No que diz respeito à América Latina e aos riscos políticos para empresas brasileiras, em vários países, como Peru, Colômbia e México, há um quadro político e econômico estável ou até melhorando, mas, na Argentina, Venezuela e em Cuba, os riscos estão aumentando. Na Argentina, há um risco mais elevado de confrontos entre o governo e sindicatos, empresas e outros – e de restrições ainda mais severas ao câmbio de moeda. Na Venezuela, a transição pós-Chávez vai demorar a ser consolidada – particularmente por causa das várias tendências adentro do próprio chavismo, que somente não se cristalizaram mais no passado devido à liderança do antigo presidente. Finalmente, Cuba enfrenta tanto os riscos de uma abertura parcial estagnada como também de possíveis mudanças em Venezuela, fonte de recursos importantes para o regime cubano.

A análise, feita por Keith Martin, responsável para a área de comércio e investimento internacional da Aon Brasil, foi baseada no mais recente “Mapa de Riscos Políticos”, divulgado pela Aon nesta semana.

Segundo Martin, “nesses países, como nos outros de interesse das empresas brasileiras, é importante avaliar criteriosamente as suas atuais e possíveis futuros negócios sob a lente de riscos políticos e regulatórios”.

O mapa indica que enquanto o mundo tenta recompor-se da crise financeira de 2008 e da Primavera Árabe de 2010, certos mercados emergentes estão vivenciando menor exposição aos riscos políticos.

Em 2013, pela primeira vez, o mapa de riscos políticos da Aon também mede a vulnerabilidade do setor bancário, o risco de estímulo fiscal, e o risco ligado à realização de negócios.

O mapa produz cenários macro dos países, e comparações customizadas das classificações dos países e alterações nos riscos ao longo do tempo. Ao acessarem o mapa interativo, as corporações podem monitorar as suas exposições específicas aos riscos políticos em mercados emergentes, tanto em termos atuais como históricos. Os dados do mapa serão atualizados trimestralmente, e quando ocorrerem eventos políticos significativos.

Para 2013, o Mapa de Riscos Políticos da Aon apresenta um aumento no número de países com melhor classificação de risco político (o risco do país ou território como um todo recebeu uma pontuação mais baixa que no ano anterior). Em2013 aclassificação de 13 países melhorou (contra três países em 2012). O mapa de 2013 apresenta apenas 12 países que foram rebaixados, comparado com 21 países em 2012.

O mapa de riscos políticos da Aon para 2013 foi desenvolvido em parceria com a empresa Roubini Global Economics e pode ser acessado por meio do site: http://www.aon.com/2013politicalriskmap/index.html.

No intuito de complementar o mapa impresso, a Aon Risk Solutions, unidade global de gerenciamento de riscos da Aon plc, apresenta este mês um novo mapa de riscos políticos online e interativo com dados dos últimos 15 anos. Este mapa mensura os riscos políticos, a violência política e terrorismo em 163 países e territórios no intuito de ajudar as empresas a avaliar os níveis de risco de transferência e cambio de moeda, o risco jurídico e regulatório, interferência política, violência política, inadimplência soberana, e interrupção na cadeia de suprimentos (supply-chain).

Principais percepções

Este ano, a capacidade da Aon para gerenciamento de Riscos Políticos foi reforçada com a parceria realizada com a Roubini Global Economics (RGE), uma empresa global independente de pesquisas fundada em 2004 pelo economista Nouriel Roubini, que visa à utilização da metodologia única da RGE – Analítica Quantitativa de Países (QCA) para análise sistemática dos riscos políticos ao redor do mundo. Ao contrário de outras abordagens usadas para análise dos riscos de países, a QCA analisa sistematicamente 158 séries de dados.

O Mapa de Riscos Políticos da Aon agora segue uma abordagem de três níveis para a análise de riscos políticos em países emergentes (com exceção dos países da UE e da OCDE). As classificações dos países refletem uma combinação da análise da Aon Risk Solutions, análise da Roubini Global Economics e opiniões de mais de 20 sindicatos do Lloyd’s e seguradoras corporativas que operam ativamente em seguros de riscos políticos.

Luigi Sturani, chefe da equipe de ramos elementares (property e casualty) e de gerenciamento de crises da Aon Risk Solutions, do Centro Global de Corretagem de Londres, observa que “com o agravamento do risco político, que passou a fazer parte da agenda dos conselhos de empresas, os nossos clientes devem ter acesso a dados e análises de primeira linha para poderem determinar os vetores globais de mudança. Os conhecimentos específicos da Aon, como líder em gerenciamento de crises, associados a dados atuais e históricos permitem-nos proporcionar aos nossos clientes um Mapa de Riscos Políticos de grande valor e profundidade sem igual no mercado”.   Matthew Shires, chefe da equipe de riscos políticos da Aon Risk Solutions, em Londres, comentou, “a Aon está continuamente procurando formas de apresentar soluções inovadoras aos seus clientes. Este mapa interativo, agora disponível online, não apenas permite que nossos clientes visualizem o que está acontecendo em determinados países em 2013, como também oferece acesso a informações específicas da nossa equipe líder desde 1998. Isto apoia a tomada de decisões estratégicas e financeiras de nossos clientes no mercado atual, que é altamente regulamentado e muito exigente.”

Shires acrescentou ainda que as empresas que operam em países emergentes ainda enfrentam riscos políticos significativos. “Trabalhamos em estreita colaboração com nossos clientes no sentido de identificarmos as suas exposições a tais riscos. Fundamentado em sólidas informações e análises das tendências atuais e históricas, este novo mapa interativo proporciona uma clareza sem precedentes quando nossos clientes avaliam os seus riscos políticos em mercados emergentes”.

Richard Green, Diretor Executivo da Roubini Global Economics, declarou que, “A Roubini Global Economics orgulha-se de sua parceria com a Aon em disponibilizar esta abordagem criteriosa de mapeamento de riscos políticos e violência política para seus clientes. Este ano, a exposição aos riscos políticos nos mercados emergentes permanece volátil, contudo os nossos dados demonstram uma diferenciação liderada pela capacidade financeira de alguns países para melhorar seus balanços. A nossa análise indica que Omã, Bahrain, e os EAU apresentaram uma menor exposição aos riscos políticos, o que ilustra a sua força na região, e o fato de terem superado o impacto da Primavera Árabe de 2010. O Mapa de Riscos Políticos da Aon exclusivo e interativo dará aos nossos clientes uma nova percepção das tendências nos mercados emergentes, e um quadro trimestral da evolução do risco político, com base na pesquisa mais sólida da indústria.”

J.N.

Revista Apólice

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