Estimativas apontam que o furacão Sandy será um dos desastres naturais mais custosos da história dos Estados Unidos. Segundo números iniciais divulgados pelos estados atingidos, as perdas econômicas superam US$ 30 bilhões e as perdas seguradas se aproximam dos US$ 10 bilhões. No entanto, o Brasil não deverá sentir os efeitos tão cedo. “No curto prazo não vejo qualquer influência do evento no mercado brasileiro de seguros. O impacto poderá ser sentido no médio prazo, nos próximos 12 meses, caso o mercado de resseguros seja afetado. Isso deve acontecer se as perdas ultrapassarem US$ 10 bilhões. Ainda assim, o impacto será indireto e estará ligado à busca de maiores retornos sobre o capital dos resseguradores, que buscarão aqueles territórios onde os preços aumentarem e que, portanto, poderão representar um maior retorno ao capital”, estima Maurício Masferrer, diretor da Aon Risk Solutions Brasil.

Segundo o executivo, “para analisar a reação imediata do mercado de resseguros ao evento, vale a pena ficar atento às renovações dos contratos automáticos do final do ano, que são as negociações das seguradoras para terem uma linha automática de proteção para os negócios de sua carteira, ainda que, na ocasião, não saibamos ao certo o tamanho exato das perdas. O Sandy só será totalmente ‘digerido’ nos próximos 6 meses e, até lá, as estimativas de perdas devem flutuar bastante”.

A Aon acabou de divulgar seu relatório mensal “Global Catastrophe Recap” com dados relativos aos danos causados pelo furacão. Segundo o levantamento, mais de 60 milhões de pessoas em 24 estados foram afetadas. Os efeitos incluem mais de 8,5 milhões de interrupções de energia, 21 mil cancelamentos de voos, amplos danos à infraestrutura, dois dias sem transações nas bolsas de valores de Nova York e NASDAQ, e desligamentos de reatores nucleares.

O impacto da passagem do furacão também foi sentido fora dos Estados Unidos, principalmente em Cuba (11 mortes, 218 mil casas e outras edificações danificadas ou destruídas, perdas econômicas de US$ 2 bilhões). Houve perdas em outros países, como Jamaica (1 morte, US$ 55 milhões em perdas econômicas), Haiti (54 mortes, mais de 75 mil casas danificadas, perdas econômicas de US$ 74 milhões), República Dominicana (2 mortes, 3,5 mil casas destruídas), Porto Rico (1 morte), Bahamas (2 mortes,  perdas econômicas de US$ 300 milhões, mais de US$ 100 milhões em perdas seguradas) e Canadá (2 mortes).
O relatório completo está disponível no link http://thoughtleadership.aonbenfield.com/Documents/201211_if_monthly_cat_recap_october.pdf.

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J.N.

Revista Apólice

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