11/08/2022

Executivas cuidam menos da saúde

Levantamento produzido pela Omint com 1000  mulheres, sendo 606 executivas e 394 dependentes (cônjuges), com o objetivo de avaliar a frequência da realização de exames imprescindíveis por parte da população feminina com idade superior a 40 anos, constata que as mulheres empregadas estão menos cuidadosas  com a saúde em relação às donas de casa.
O estudo foi coordenado pelo diretor médico da Omint, Caio Soares.
De acordo com Soares, as diretrizes do ministério da Saúde recomendam a realização anual do Papa Nicolau, exame que pode detectar o câncer de ovário. Porém, 5,75% da população feminina inserida no mercado de trabalho não realizou o exame no ultimo ano. “Não é considerado um percentual alto, se olharmos para as estatísticas do país. Mas chama atenção o fato de que se trata de um publico qualificado, com boa formação e acesso a um plano de saúde diferenciado”, diz.
Entre as mulheres que não são ativas profissionalmente e têm acesso ao plano Omint como dependentes de seus cônjuges o índice é zero. Todas realizaram o exame no ano passado. Pela dimensão do levantamento, Soares acredita que os números reflitam exatamente a realidade do mundo corporativo.
Em relação à mamografia, exame básico e amplamente difundido em todo o mundo, enquanto 5,53% das executivas não realizaram o exame ao longo de 2012, entre as donas de casa apenas 2,27% não realizaram o exame. “Essa realidade deveria ser ao contrário. A maioria das empresas fazem campanhas para estimular cuidados com a saúde, o que deveria ser um facilitador para realização de check ups nessa população feminina. Mas parece que o estresse e a correria do dia a dia tem feito que uma parte das executivas deixem a saúde em segundo plano”, explica.
Por fim, as distorções entre as duas realidades no caso da ultrassonografia de mama chamam a atenção. Enquanto 18,58% das mulheres ativas no mercado de trabalho deixaram para depois a realização do exame no ano passado, apenas 4,55% não realizaram o procedimento considerado essencial pelas diretrizes médicas mais atualizadas sobre o câncer de mama. “Esse é o caso mais grave, com índice de abstenção altíssimo. É um exame mais complexo, mas de grande importância”, ressalta.
Soares explica, ainda, que enquanto muitas mulheres que dependem do sistema público ou contam com planos de saúde mais básicos talvez deixem de realiza-los, por exemplo, por dificuldade no acesso, temos a impressão de que a dura rotina não permite que as executivas desfrutem das facilidades que um plano de saúde de alta performance oferece. “Temos que estimular a prevenção , sempre, de modo incansável. E a melhor forma de reverter essa situação é uma ação focada dos gestores dos planos nas empresas na saúde da mulher”, conclui.

A.C.
Revista Apólice