Pesquisa da Page Executive,  unidade de negócio do PageGroup, detectou aumento de 10% na contratação de profissionais de forma estatutária nas empresas que operam no mercado brasileiro. De acordo com Alexandre Zuvela, diretor  associado da Page Executive, além de não ter vínculo empregatício, o profissional contratado nesse regime passa a responder civilmente pela empresa. “O executivo se vê obrigado, em alguns casos, a penalizar seu patrimônio pessoal em casos de insolvência da companhia”, explica Zuvela. Este novo cenário reflete diretamente na contratação dos Seguros D&O, abreviação para “Directors & Officers” que é um seguro de proteção do patrimônio das pessoas físicas que ocupam cargos ou funções diretivas nas empresas.
Foi detectada a presença dessa modalidade de seguros nos contratos de trabalho de 40% dos executivos estatutários das empresas nacionais e 73% das empresas multinacionais. O período analisado foi entre março de 2012 e março de 2013. Entre março de 2011 e março de 2012 o D&O estava presente em 38% dos contratos de trabalho de executivos estatutários de empresas nacionais, e em 51% dos contratos de trabalho de empresas multinacionais. “Existe uma oportunidade enorme para as seguradoras no mercado brasileiro, pois a tendência é que essa modalidade de contrato de trabalho continue a crescer por conta dos altos custos trabalhistas de se manter um alto executivo em regime CLT e um sensível aumento no nível de profissionalização das empresas brasileiras”, conclui Zuvela. Dados da Susep confirmam a tendência apontada pela pesquisa da Page Executive.

A.C.
Revista Apólice

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  1. A crise económica instalada em Portugal tem levado ao encerramento de inúmeras empresas e a processos de despedimento em massa. Este curso pretende dar a conhecer todos os aspetos relacionados com as situações relativas ao encerramento das empresas e com as implicações relativas à cessação dos contratos de trabalho.

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