Em meados de 2008, as seguradoras brasileiras foram autorizadas pela Susep a comercializar apólice de seguro-resgate, pago às vítimas de sequestro. Esta modalidade sempre foi contratada no exterior, principalmente por grandes corporações interessadas em proteger o patrimônio de seus executivos.

Ontem, a LIU – divisão de produtos especiais da Liberty Seguros – apresentou ao mercado brasileiro a sua apólice de seguro sequestro e extorsão, durante o evento Be The Expert, dirigido a corretores de seguros. Segundo Renato Rodrigues (foto), diretor de grandes riscos e riscos especiais da seguradora, este é o primeiro produto disponível no mercado brasileiro e oferece reembolso para executivos e empresas que passem por uma situação de sequestro e extorsão.

Os clientes potenciais para estas apólices são grandes corporações e locais de grandes circulação de pessoas, como shoppings, escolas, hospitais, hipermercados. “Neste caso, eles contratam a cobertura para o caso de as pessoas sofrerem sequestro-relâmpago em suas dependências”, esclarece.

“O produto pode ser oferecido para as empresas juntamente com o seguro de D&O”, informa Rodrigues, acrescentando que na mesma apólice estão cobertos também os familiares dos executivos.

Além do reembolso financeiro, o produto oferece todo o acompanhamento necessário em caso de sequestro. “A partir da comunicação do evento, é acionado um serviço que atua junto aos negociadores, apoiando a família como gerenciadores de crise. Eles são profissionais e sabem como agem os criminosos e o que é preciso ser feito para que o sequestro se resolva da melhor forma possível. Passado o evento, há serviços também de apoio médico e psicológico, cobertura para cirurgias plásticas e reabilitação do segurado”, ressalta o executivo. As coberturas podem ser de R$1 aR$ 50 milhões.

Em outro painel do evento, Mauricio Giuntini apresentou o produto de Marine, que cobre todos os tipos de embarcações em diversas situações diferentes, desde a sua construção até suas operações. Ele informou que o potencial para este produto é imenso, se pensarmos que há 200 embarcações em fase de construção apenas para a prospecção do pré-sal, transporte de petróleo e containers.

O principal mercado para a Liberty neste setor é os Estados Unidos, principalmente Houston. “O Brasil ainda possui um mercado imaturo na área de marine, porque antes tudo dependia do IRB. É um setor que necessita de grande especialização e é por isso que atuamos sempre como líderes das apólices, para podermos precificar de forma correta e conduzir a regulação dos sinistros”, avalia Giuntini.

Kelly Lubiato

Revista Apólice

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