão aumentando, mas a um ritmo moderado

“As expectativas de crescimento dos prêmios a curto prazo permanecem abaixo das tendências pré-crise. No ramo vida, a expansão nos mercados emergentes provavelmente acelerará à medida que as seguradoras na China e na Índia se adaptarem ao novo ambiente regulatório, mas a fraqueza na Europa Ocidental desencorajará os desenvolvimentos nos mercados avançados. O ramo não-vida é mais positivo dado que o setor se beneficiará do forte desempenho econômico dos mercados emergentes e dos aumentos seletivos das taxas nos mercados avançados. Porém, os aumentos das taxas provavelmente serão moderados devido ao excesso de capacidade nos mercados”, afirma Mahesh Puttaiah, também autor do estudo.

Tendências a longo prazo

O crescimento econômico e a maior penetração continuarão aumentando a parcela dos mercados emergentes no total de prêmios ao longo dos próximos 10 anos. As populações cada vez mais idosas impulsionarão a demanda por produtos deseguros de vidatambém nos mercados emergentes, ao passo que os seguros do ramo não-vida lucrarão com o aumento da urbanização, uma classe média em expansão e crescente riqueza econômica.

Kurt Karl, economista Chefe da Swiss Re, destaca: “O aumento da importância da Ásia emergente na economia global e nos mercados de seguros testemunhado nos últimos 20 anos deverá continuar durante pelo menos mais uma década. Contudo, os padrões demográficos sugerem que em 2062, aparcela da Ásia na população mundial diminuirá de 60% para 53%, principalmente devido aos desenvolvimentos na China, onde a população em idade laboral começará a contrair-se a partir de 2018. Ao mesmo tempo, a população da África deverá aumentar dos 15% atuais para cerca de 27%. Isto coloca a África em uma boa posição, de um ponto de vista demográfico, para se tornar uma parte importante dos mercados globais de seguros ao longo dos próximos 50 anos”.

J.N.

Revista Apólice