O mercado de previdência complementar aberta fechou 2012 com arrecadação de R$ 70,4 bilhões. O montante de novos recursos é 31,54% superior ao registrado no acumulado de 2011, quando R$ 53,5 bilhões ingressaram no sistema. É o maior índice de expansão verificado desde 2004, quando o volume de depósitos cresceu 28,49% frente a 2003.
Com o desempenho da previdência complementar aberta em 2012, a carteira de investimentos do sistema alcançou o patamar de R$ 338,5 bilhões no mês de dezembro, alta de 25,81% na comparação com os R$ 269,1 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Com isso, a carteira de investimentos do VGBL obteve alta de 31,45%, passando de R$ 159,3 bilhões para R$ 209,4 bilhões. Já a carteira do PGBL cresceu 14,56%, no período e registrou R$ 75,1 bilhões. Por fim, a carteira dos planos tradicionais passou de R$ 43,6 bilhões para R$ 53,4 bilhões, alta de 22,38%.
No consolidado de 2012, a previdência complementar aberta fechou o ano com 11,8 milhões de participantes ativos e cerca de 95 mil já usufruindo os benefícios  (aposentadoria, pecúlio, pensão, renda por invalidez e renda a menores), segundo a FenaPrevi, que representa 22 seguradoras e 13 entidades abertas de previdência complementar no país. “Tivemos um ano espetacular, com forte expansão do sistema, o que demonstra o reconhecimento da previdência como instrumento de poupança de longo prazo para os brasileiros”, diz Osvaldo Nascimento, presidente da FenaPrevi.

Desempenho por produto (Planos Individuais, Menores e Empresariais)
Na análise por produto, os individuais foram o destaque no acumulado, com arrecadação de R$ 61,5 bilhões, volume 37,61% superior ao ano anterior. Os planos para menores registraram aportes de R$ 1,9 bilhão (crescimento de 7,33%), e os planos empresariais, por sua vez, somaram R$ 6,9 bilhões em novos depósitos.
O crescimento não se deu apenas no acumulado do ano. No mês de dezembro também foi registrada forte expansão de novos depósitos. Os aportes totalizaram R$ 8,6 bilhões, 21,60% a mais que o mesmo período do ano anterior. Com os novos depósitos, a carteira de investimentos do sistema fechou dezembro com 338,5 bilhões, volume 25,81% maior que o registrado em 2011.

Desempenho por plano (VGBL e PGBL)
Segundo a FenaPrevi, na avaliação por tipo de plano, a carteira do VGBL, modalidade indicada para quem declara o IR pelo modelo simplificado, foi a que obteve melhor desempenho. A modalidade registrou R$ 59,5 bilhões em novos depósitos (crescimento de 37,33%, frente a 2011). Já o PGBL, recomendado para os participantes que declaram o IR pelo formulário completo, registrou depósitos de R$ 7,4 bilhões (alta de 7,59%). Por fim, a arrecadação dos planos tradicionais apresentou um incremento de 5,48%, passando de R$ 3,2 bilhões para os atuais 3,4 bilhões.

Ranking das Empresas – Carteira de Investimentos (R$ 338,5 bilhões)
A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking no período com 33,41% do total das reservas; Itaú Vida e Previdência (24,07%); BrasilPrev Seg. e Previdência (19,96%); Zurich Santander Seg. e Prev. (6,25%); Caixa Vida e Previdência (5,73%); HSBC Vida e Previdência (3,30%); Icatu Seguros (1,96%); Sul América Seg. e Previdência (1,28%); Safra Vida e Prev. (0,85%); Porto Seguro Vida e Prev. (0,77%). As demais entidades somam, no total, 2,42% da Carteira de investimentos.

Provisões 
As provisões – recursos acumulados pelos titulares dos planos do sistema de previdência complementar aberta – apresentaram saldo de R$ 325,8 bilhões e alta de 24,10%, em dezembro de 2012. No mesmo período do ano anterior, as provisões totalizaram R$ 262,5 bilhões. As provisões do VGBL tiveram o crescimento mais expressivo no período (alta de 31,03%), passando de R$ 159,8 bilhões para R$ 209,4 bilhões.
As provisões dos planos PGBL cresceram 15,40%, no período, passando de R$ 65,1 bilhões para R$ 75,1 bilhões. As reservas de planos tradicionais, por sua vez, passaram de R$ 37 bilhões para R$ 40,7 bilhões, no período, alta de 9,83%.
Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de provisões entre os planos de caráter previdenciário, com 64,27% do total, seguidos pelos PGBL, com 23,06% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 12,50% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os FAPI – completam a equação, com 0,16%.

A.C.
Revista Apólice

 

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