Na busca pela otimização dos resultados e para facilitar a vida do segurado e do corretor, as seguradoras já são adeptas da terceirização de algumas atividades. Entre as que são terceirizadas, estão a regulação de sinistros, defesa judicial, laudos técnicos, serviços de segurança e limpeza, assistências etc.

“Alguns prestadores de serviços atuam para várias empresas, outros têm contratos de exclusividade. Alguns atuam numa determinada região, outros em todo o território nacional, e ainda outros no exterior. Alguns prestam serviços em mais de uma área, outros são altamente especializados. Cada prestador oferece os serviços que desejar e cada seguradora contrata o que lhe parecer melhor”, analisa o advogado especializadoem seguros Antonio Penteado Mendonça.

A terceirização de serviços já é uma realidade das empresas brasileiras, como mostram os dados estatísticos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por exemplo. A última edição da PAS (Pesquisa Anual de Serviços, que traz informações sobre a estrutura produtiva do setor de serviços não financeiros no Brasil), referente a 2010, indica que a receita operacional líquida do setor de serviços teve alta de 11%. Entre 2007 e2010, areceita líquida das empresas de serviços acumulou um crescimento real de 31,6%, sendo que em quatro segmentos a variação acumulada foi superior a este resultado: os serviços de manutenção e reparação (63,0%); as atividades imobiliárias (59,8%); os serviços prestados principalmente às famílias (44,9%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (44,9%).

A maior parte das empresas atua no segmento de serviços prestados às famílias (31,3% do total). Também se destacaram, quanto à receita, os serviços de informação e comunicação (R$ 233,5 bilhões ou 26,9% do total) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (R$ 220,8 bilhões ou 25,4% do total). Juntos, estes três segmentos responderam por 81,2% da receita operacional líquida dos serviços.

Anda segundo o IBGE, a prestação de serviços terceirizados e temporários, entre 2003 e 2010, liderou o avanço das vagas formais (crescimento de 36,5%). Só a terceirização empregou mais de 1,5 milhão de pessoas entre 2009 e 2010. Há no Brasil, mais 37 milhões trabalhadores formais – vale dizer, com carteira assinada. Destes, 22,2% do total – 8,2 milhões – são trabalhadores empregados em empresas prestadoras de serviços especializados.

Sistema mapeia prestadores de serviço

Com a demanda por prestadores de serviços especializados no mercado de seguros crescendo, a CNseg montou um sistema que visa agregar informações das empresas que têm neste segmento o seu foco de trabalho.

O endereço eletrônico www.cpsa.cnseg.org.br, que já está no ar, abriga o Cadastro de Prestadores de Serviços de Apoio ao Mercado de Seguros (CPSA).

Desenvolvido pela Central de Serviços da CNseg, o CPSA pretende facilitar o acesso a escritórios de advocacia, empresas de tecnologia da informação, de auditoria, demarketing e comunicação, de recursos humanos, de consultoria, dentre outras, cujas atividades não sejam relacionadas diretamente às atividades fins das seguradoras, mas que possam prestar serviços de apoio.

Entre os pré-requisitos para o cadastramento estão a necessidade de a empresa possuir CNPJ em situação regular na Receita Federal, ter uma atividade econômica que se enquadre na lista disponível no sistema e expertise na prestação de serviços para o mercado segurador.

“Sendo elos relevantes na cadeia de valor do setor segurador, é importante mapear a existência e a atuação dos prestadores de serviço e compartilhar essas informações entre os participantes do mercado, de forma a fortalecer o relacionamento com tais parceiros e, consequentemente, com os consumidores”, afirmou Paulo Kurpan, superintendente de Planejamento e Estratégia da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg.

A ferramenta foi lançada em dezembro de 2012 e disponibiliza gratuitamente informações sobre prestadores de serviços de apoio com experiência ou conhecimento no mercado de seguros. “A ferramenta pode ser útil para as seguradoras, corretoras e resseguradoras, uma vez que agiliza a busca por prestadores, tornando o desenvolvimento do setor mais dinâmico”, reitera Kurpan.

Confira a reportagem completa na edição de fevereiro (171).

Jamille Niero /Revista Apólice

Deixe uma resposta