entrevista | Manuel Matos

Oportunidade de negócio

A certificação digital já faz parte do universo dos corretores de seguros, que vislumbram nessa atividade uma maneira de dar continuidade em seus negócios, além de captar novos. Manuel Matos, gestor da Rede ICP Seguros, conversou com a Revista Apólice sobre o tema

APÓLICE: Quais resultados os corretores já notaram com a certificação digital?

Manuel Matos: A certificação digital é uma vigorosa estratégia de manutenção da carteira de clientes e da captação de novos, além de ampliar a rede de relacionamento do corretor de seguros.

APÓLICE: Atualmente existem quantas Autoridades Registradoras (AR’s) no Brasil? Elas emitem uma média de quantos certificados por mês?

Manuel Matos: São 105 pontos credenciados em 70 cidades do País. Uma média de 40 mil certificados por mês são emitidos pela rede de AR’s que fazem parte da Rede ICP Seguros.

APÓLICE: Como conciliar a atividade de corretor com a certificação digital?

Manuel Matos: Eles podem conciliar unindo aquilo que eu acho que é o maior benefício que um corretor pode prestar ao seu cliente: atendimento. Assim como o corretor domina as coberturas de seguro, ao dominar o certificado digital, ele pode transformá-lo em novos negócios.

APÓLICE: Qual é a média de investimento em uma AR?

Manuel Matos: Hoje o investimento de uma AR se situa, entre instalações, processos de credenciamento e treinamento de pessoal, entre R$ 50 e 65 mil, diluído ao longo do período de investimento pré-operacional. O corretor consegue, após obter autorização para operar, atingir o ponto de equilíbrio entre quatro e seis meses, quando empata o custo com a receita e despesa. Ele tem uma taxa de retorno, ou seja, ele amortiza todo o

investimento que fez, entre 12 e 18 meses. A partir daí, há resultado oriundo de duas fontes: aumento da carteira de seguros, em função do relacionamento e a própria remuneração da certificação digital. A receita mensal de uma AR oscila entre R$ 40 e 50 mil.

APÓLICE: Quanto tempo leva para o corretor conseguir credenciar sua empresa como AR?

Manuel Matos: Do momento em que ele toma a decisão de querer ser uma AR até a publicação em Diário Oficial para operar, leva entre 90 e 120 dias.

APÓLICE: Na formação do corretor deve ser acrescentada alguma coisa sobre certificação digital?

Manuel Matos: Nessa atividade, nós contamos com a utilização de serviços públicos online como agente indutor da capacitação do corretor, clientes, seguradores e do mercado como um todo para transações eletrônicas seguras. O certificado digital será o produto essencial em uma transação eletrônica, seja ela bancária, comercial ou qualquer

que seja. Apenas o Governo tem o poder indutor de fazer o processo de capacitação dos usuários, com o programa de governo eletrônico. Nós achamos que os serviços públicos fornecidos na forma online, com a utilização dos certificados digitais, irão capacitar esse consumidor. A Escola Nacional de Seguros, por exemplo, poderia mostrar aos corretores, não como uma matéria, mas talvez com palestras etc, novos hábitos de consumo do segurado brasileiro e o processo da migração de uma atividade tradicional, para uma atividade eletrônica com validade jurídica.

APÓLICE: De que forma a certificação digital afetará as vendas pela Internet?

Manuel Matos: Oferecendo maior segurança. O grande problema da tecnologia/internet ao longo dos últimos 15 anos foi o mesmo problema enfrentado pela energia nuclear, por exemplo. Toda tecnologia, quando é lançada, enfrenta dois dilemas: a viabilidade econômica e a segurança. A viabilidade econômica é resolvida ao longo do tempo barateando os custos da cadeia produtiva. Quando ela nasce de uma forma insegura as pessoas temem o meio, então tem muita gente hoje que não faz transações bancárias na

internet porque teme o hacker, o roubo de senha, de identidade etc. A certificação digital é uma resposta para o roubo de identidade na internet. A disseminação da certificação digital irá aumentar muito as transações eletrônicas, seja ela de seguro ou de qualquer outro produto.

APÓLICE: Como está a atuação das entidades do mercado de seguros na certificação digital?

Manuel Matos: Eu acho que todos os sindicatos de corretores, e em especial a Fenacor, fizeram um papel de agente indutor. A Fenacor, o Sincor-SP e o Sincor-RJ possuem uma Autoridade Certificadora. Eles vislumbraram nessa tecnologia uma forma de capacitação do corretor para fazer a transição de forma segura de uma economia baseada em papel para uma economia digital, baseada em sustentabilidade. O corretor precisava ser impulsionado e essas entidades deram uma contribuição muito importante. A Rede ICP busca induzir esse movimento auxiliando essas entidades na disseminação dos benefícios da certificação digital para o corretor. O objetivo principal da certificação é capacitar o corretor para a prática de negócios sustentáveis e que ele possa atender uma mudança de hábito de consumo de seus clientes. É uma capacitação de longo prazo.

APÓLICE: Quais são as perspectivas para os próximos anos?

Manuel Matos: O certificado digital já atingiu o que chamamos de público primário, que são todos os dirigentes de empresas. A pessoa jurídica possui todas as obrigatoriedades que precisaria ter para o uso do certificado digital. Isso significa uma média de 6,5 milhões de certificados. As demandas da pessoa física para a certificação vão seguir o ritmo da evolução do comércio eletrônico de bens e serviços. Começam a surgir aplicações no setor de seguros, que nós chamamos de crescimento orgânico, que é uma mudança na própria sociedade, um crescimento mais maduro. Quando o mercado é imaturo ele consegue crescer de 100 a 200% ao ano, mas quando ele atinge a maturidade, e acho que a certificação digital atingiu um nível de maturidade ao atender todas as pessoas jurídicas no País, ele começa a ter um crescimento compatível com o do mercado segurador, que nós estimamos algo como 20 a 25% ao ano. A frase que eu considero mais importante para a reflexão dos corretores é: “Atualmente nós temos 6,5 milhões de portadores de certificado digital. Quem vai atendê-los na área de seguros?”

 

opinião

por Denise Bueno*

Seguros online já são realidade no Brasil

Veja só isso! Nós somos uma equipe de 15 pessoas e lançamos um produto para 200 milhões de brasileiros! Essa frase, vibrante, vem da equipe comandada pelo alemão Vincent Daranyi, co-fundador da Dafiti e ex-Merrill Lynch e JPMorgan, e pelo portuguêsJoão Cardoso, ex-Morgan Stanley. Há um ano e meio eles estão mergulhados na criação do TaClaro.com, portal de serviços financeiros, lançadoem maio no Brasil.

A novidade está na animação de pessoas ligadas em soluções. Totalmente alheios ao desânimo que muitas vezes é característico de pessoas que exercem a mesma função há anos. Em uma rápida conversa com os dois; logo se percebe a clareza de ideias. Longe de ter qualquer ligação com a maior operadora de telefonia do Brasil, o nome escolhido reflete o que os empreendedores pretendem: vender proteções para riscos que assustam ricos e pobres. “Nosso desafio é levar soluções para quem busca proteção. Para isso, temos de ser o mais claro possível”, explicam.

Eles realmente não conseguem enxergar motivos reais para justificar a demora da estreia do setor de seguros na venda online. “Há desafios, principalmente políticos, jurídicos e tecnológicos. Porém todos eles têm soluções que trazem benefícios para todos os envolvidos no negócio, do investidor ao cliente final”, afirmam.

Nada de inventar a roda. Eles praticamente trouxeram parao Brasil oque já é tido como um mercado maduro em vários países da Europa: a venda online de produtos financeiros. “No Brasil, praticamente ninguém fazia isso há dois anos. Por isso achamos uma grande oportunidade vir para cá, um país com potencial enorme de negócios e com boas condições para um estrangeiro viver. Afinal, ninguém quer perder 15 anos da vida num projeto bom, mas em um país sem condições de oferecer qualidade de vida”, comentam.

Ao navegar pelo portal, logo se percebe que eles conseguiram simplificar a venda de seguro. Nada de prêmios ou sinistro. A proposta é deixar o cliente escolher aquilo que ele quer. O internauta consegue comprar proteção como se estivesse em um supermercado, acrescentando o que querem um carrinho. Assimque a seguradora acusa o pagamento, via débito em conta ou cartão de crédito, a apólice é liberada para o email do comprador.

Nada de questionários gigantes ou cláusulas que deixem dúvidas. No caso do seguro de câncer de mama, por exemplo, a candidata responde duas perguntas. Se está doente ou se já foi acometida pela doença. Se responder não às duas, segue para a tela de escolha de valores e pronto. Basta clicar em cima da palavra “quero”. Negócio fechado.

Rapidez e transparência realmente dão o tom da compra online. Mas o preço ainda é um item que precisa ser melhorado, uma vez que há produtos com valores mais acessíveis ofertados pelos gerentes de bancos. “Os investimentos iniciais em tecnologia são gigantescos”, justificam os executivos, que já conseguiram outros investidores, oito atualmente, para apostar no negócio após o projeto ter consumido cerca de US$ 1 milhão em infraestrutura tecnológica.

A inovação é o que tem atraído novos investidores para o negócio, com outros US$ 2 milhões para serem investidos no próximo ano. Conseguiram cerca de 40 parceiros de negócios e até transformar o patinho feio do setor, a capitalização, em um cisne branco. Eles preparam um seguro de acidentes pessoais para corredores de ruas, atrelado a um título de capitalização. Caso a pessoa – há muitos novatos nesse tipo de corrida -, se machuque, recebe um valor para usar como queira. O charme do produto é o sorteio. O corredor concorre a uma viagem ligada ao esporte, como, por exemplo, uma maratonaem Paris ou Nova York.Ou seja, o sonho de qualquer corredor de rua.

Os executivos estimam faturar uma média de US$ 10 milhões por ano nos próximos três anos, sendo mais de 60% com a venda de seguros de carro, casa e vida. Consórcios e assistências também estão na pauta de desenvolvimento do grupo. A corretora já oferta mais de 20 produtos, além de uma tecnologia de ponta, que dá suporte aos programas das seguradoras parceiras.

A ideia é atender principalmente pessoas da geração Y, que buscam serviços de qualidade via web e que estavam fora do alcance dos corretores tradicionais. “Temos apenas 25% da frota de veículos com seguro, 8% das residências, 2% das motocicletas. Isso significa um campo cheio de oportunidades para criarmos produtos”, afirma. Em auto, por exemplo, está na fila para ser disponibilizado no portal um seguro de roubo e furto, em parceria com a Cardif.

Daranyi faz questão de ressaltar que a TaClaro não concorre com corretores tradicionais. “Somos um novo canal de vendas de produtos que se justificam pela venda em grande quantidade e baixo custo operacional”, acrescenta Cardoso. Numa segunda etapa do projeto, os sócios da TaClaro pretendem disponibilizar a tecnologia desenvolvida junto aos principais fornecedores de software do mundo aos corretores tradicionais, avisa.

Além de corretora online, a TaClaro é também provedora de servidores colocados em nuvem, uma solução encontrada para resolver entraves causados pelos diferentes sistemas operacionais utilizados no setor. A tecnologia desenvolvida também agiliza a troca de preço dos produtos diante de um fato novo, como a mudança do IPI de carros, por exemplo. “Antes nós é que sofríamos com a demora das companhias em decidir entrar no projeto. Agora elas é que tem de esperar para entrar na fila do cronograma da TaClaro para colocar os produtos no ar”, comemoram.

Segundo ele, em cinco anos já será possível recuperar o investimento, mas há tanto ainda para explorar nesse segmento que eles imaginam que ficarão no negócio por pelo menos mais 10 anos.

 

capa | GC do Brasil

Corretores unidos pela amizade

GC do Brasil mostra que é possível transformar a união de um grupo de amigos num grande negócio

Kelly Lubiato

Mais de 20 anos de amizade consolidaram-se na formação de uma empresa que agora começa a render bons frutos. A GC do Brasil nasceu, juridicamente, em dezembro de 2010, porém ela começou a ser idealizada no ano anterior. A maioria das corretoras fundadoras da empresa é oriunda do Clube de Corretores da Itaú Seguros. Este grupo se reunia anualmente para uma convenção, onde se criou laços de amizade que extrapolaram o campo profissional. O grande mestre e inspirador é Itamar Borges Zilliotto, profissional de marketing oriundo das páginas amarelas, que abraçou o ramo segurador, transformando o mercado no início dos anos 90. No Grupo atual, há representantes em todas as regiões do País, composto por cerca de 600 colaboradores, com uma produção anual de R$ 300 milhões em prêmio líquido e uma carteira contendo mais de 100.000 segurados.

Após a sua formalização, foi necessária a contratação de um executivo para gerir a operação. O escolhido foi Geniomar Pereira que, depois de exercer importantes funções executivas em grandes corporações como Bradesco Seguros, Itaú Seguros e Citibank Insurance, assumiu a gestão comercial e estratégica do Grupo.

Vários objetivos comuns foram fundamentais para a formação da GC do Brasil. O projeto inicial previa conquistar melhores condições comerciais junto às seguradoras, ações para diminuir o custo operacional das corretoras, ampliação dos ganhos e envolvimento social, com a busca de processos sustentáveis. Uma das preocupações do Grupo é, também, preparar sucessores. Afinal, é do conhecimento de todos que corretagem de seguros é um negócio que passa de pai para filho e os clientes  conquistados sempre serão o maior patrimônio deste segmento.

“Atualmente estamos trabalhando no desenvolvimento de novos produtos e serviços que possam agregar valor ao negócio, nosso objetivo é proporcionar outras possibilidades de ganhos, além da comissão de corretagem de seguros”, explica Gênio, como o executivo é conhecido entre os colegas.

Este é um modelo de empresa sem precedentes no mercado brasileiro. O sócio titular de cada corretora detém uma cota da GC do Brasil, que atua como fomentadora comercial. Ela é comandada por uma diretoria colegiada. Todos os cargos são determinados a partir de eleição democrática entre os associados. O presidente é acompanhado por um Conselho Administrativo (que se reúne mensalmente), Conselho Fiscal e Conselho de Ética. Atualmente, a GC do Brasil, por opção estratégica, possui acordos com seletas seguradoras. Fazem parte deste rol: Azul Seguros, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Porto Seguro, HDI Seguros e Tokio Marine Seguradora. Estes acordos comerciais seguem a política do ganha-ganha, visando sempre o beneficio mútuo. Segundo levantamentos da empresa, tanto os associados quanto as companhias estão bastante satisfeitos com os resultados obtidos até o momento.

O próximo importante passo que será dado pela empresa é a implantação do sistema multicálculo adquirido junto a Sistemas Seguros, que deverá operar diretamente no grande porte das companhias via web. Cada cotação será efetuada de forma simultânea, em todas as seguradoras parceiras, com tempo inferior a 1 minuto e total exatidão.

Em linhas gerais, a atuação não se restringe aos produtos mais comuns, de automóvele ramoselementares. Dentro da GC do Brasil há corretoras especializadas em seguro agrícola, Odontologia” target=”_blank”>saúde, transportes, grandes riscos, entre outros. Essa expertise é compartilhada entre os sócios quando necessário.

O grupo é bastante heterogêneo em termos de produção, há corretoras de todos os portes, entretanto, o motivo que os uniu foi o mesmo: a amizade.

“Ter ajudado a criar e presidir a GC é para mim um grande orgulho, pois em primeiro lugar prevaleceu a amizade entre o grupo, o respeito e a união, depois veio a vontade de nos mantermos unidos e juntos trazer nossas famílias e nossos sucessores. Essa convenção mostrou bem isso, pois de mãos dadas e muita união do grupo e dos parceiros que acreditam em nós, poderemos fazer esse país muito melhor, mostrando a todos que respeito e amor naquilo que fazemos é nosso principal conteúdo. Nessa convenção conseguiu-se unir o útil, que é nosso trabalho, ao agradável, que foram os momentos de lazer e descontração entre os participantes, e o reconhecimento de todos, sem nenhuma exceção, que deveremos continuar cada vez mais em busca dos nossos objetivos.”

Carlos Alberto Abujara Merege – presidente na gestão 2009/2010

“Depois de uma longa caminhada de construção e estruturação da GC do Brasil, Creio que nossa maior conquista, e diferencial como grupo no contexto do nosso mercado segurador, seja a unidade. Em nossa 3a. Convenção realizada no Club Med, de 19 a 23/09, além dos benefícios que todos já estamos usufruindo como grande grupo, e dos novos projetos que estamos trabalhando, para mim ficou muito claro que o maior benefício e legado que temos, é a nossa convivência, amizade, companheirismo, fé e a alegria de estarmos juntos.”

Gilmar Aguillar – atual presidente da GC do Brasil

“Nossa convenção nos remeteu a uma nostalgia, nos primórdios, que sempre norteou esse time de campeões de corretores de seguros que, agora com a GC do Brasil, se reestabelece e refaz-se o elo de união e força desse grupo. A GC é uma realidade, não são apenas planos e projetos que um dia esses agentes sonharam. Assessorados por profissionais executivos de altíssima qualidade chegamos até aqui e, doravante, estruturaremos projetos de distribuição de produtos e serviços em todo território nacional. Nessa linha teremos muito trabalho pela frente. pois buscaremos os melhores processos de distribuição, quer seja em meios tecnológicos ou em estruturas físicas regionais, visto que somos o único grupo com presença de sócios em todo o território nacional e iremos mais longe ainda, porque a composição desse grupo é de corretores de seguros empreendedores e líderes em suas praças de atuação.Temos certeza que nossa história está apenas começando. A GC do Brasil será uma das mais importantes empresas desse país no segmento.”

Edmilson Silva do Carmo, presidente eleito para o biênio 2013/2014

“Estamos pensando grande e queremos voar alto, porém sem desrespeitar a essência do Grupo. Nosso planejamento é em longo prazo, através de uma proposta sólida e duradoura. Aproveitando a oportunidade,em nome da GC do Brasil quero homenagear nossa classe pelo dia 12 de outubro, afinal, nós corretores temos um papel fundamental na instituição do seguro e na sociedade. Parabéns a todos!”

Geniomar Pereira – Diretor Executivo da GC do Brasil

“Percebemos que este grupo é formado por amigos que valorizam o relacionamento interpessoal acima de tudo, que se preocupam com a integração de suas famílias além do lado profissional. Um dos pontos que nos chamou a atenção foi a preocupação do grupo com o processo sucessório dentro das empresas. Apesar de ser um tema árido, os empresários precisam lembrar que eles irão se aposentar e que as corretoras vão continuar.

Agora que o grupo está consolidado, é importante transmitir esta imagem de integração para os consumidores, mostrando que hoje os produtos da empresa têm por trás uma marca forte, a GC do Brasil”.

Almir Ximenes Filho, superintendente executivo da Bradesco Auto /RE

“Trata-se de um grupo de Corretores diferenciados, com metas e objetivos bem definidos. A união é o grande diferencial do grupo. A impressão que tive do encontro foi a de que estão caminhando na direção certa e terão êxito nos projetos traçados.”

Rivaldo Leite, diretor de produção da Porto Seguro

“O Grupo GC e suas corretoras associadas têm uma historia de longa data com a Itaú Seguros e a Porto Seguro. Temos a honra de ser os seus maiores parceiros de negócios em cada uma das praças nas quais as suas corretoras operam. O Congresso foi muito bem organizado, possibilitando um debate aberto e profícuo de oportunidades e desafios conjuntos a serem endereçados por nós e pela GC ainda neste ano e em 2013. Nossos parabéns pela iniciativa!”

Ney Ferraz Dias, diretor de auto e residência da Itaú Seguros

“Foi um grande prazer participar da 3ª convenção da GC do Brasil. Fiquei muito impressionado com a energia positiva e as demonstrações de carinho que todos os sócios da GC do Brasil dedicaram a toda a equipe comercial da Tokio Marine Seguradora. Eventos como estes são fundamentais para planejar, reciclar e compartilhar ideias. Revelam o quanto a GC do Brasil está organizada e preparada para atuar de forma ainda mais expressiva no mercado segurador. Estamos muito felizes com nossa parceira, como fiz questão de frisar em meu discurso durante a convenção”.

Akira Harashina, presidente da Tokio Marine

“Nossa empresa está há mais de duas décadas fornecendo soluções em sistemas para corretoras de seguros. O grupo GC do Brasil muito vem agregar em nosso portfólio de clientes, por serem extremamente profissionais, corretos e com um projeto inovador. É um privilégio trabalharmos com estes corretores empreendedores.

Só tenho a elogiar a iniciativa de todos os integrantes da GC do Brasil, uma convenção focada em negócios onde todos estavam abertos a novos conhecimentos e novas oportunidades para empreenderem em suas corretoras.”

Fernando Rodrigues, diretor comercial da Sistemas Seguros

“A GC do Brasil é hoje um dos mais ativos e eficientes grupos de corretores do País. Sua atuação, em parceria com as companhias seguradoras, tem apresentado resultados bastante positivos tanto para os corretores quanto para as seguradoras. É um grupo profissional, comprometido e dedicado. Os corretores associados ao GC do Brasil têm buscado atingir as metas estabelecidas com a HDI e isso, consequentemente, tem se revertido em benefícios para esses empresários. É um modelo de trabalho muito eficaz.

A convenção deste ano foi muito boa. Pudemos estreitar ainda mais o nosso relacionamento com esses profissionais e tivemos a oportunidade de passar nossa mensagem, ouvir os corretores e reforçar a parceria.”

Flávio Rodrigues, vice-presidente da HDI Seguros

 

mercado | saúde

Expansão geográfica e diversificação de produtos

A Tempo Saúde Seguradora inaugurou cinco filiais e planeja expandir sua atuação para outras duas regiões até o fim do ano, além de investir continuamente no relacionamento com os corretores

O perfil socioeconômico do brasileiro mudou. A renda per capita nacional cresceu a uma taxa acumulada de 23,1% entre 2001 e 2009, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), principalmente nas regiões mais afastadas do eixo Rio-São Paulo. No período, também se tornou nítido o desenvolvimento de uma visão de longo prazo nas empresas, que demandam serviços mais sofisticados e garantias para investimentos cruciais em capital humano. Esses motivos, ligados ao aumento da solidez da economia, fizeram com que o segmento de seguro saúde movimentasse,em contraprestações, R$ 83,4 bilhões até abril deste ano, de acordo com dados da ANS.

Desde a sua formação, a Tempo Saúde Seguradora, divisão da Tempo Assist dedicada ao seguro de saúde, preocupa-se com a customização dos produtos e a qualidade de sua rede referenciada, formada por 18 mil pontos de atendimentoem todo o Brasil. Aestratégia vem reunindo um número cada vez maior de segurados. “Até o segundo trimestre deste ano, contabilizamos 94 mil vidas, um crescimento de mais de 45%em dois anos. Esseresultado é fruto dos nossos investimentos em qualidade e no bom posicionamento da marca”, ressalta Vitor Alt, vice-presidente da Tempo Saúde Seguradora.

Ao longo de 2012, a seguradora concentrou seus esforços no plano de expansão geográfica, que já entregou filiais em Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR). Até dezembro, há expectativas para a inauguração de pelo menos outras duas unidades, em regiões estratégicas do Brasil. Em paralelo, a Tempo Saúde Seguradora investiu em campanhas de mídia e de incentivo à venda, com foco no público corretor: “Cultivamos um excelente relacionamento com os corretores, público que consideramos uma extensão vital de nossos ‘braços’. Nossa intenção é estar cada vez mais próximos desses parceiros, inclusive fisicamente, com as novas filiais, promovendo bons negócios para todos”, afirma Alt.

O ano de 2012 também vem sendo marcado pela inovação, característica que, segundo Alt “está presente no DNA da holding Tempo Assist”. Junto às filiais recém-inauguradas, a empresa lançou os seguros regionalizados, soluções que atendem clientes corporativos de todos os portes, com especial atenção àqueles que possuem filiais, mas que não precisam de cobertura nacional. Com esses produtos, a seguradora garanteo atendimentoem uma extensa relação de cidades que compõem a área de abrangência de regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.

Como diferencial, a empresa compôs redes de atendimento qualificadas nas áreas de abrangência, com clínicas, hospitais, maternidades e pronto socorros considerados referências. Além disso, os seguros regionalizados possuem a opção de livre escolha de prestadores com reembolso e coberturas adicionais sem custo, tais como escleroterapia estética de veias, RPG e desconto em farmácias.

Outra vantagem é que, mediante a adesão do seguro saúde, o cliente também poderá contratar os planos odontológicos da Tempo Dental com preços reduzidos, a fim de garantir a saúde bucal de seus colaboradores.

De acordo com Alt, a Tempo Saúde    Seguradora deve continuar apresentando um bom ritmo de crescimento, amparada pela participação de suas novas filiais e pelo incremento de seu portfólio de produtos. O executivo sinaliza ainda que, entre os desafios da seguradora, está o constante aperfeiçoamento das formas de acesso à informação pelos segurados: “Com os avanços tecnológicos, nossos clientes precisam ter formas cada vez mais ágeis de acesso à informação. Seja para a solicitação de um reembolso ou para a consulta à rede referenciada, é nosso papel prover meios eficientes, que simplifiquem o dia a dia do usuário”.

 

nicho | risco espacial

Mercado de olho no espaço

Cada vez mais perto de se tornar realidade, o turismo espacial chama a atenção do setor, que já dá os primeiros passos para atender a demanda. Outro risco, já conhecido, é o mercado de satélites – que deverá ter mais de mil novos objetos até 2020, avaliados em US$ 196 bilhões

Jamille Niero

O governo dos Estados Unidos estima que a indústria de turismo espacial valerá US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,8 bilhão) em 10 anos, conforme estudo divulgado este ano pela Agência Federal de Aviação norte-americana (FAA, na sigla em inglês). O turismo corresponde a 80% da demanda pelos voos sub-orbitais (chegam a 10 0 quilômetros acima da superfície do planeta) e, até 2015, estima-se que sejam feitas cerca de 300 mil viagens por ano. A consultoria Tauri Group calcula que haja outros 7.500 ricos na fila de espera. Os voos comerciais para o espaço devem começar no próximo ano, mas já existem interessados em passar pela experiência. A Virgin Galactic, subsidiária do Virgin Group, por exemplo, já oferece o serviço. O custo total da viagem é de US$ 200 mil, com pagamento à vista para garantir lugar entre os 500 primeiros – ou com sinal de US$ 20 mil para garantir a participação, porém sem data definida e com vaga reservada para ser o 501º passageiro ou mais.

Até abril de 2012 foram comercializados 520 lugares, incluindo um brasileiro. A agência responsável pelo bilhete espacial brasileiro foi a GSP Travel, que não ofereceu seguro ao comprador por não ter o produto disponível no mercado. Especialistas do mercado segurador apontam que o turismo espacial é um nicho a ser explorado. “Vemos o turismo espacial não apenas como uma tendência, mas também como uma oportunidade real de negócios” analisa Christian Riedl, subscritor sênior de produto espacial da Munich Re. Ele conta que o mercado de seguros espacial já subscreveu apólices para turismo espacial, como os voos de Dennis Tito, Mark Shuttleworth, Gregory Olsen, Ansari Anousheh e Simonyi Charles para a Estação Espacial Internacional que foram, em parte, segurados.

“Embora seja difícil prever com precisão a magnitude da possível atividade e crescimento, continuamos a acompanhar o setor com interesse”, concorda Charles Wetton, Senior Client Manager Space da Swiss Re Corporate Solutions. Ele explica que a natureza do risco é intermediária entre o seguro espacial e o seguro aeronáutico. Da mesma forma que em seguros aeronáuticos, o casco precisa ser coberto durante a decolagem, voo e pouso. Porém, a natureza do voo aumenta o nível de risco, que é mais próximo do de uma missão espacial.

“Como os passageiros deverão ser indivíduos de alta renda, a possível responsabilidade de terceiros pode ser um fator importante para futuros programas de resseguro”, indica.

A Allianz Global Assistance é um exemplo de que o setor se prepara para oferecer soluções a este nicho. A empresa assinou um acordo com a Associação Internacional de Transporte Espacial (ISTA, na sigla em inglês), para oferecer assistência aos viajantes espaciais.

“Estamos olhando para o turismo espacial como um novo mercado para a próxima geração de viajantes. Nossa parceria com a ISTA demonstra o nosso apoio e interesse na indústria de viagem espacial”, afirma Erick Morazin, Diretor de Contas Globais da Allianz Global Assistance. O seguro de viagem da Allianz Global Assistance tem como público-alvo turistas, cientistas espaciais, organizações e membros de órgãos  governamentais, com soluções de assistência médica, aconselhamento especializado,

bem como serviços pessoais para esses viajantes. O objetivo é acompanhar os segurados e suas famílias, desde a fase preparatória até o regresso à suas casas.

Satélites

Diversos serviços são prestados por meio da utilização de satélites, como TV por assinatura (DHT), telefonia, rastreamento de veículos, banda larga, entre outros.

De acordo com a consultoria Euroconsult, a próxima década (2011-2020) deve ter 1.145 satélites construídos e lançados, avaliados em US$ 196 milhões, número 51% maior do que o da última década. A maioria deles (70%) funcionará devido à demanda  governamental.

Conforme o estudo, agências governamentais de 50 países lançarão mais de 700 satélites na próxima década. Desses, 80% será de potências espaciais como EUA, Rússia, Comunidade Europeia, Japão, China e Índia.

No segmento comercial, a previsão é que entrem em órbita cerca de 200 satélites de comunicações, num valor próximo a US$ 50 bilhões.

No Brasil, o mercado de satélites movimenta cerca de US$ 250 milhões anualmente. Apesar de inexpressivo perante as grandes potências espaciais, o País representa 40% de todo o negócio na América Latina.

De acordo com estudo da Allianz Global Corporate & Specialty, em 2011 os prêmios de seguro para riscos espaciais totalizaram US$ 800 milhões com perdas totais de aproximadamente US$ 600 milhões. Cerca de 230 satélites, que juntos somam mais de US $ 20 bilhões, foram segurados no ano passado.

“O seguro é o terceiro custo considerado no projeto do satélite”, comenta Vanessa Povoa, superintendente de Riscos Empresariais da corretora MDS.

Ela explica que, no caso de seguros para satélites, geralmente são contratados seguros de lançamento e em órbita. “Se o lançamento não der certo, não há perda parcial, o satélite inteiro é inutilizado”, esclarece. Após entrar em órbita, é possível fazer o seguro de vida do satélite – que dura de5 a15 anos, dependendo de qual região da órbita terrestre estiver (confira quais são no box acima).

Depois de lançado, o satélite não pode ser consertado. Por isso ele já é produzido com várias redundâncias, ou seja, caso ocorra falhas em alguma parte de seu sistema, há uma mesma parte igual que é ligada para substituir a que falhou. Há casos em que a redundância não funciona e o tempo de vida do satélite é reduzido.

A executiva comenta que o seguro de responsabilidade civil existe, mas é muito caro e em geral as empresas não contratam essa cobertura, pois o risco é muito grande e a probabilidade de causar danos a terceiros é remota. “O custo do seguro de satélites é muito volátil, porque com as perdas há aumento das taxas e poucos mercados subscrevem riscos aeroespaciais”, aponta Vanessa. Com isso, as apólices geralmente são articuladas entre vários cosseguradores, podendo chegar a mais de 20 para um único risco. Ela conta que em um lançamento há capacidade para lançar dois satélites de uma só vez. As duas empresas que vão lançar os satélites precisam de capacidade de seguro e resseguro. “Quem contrata o seguro depois acaba pagando mais caro, pois a capacidade existente no mercado já foi tomada pela primeira empresa que contratou”, indica.

As primeiras apólices de seguro espacial foram emitidas no final da década de 60. Após grandes perdas no final da década de 90, os anos mais recentes foram mais lucrativos para as seguradoras. “Como essa lucratividade vem atraindo interesse ao longo dos anos, a capacidade teórica atual do mercado de seguros espaciais é de mais de US$ 700 milhões para lançamentos individuais e talvez US$ 600 milhões para satélites individuais em órbita. Isso é quase o dobro da necessidade, o que vem pressionando os valores dos prêmios”, define Wetton, da Swiss Re Corporate Solutions.

Segundo ele,o Brasil estácada vez mais presente na indústria espacial, o que inclui uma lançadora comercial de satélites (Star One, empresa do grupo Embratel), capacidade de lançamento sendo desenvolvida em Alcântara, no Maranhão, e missões de satélites sendo desenvolvidas e planejadas pelo governo. “A demanda por serviços de satélite deve continuar crescendo”, prevê.

Já o subscritor sênior de produto espacial da Munich Re, Christian Riedl, não vê grande potencial de crescimento para o mercado mundial de seguro espacial. “Principalmente devido ao limitado número de possibilidades de lançamento”, diz. Ele analisa queo Brasil aindaé um mercado muito pequeno para este tipo de seguro, porém, juntamente com a Argentina, têm “algum potencial de crescimento para os próximos anos”.

Wetton garante que já existe demanda para seguro espacial de satélites comerciais domésticos. O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no entanto, afirmou por meio deassessoria de imprensaque “não contrata seguros para seus satélites, nem para lançamento, nem para garantir o funcionamento em órbita por um dado período”.

Historicamente, missões de satélite de governos no mundo inteiro não são cobertas por seguro, mas como há um número crescente de solicitações de seguro para missões desse tipo, Wetton acredita que essa pode vir a ser outra fonte de demanda no Brasil.

Com a participação em colocação de seguros domésticos, ele ainda avalia que o mercado brasileiro possui boa base em cobertura e rating espacial e o método existente para programas de seguro no País está bem estabelecido.

“As seguradoras brasileiras poderiam expandir seus portfolios para incluir riscos de clientes espaciais internacionais”, sugere.

As principais seguradoras espaciais, que dispõem da maioria da capacidade, estão no Reino Unido, EUA, França, Suíça e Alemanha. Existem ainda seguradoras em atividadeem países como Bermuda, Itália, Japão, Coreia, Cingapura e Emirados Árabes. Os riscos espaciais domésticosem países como China, Indonésia, Malásia, Rússia e Espanha são geralmente cobertos por seguradoras locais, da mesma forma que no Brasil.

Porém, nenhum país possui a plena capacidade interna requerida por um projeto local do mercado de seguro espacial. “Isso se aplica também ao Brasil. Eles precisam do apoio das seguradoras internacionais”, alega Ludovic Arnoux, Underwriter de Aviação & Espaço da AGCS França. Segundo ele, apenas algumas seguradoras brasileiras têm o know how interno para fornecer uma linha de negócios tão altamente especializada. A

Allianz Seguros é uma das companhias locais aptas a fornecer esse tipo de seguro com o apoio dos especialistas da AGCS (através da sua subsidiária SpaceCo). A AGCS não divulga o número total de clientes neste segmento, mas garante que detém uma fatia significativa do mercado segurador de satélites. “Por exemplo, a maioria dos satélites lançados a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, utilizaram cobertura de seguro primário (patrimonial ou de responsabilidade) da SpaceCo”, complementa Arnoux.

 

concorrência | corretores

Mercado aquecido acirra disputa por consumidores

Os corretores que saem de seu estado de origem para buscar clientes em outras regiões são alvo de discussão no setor. Uma parcela julga que é uma consequência da globalização do mercado, outra acredita ser uma forma antiética de concorrência

Gabriela Ferigato e Jamille Niero

Um dos temas debatidos no mercado de seguros atual é a ação dos corretores “paraquedistas”, como são popularmente chamados pelo setor. Esses profissionais saem de seu estado de origem para buscar clientes em outros estados ou outras regiões. Uma das justificativas é suprir a atual demanda do mercado de seguros, que está aquecido, inclusive em regiões seu produto em qualquer lugar do Brasil.

“É claro que na prestação de serviços e corretagem de seguros, o exercício não é muito salutar, haja vista que o segurado onde antes a procura era menor. O assunto divide opiniões por se tratar, essencialmente, de uma questão ética. Segundo o presidente do Sincor-PA, Paulo Thomaz, o Código Comercial Brasileiro e as leis que regem a comercialização deseguros no Brasil nãoproíbem tal prática, ou seja, qualquer empresário pode comercializar perde o contato pessoal com seu corretor. “Nós buscamos fazer com que estes corretores de fora se estabeleçam em nosso estado com uma filial”, afirma Thomaz.

O presidente do Sincor-DF, Dorival Alves de Sousa, distingue o corretor “paraquedista”em dois perfis. Oprimeiro é o eventual, que trabalha em outras regiões de forma esporádica, levando uma prestação de serviço ou participando de uma grande conta. O segundo é o predatório, que angaria negócios em outras praças de forma irresponsável. Segundo Sousa, eles vendem o produto e deixam o consumidor sem amparo legal, alguns chegam até a cometer crime de estelionato. “Muitos desses profissionais possuem negociação com uma determinada seguradora, de sua região, que possui custos e taxas diferenciadas, e acaba aplicando essa condição pelo Brasil inteiro, deixando a concorrência desonesta”, pontua. De acordo com o presidente, os segmentos de automóvel e vida são os principais alvos dessa prática. “Essa é uma situação delicada, que traz um prejuízo muito grande para o mercado de modo geral, abalando a sua seriedade e expondo pessoas a riscos”, opina.

De acordo com o presidente do Sincor-RS, Celso Marini, a entidade de classe procura manter um espaço de concorrência de igualdade, ético e sadio, no qual os profissionais tenham condições de competitividade com uma razoável equivalência. “Combatemos sim, com veemência, a concorrência desleal, de profissionais que se aproveitam de não ter uma sede local, sem custo operacional de equipe de trabalho e praticam preços predatórios para captar negócios”, destaca.

Porém, para alguns, essa realidade é uma consequência do progresso nos mais variados setores da economia brasileira, que gera maior demanda para diversos ramos do mercado de seguros. Na opinião do presidente do Sincor-SP, Mário Sérgio de Almeida Santos, a chave é a ética e a legalidade. “Quanto mais o seguro se desenvolver por todo o País, mais pessoas terão condições de ficarem em seus locais de origem. Esse é um deságio histórico do Brasil, mas que está melhorando gradativamente, e isso podemos observar pelo próprio ranking do mercado. Em 2006, a participação do estado de São Paulo no mercado de seguros do País era de 50% e hoje está por volta de 48%, então, gradativamente, está havendo uma melhor distribuição do seguro”, indica Santos.

A Revista Apólice conversou com corretores de seguros de diversas partes do País para saber suas opiniões sobre o tema. Confira:

 

“Acredito que é só mais uma forma de concorrência, além dos concorrentes vizinhos, canais eletrônicos, grandes grupos, bancos, lojas etc. Temos que nos adaptar aos novos tempos, não há legislação capaz de frear os avanços e as novas exigências do mercado e do novo consumidor. Cada vez mais teremos que ser diferentes, agregando valor aos serviços prestados”.

Álvaro Pio de Queiroz, diretor da Nomminal Seguros (São Paulo)

 

“Em qualquer ramo de atividade dentro do território brasileiro predomina a competência dos profissionais envolvidos, independente do estado de origem e de atuação. No caso específico de seguro, é óbvio que quem tem produtos e capacidade de atendimento está livre para competir em qualquer estado brasileiro sem a necessidade de ter escritório localmente”.

Aparecido Mendes Rocha diretor da Lógica Corretora de Seguros (São Paulo)

 

“Sou corretor de seguros em Manaus e aqui, provavelmente, é o estado onde ocorre o maior número de ‘pousos’ desses aventureiros. Eu não consideraria essa prática como algo danoso, se ela não viesse aliada constantemente a atitudes pouco éticas e de agressividade excessiva. Em algumas ocasiões, encaramos corretores que vem ‘garimpar’ negócios em nossa cidade e, achando-se mais evoluídos por vir de uma grande capital como São Paulo, chegam com muita arrogância e pouco profissionalismo, oferecendo condições mirabolantes – que não existem – apenas para retirar o corretor local do negócio. O mercado é livre, mas a concorrência deve ser honesta”.

Angelo Monteiro, sócio da Acapu Seguros (Amazonas)

 

“A legislação atual ‘permite’ a atuação do corretor em outras regiões de uma forma velada. Sou estabelecido em Salvador, porém alguns clientes que foram residir em outros estados e alguns parentes nos solicitam renovaçõese seguros novos.O correto seria eu abrir uma filial ou franquiaem outros locais. Emnosso estado, na região Oeste, nas proximidades da divisa com o estado de Goiás, há uma grande prosperidade econômica (comércio/indústria/pecuária), porém está sendo invadida por corretores daquele e de outros estados. É uma concorrência desleal, mas, por culpa nossa. Atualmente, o Sincor-BA está empenhado em um processo de interiorização, no qual foram abertas Delegacias Regionais em locais distantes, inclusive na região Oeste. Em parceria com a Escola Nacional de Seguros estamos direcionando cursos de formação e qualificação, com palestras e eventos. Acho que é um caminho, um começo para mudança nesse cenário”.

Antonio Figueiredo, proprietário da AC Figueiredo Corretora de Seguros (Bahia)

 

“A busca por clientes faz parte do desenvolvimento da carteira do corretor, e estender o seu negócio para outros estados é um processo natural, por vezes fruto do crescimento do seu próprio cliente e o seu referencial junto a outros prospects. Esta conquista é mérito do conhecimento, experiência e bom atendimento do corretor. A comercialização online estende os limites de atuação do corretor e já é uma realidade, mas exige uma boa estrutura para que se obtenha um resultado satisfatório. É bom lembrar que o corretor responde frente ao código do consumidor pela correta prestação de seus serviços e junto ao código civil pelo exercício da atividade. Quanto a práticas ilegais e irregulares cabe às autoridades fazer cumprir a lei”.

Breno Kor, diretor da Kor Corretora (Rio Grande do Sul)

 

“Sempre temos vontade de crescer, e isto vale para qualquer pessoa ou empresa, mas não acredito na forma que algumas corretoras de seguros estão caminhando. Além de elevarem seus custos para prospecção de vendas longe de sua base, podendo esgotar todas as chances antes de se expandir, enfrentarão diferenças de costumes, já que estamos em um País de dimensão continental com diferenças de todas as formas. Para se fazer um negócio, além do conhecimento necessário dos produtos, técnicas de vendas etc, temos que conhecer as pessoas e adquirir a confiança delas. É importante crescer, fazer parcerias, mas parcerias compromissadas e verdadeiras, por isso, muita atenção ao aceitar parcerias ou sociedades sem plena certeza de verificarmos com quem estamos tratando, pois pode ser uma forma de abrir espaço sem volta”.

Carlos Valle, vice-presidente da Fenacor no Nordeste

 

“Não devemos e não podemos fazer nada em relação a esse tipo de situação. Temos que lembrar sempre que quem escolhe o corretor ou a corretora é o cliente. Se o cliente escolhe uma corretora que não possui base em sua cidade, o mercado não pode fazer nada. Nós possuímos clientes em todo o Brasil e, no entanto, a nossa base é no Rio de Janeiro. Já realizamos esse tipo de entendimento há 20 anos e nunca tivemos problema, muito pelo contrário, existem clientes nossos em regiões remotas do Brasil, que não nos trocam por ninguém. Logicamente que o nosso produto, que é o aeronáutico, é diferente do produto automóvel, empresarial e incêndio residencial. Esses produtos, por experiência de mercado, procuramos deixar com que os nossos clientes comprem com os corretores locais. O fundamental é o cliente ter a liberdade de escolha. Existem regiões no Brasil que são super-regionalistas, como, por exemplo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia. Nesses lugares, possuímos poucos clientes, pois a preferência é sempre para o corretor local, mesmo que eles não possuam expertise no produto aeronáutico”.

Daniel Fraga, presidente da Dancor Seguros (Rio de Janeiro)

 

“Com o advento da globalização e da solidificação da forma de se comercializar produtos e serviços pela internet, muitos negócios já são efetivados em um mundo sem fronteiras, de forma irreversível. As principais contas de seguros em nosso país são intermediadas por corretoras de seguros internacionais, como nos seguros da Petrobrás e outros riscos nomeados e operacionais de multinacionais. A maior parte dos seguros garantia contratados no Nordeste do Brasil, por exemplo, são comercializados por corretoras de seguros estabelecidas em São Paulo e no Rio de Janeiro. No que diz respeito aos seguros contratados por entes públicos por meio de licitações, as seguradoras já fazem uma reserva de mercado aos corretores que estão fixados no território da compra pública e só autorizam corretoras de outras regiões a participarem da concorrência quando não existem corretores locais interessados. A melhor forma para se precaver de ‘corretores paraquedistas’ é a constante qualificação e capacitação dos corretores para enfrentarem a feroz concorrência que faz parte de todos os segmentos da economia”.

Elísio Peixoto, diretor da Elísio Peixoto Corretora de Seguros (São Paulo)

 

“Não vejo nenhum problema nesse tipo de concorrência, o mercado é livre e se a corretora achar interessante ela pode prospectar novos mercados e pode até abrir filiais onde bem entender, afinal vivemos em uma república federativa e livre. Liberdade ainda é o maior patrimônio de uma sociedade”.

Jorge Eduardo Souza, diretor da Única Seguros (São Paulo)

 

“Não vejo problema nenhum em um corretor de seguros vender seguro em outro estado, porém a grande questão é como ele dará a assessoria que o consumidor necessita. Devemos vender somente o que podemos entregar e, no caso docorretor de seguros,ele deve entregar prestação de serviço com qualidade. O corretor é habilitado para vender em todo o território nacional e com a internet, que já é uma realidade, não há mais divisas. Com relação à concorrência, acredito que é saudável, o que devemos encarar é a postura ética do corretor de seguros.Acredito que a melhor forma da nossa categoria crescer é basear a classe na conduta ética, já que o grande vilão somos nós mesmos, por isso os órgãos do setor têm que editar as regras com poder de punição”.

Luiz Morales, presidente da UCS (União dos Corretores de Seguros do estado de São Paulo)

 

“Esse tema precisa ser analisado sob vários aspectos. O primeiro é pelos corretores especializados. Alguns corretores operam em nichos específicos de mercado os quais dominam e nem sempre dispõem de concorrentes à altura nesses segmentos. É mais do que natural que expandam a sua atuação para outros estados, até mesmo para que possam atender à demanda existente e não atendidaem outras regiões. Osegundo ponto é pela ótica dos corretores generalistas. Esses profissionais estão sendo substituídos pelas franquias, associações de corretoras, internet etc e os próprios segurados começaram a questionar a validade deste tipo de contratação, que gera mais custos e menos benefícios. O corretor paraquedista existe onde o mercado não é atendido; ondeo atendimentoexiste ele já não consegue mais ser tão relevante”.

José Caiafa, diretor da Flex Corretora de Seguros (São Paulo)

 

“O primeiro pensamento que me vem à mente ao falar sobre esse tema é sobre a evasão fiscal e redução de postos de trabalho causada por corretoras que atuam fora do seu domicílio. Já houve outras discussões sobre isso, as corretoras cativas de bancos, por exemplo, assim como as corretoras que atuam comercializando seguros dentro das concessionárias, quando são de outros estados, não recolhem ISS para o município onde atuam. Ou seja, ao fazer um seguro em uma agência bancária o segurado está deixando de pagar imposto na sua cidade para ser recolhido na sede da corretora cativa, além, obviamente, de estar contribuindo para a diminuição do número de postos de trabalho. Se há algo a ser feito é a disponibilidade de condições técnicas e comerciais praticadas por essas corretoras para as demais da região”.

Jayme Torres Pereira Júnior, sócio dirigente da Santeé Rio (Rio de Janeiro)

 

seguro | rally

Proteção para aventura

Os campeonatos de rally apresentam certos riscos. De acordo com executivos do mercado de seguros, a principal apólice ofertada para o evento é a de responsabilidade civil, além do seguro de vida para os pilotos, que é obrigatório

Gabriela Ferigato

As competições de rally são disputadas pelo mundo inteiro, em diversos tipos de terrenos (asfalto, terra, neve, lama) e cenários. Os campeonatos, principalmente por se tratar de um esporte radical, estão expostos a uma série de riscos. Por isso, cada vez mais os organizadores procuram oferecer segurança e proteção para o evento. De acordo com especialistas do mercado de seguros, a apólice de responsabilidade civil de evento é a mais procurada para cobrir as competições.

Segundo Maurício Galian, diretor geral de seguros massificados e microsseguros do Grupo Segurador BB Mapfre, a companhia atende esse público por meio do produto ‘multirrisco evento’. “A apólice possui diversas combinações e o organizador pode escolher as coberturas que mais convém para a competição”, afirma Galian. Ao todo são 30 coberturas passíveis da contratação, que vão desde intempéries climáticas até o cancelamento ou adiamento da realização do evento. As competições acontecem em locais abertos onde há passagem de público, por isso o executivo destaca a importância da garantia a danos causados a terceiros, seja material (casas, postes etc) ou a pessoas.

De acordo com Alexandro Barbosa Sanxes, diretor de riscos diversos da Berkley, a análise de risco dos seguros oferecidos para os campeonatos é feita conforme as particularidades de cada prova: local onde será realizada, percurso, se há grande tráfego de pessoas e animais, se há moradores ribeirinhos, medidas de segurança adotadas pelo organizador, público estimado como espectadores e época do ano em que será realizada (para melhor análise sobre as condições climáticas). “Esse conjunto de informações determinará o prêmio a ser pago e são essenciais para a correta subscrição do risco. Também analisamos se a prova foi realizada em anos anteriores e como foi a experiência na época”, completa Sanxes. O executivo ressalta que, pelas características desse tipo de competição, torna-se difícil atender, no produto eventos, a toda exposição de risco a qual está sujeito o organizador. “Como, por exemplo, danos que o veículo venha a causar a terceiros, uma vez que tal parcela de risco deve ser atendida pelo seguro automóvel e danos sofridos pelos pilotos, que deve ser alocado para a carteira de acidentes pessoais”, pontua.

O Rally Transcatarina existe há três anos, possui uma média de 140 carros de competição e mais de cinco mil expectadores diretos. O Rally SC tem dois anos, uma média de 70 carros por etapa (são seis em cada ano) e mil expectadoresem cada uma. Segundo EdsonJoão da Costa, diretor geral da SC Racing, organizadora de ambos os eventos, uma das principais medidas de segurança adotas em um rally é estar sempre com o pessoal de apoio em locais onde exista o risco de algum problema de segurança. Cada estado possui uma Federação de Automobilismo, que supervisiona o evento. Os comissários desportivos verificam o grau de perigo das provas e, se necessário, adotam algumas atitudes em relação a isso. “Passamos, no mínimo, seis vezes em todo o trajeto e verificamos cada detalhe do mesmo. Locais de muitos riscos são cortados e desviados por caminhos que proporcionam mais segurança. Nenhuma manobra em um rally de regularidade [uma das modalidades do esporte] é proibida, porém, temos várias situações que podem ser consideradas de perigo”, explica Costa.

De acordo com Mikhail Maiochi, coordenador comercial/administrativo da corretora GR3 Seguros, tem aumentado a consciência, por parte dos organizadores dos eventos esportivos, em procurar mais proteção para as competições. “Isso acontece, principalmente, por exigência de órgãos públicos e dos participantes que são, na maioria, profissionais do mercado com consciência das suas responsabilidades”, expõe. Outro fator que contribui para a procura por seguro, de acordo com Bruno Amorim, diretor de lazer, esportes e entretenimento da Aon, é o envolvimento de empresas estrangeiras. “É cada vez mais comum que organizadores locais comprem evento do exterior, ao seja, comprem o direito de fazer a competição no Brasil. Nesse acordo vem um pacote definido de seguro”, esclarece Amorim.

Automóvel

Muitos dos veículos usados nas competições de rally sofrem modificações, principalmenteem seus motores. Apesarde não acontecer com frequência, pelo fato de risco certo de batida, é possível que os carros contem com seguro. Segundo o executivo da Aon, essa proteção entra na apólice de riscos diversos. Como exemplo, a Aon fez o seguro para os carros da Stock Car. “Como os automóveis usados na competição não são emplacados e sofrem modificações, eles não possuem as mesmas características

de um carro comum de passeio. Por isso entram em riscos diversos, especificamente com a proteção danos a veículos”, justifica Amorim. Em certas categorias da competição pode haver a participação de carros de fábrica, que já vem com seguro, porém a proteção não é válida quando eles participam do rally.

O executivo destaca que é um seguro de difícil aceitação, principalmente pelo alto número de casos de perda total do veículo. “O seguro precisa ser desenhado especificamente para o evento. Antes de montar a apólice, é necessário levar em consideração quem fará os reparos dos carros, se há peças importadas e, em caso de dano, como elas chegariam aqui, entre outros pontos. Durante todo o período do evento, há um perito de regulação que verifica danos sofridos e realiza um orçamento prévio”, completa. A Aon atua com esse segmento há mais de 20 anos e espera crescer em média de 10 a 15% por ano no segmento de automobilismo. Atualmente, a companhia possui 10 clientes dessa área em carteira, considerando organizadores de provas.

Vida

De acordo com Amorim, o seguro de acidentes pessoais para pilotos desse tipo de competição era um risco negado pelo mercado. Agora há produtos específicos para os competidores. “Os pilotos são considerados como atletas e se sofrerem algum tipo de acidente contam com cobertura para morte e invalidez permanente ou temporária, além do reembolso de despesas médico-hospitalares”, ressalta Amorim. A diferenciação que precisa ser feita para montar o seguro é se o piloto é profissional ou amador. Quando o organizador contrata um piloto do exterior, pode ser feito um seguro que o protege a partir do momento em que o profissional chega ao País até quando vai embora.

Visando a proteção dos competidores, a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) criou um programa de assistência aos pilotos que se filiarem à entidade, que bancará integralmente o custo dessa proteção. A partir deste ano todos eles serão cobertos por uma apólice que cobre despesas médicas, morte e invalidez durante o fim de semana em que disputarem competições válidas por campeonatos brasileiros. O piloto estará coberto a partir do momento em que fizer a inscrição para a prova. O programa foi idealizado pela Assistur e pela Tokio Marine Seguradora. De acordo com Nancy Rodrigues, diretora de seguros de pessoas da Tokio Marine, trata-se de um seguro de acidentes pessoais coletivo, que foi feito por meio do Programa Turista Seguro, com foco no turismo esportivo e do qual a Tokio Marine é a seguradora ofi cial. “Esse seguro tem como característica garantir cobertura para os 11 mil pilotos cadastrados na CBA que venham a participar de alguma prova. Além dos pilotos, também estão cobertos os organizadores, pessoal de apoio e dirigentes das federações e CBA.

Vale ressaltar que 99% dos pilotos são amadores e as provas são de regularidade. Pela parceria, qualquer prova, desde kart amador júnior, que envolva piloto cadastrado/regularizado na CBA, tem cobertura do nosso Programa de Assistência. O custo é bancado exclusivamente pela entidade, inclusive para o pessoal de apoio e dirigentes”, detalha Nancy. O plano adotado pela CBA é o Premium, com as seguintes coberturas, exclusivamente por acidente:

• Reembolso das Despesas Médicas, Hospitalares, Odontológicas e Farmacêuticas, até o limite de R$10 mil, com a possibilidade de utilização da Rede Médico/Hospitalar Credenciada da seguradora, caso exista na região ou proximidades;

• Morte com IS de R$100 mil por segurado;

• Invalidez Permanente, até o valor de R$100 mil;

• Assistência Funeral ou Traslado.

 

capacitação | profissional

Cursos para atender necessidades do mercado

A Escola Nacional de Seguros ampliou o leque de cursos oferecidos com conteúdo voltado exclusivamente ao mercado de seguros. São cursos técnicos que cobrem praticamente todas as carteiras e setores do mercado, além de cursos superiores e de pós-graduação, com ênfase para as pesquisas

Kelly Lubiato

O mercado de seguros brasileiro conta com uma instituição fundada com o objetivo de fomentar o seu desenvolvimento, através da difusão de conhecimento.

Hoje, o principal papel da Escola é fornecer ao mercado profissionais com conhecimentos específicos para o setor, sejam nas áreas técnicas ouem nível superior. Deacordo com o diretor de ensino superior, Cláudio Contador, a grande dificuldade do mercado é avaliar a qualificação do profissional. “Com o crescimento do setor, será cada vez maior a demanda por profissionais experientes e com formação específica”, orienta o educador. A Escola, desde 2005, foi credenciada pelo Ministério da Educação para formar turmas de curso superior. Nas cidades de São Paulo e Rio Janeiro é possível frequentar o curso de Administração com ênfaseem Seguros e Previdência. Alémdisso, para quem deseja se especializar no tema, a Escola oferece cursos de MBA em parceria com diversas instituições internacionais.

“O mercado aberto trouxe um desafio para os profissionais do setor, mas o interesse ainda é pequeno diante da importância de se adquirir experiência internacional”, lamenta Contador. Ele também lembra que a língua ainda representa uma barreira para quem deseja frequentar cursos no exterior.

A Escola também oferece bolsas de estudo para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao mercado de seguros. Estudantes de atuária são os mais beneficiados. “Temos todo interesse em trazer pessoas com ‘cabeça boa’ para o setor. Os trabalhos prontos, viáveis comercialmente, são disponibilizados para todo o mercado”, explica o executivo. Ele destaca que um dos principais convênios écom o Institutode Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na área de atuária.

“É fundamental gerar o conhecimento, mas é imprescindível que o mercado tenha capacidade para absorvê-lo”.

Demanda constante

Quando o assunto é ensino técnico, a Escola Nacional de Seguros não tem concorrentes. O principal deles, o curso de Habilitação paraCorretores de Segurosé fundamental para aquelas que aspiram tornarem-se corretores. Depois da regulamentação da Susep, os cursos de certificação técnica também adquiriram maior importância.

“Nosso trabalho é a formação de corretores de seguros ea capacitação dos funcionários das seguradoras”, afirma Maria Helena Monteiro, diretora de ensino técnico da Escola.

Neste momento, há cerca de 50 cursos técnicos em andamento em uma das quase 60 unidades da Escola em todo o território nacional. Há desde workshops, com duração de três horas, até os cursos mais extensos, como o técnico de capacitação para seguros de linhas financeiras e responsabilidade civil profissional, com 90 horas/aula.

Maria Helena conta que, em locais mais afastados dos grandes centros, é a Escola quem procura os alunos. “Conversamoscom o Sincor eSindseg local, fazemos contatos e convidamos as pessoas para assistirem uma palestra. Havendo demanda, introduzimos um curso”.

Por outro lado, nos grandes centros, além dos cursos realizados nas dependências da Escola ainda existe a possibilidade de cursos “in company”, encomendados por grandes corretoras e seguradoras que necessitam de mão de obra especializada.

“Temos a capacidade de montar cursos de qualquer área ligada ao mercado. Uma das grandes carências atuais do mercado é por subscritores de riscos. Formamos 120 profissionais e ainda há demanda para esta área, que foi beneficiada pela abertura do mercado de resseguros”, conta Maria Helena.

Para levar adiante esta discussão sobre as necessidades do mercado por profissionais capacitados, será realizado o Encontro de RH do Mercado de Seguros, reunindo seguradoras e grandes corretoras para discutir a formação profissional e as necessidades do mercado.

Para efetivar todos estes cursos, a Escola busca no mercado profissionais que queiram compartilhar seus conhecimentos e que acabam tornando-se professores. “O conhecimento técnico eles já têm. Nós transmitimos a eles a parte didática através de treinamentos. Ou, ainda, buscamos especialistas internacionais”, pontua a executiva.

Para ela, 2012 foi um ano intenso e a busca por profissionais melhor qualificados será intensificada no próximo ano. Certamente, a Escola Nacional de Seguros ultrapassará a marca de 10 mil alunos por ano, em 2013.

 

aniversário | sindicato

70 anos de história

Sindseg-SP comemora aniversário com lançamento de livro com dados históricos e depoimentos de quem contribuiu para a construção da entidade, além de almoço festivo

O Sindicato das Seguradoras de São Paulo (Sindseg-SP) completou 70 anos de existência e, para comemorar a data, formatou um livro contando a história da entidade. A publicação, com tiragem de mil exemplares, traz documentos  históricos relacionados ao mercado de seguros e depoimentos de quem fez parte da construção da entidade. O livro foi distribuído em almoço comemorativo realizado no dia 25 de setembro, no Buffet Torres, em São Paulo.

“O setor de seguros tem se pautado por uma conduta ética, valorizando o planeta, o ser humano e tentando ser pró-ativo no que é construtivo. Buscamos fazer um sindicato pró-ativo e não simplesmente reativo”, analisa o atual presidente do Sindicato, Mauro Cesar Batista. Ele conta que um dos assuntos que mais gera demanda é o aumento do número de roubo e furto de veículos. Como resposta, o Sindicato “trabalha intensamente”com a Secretaria de Segurança Pública do Estado na busca de ações para resolver questões como essa. “Somos parceiros e atuantes. Um exemplo é o nosso investimento no  Disque Denúncia, iniciativa do Instituto São Paulo Contra a Violência”, destaca Batista.

Cultura do Seguro

Além de auxiliar no combate à violência, o Sindicato colabora para divulgar a “cultura do seguro”, com projeto de mesmo nome. A iniciativa é dividida em três ações e realizada em parceria com o Sincor-SP. Uma delas é a “Educar para Proteger”, voltada a estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada, com o objetivo de disseminar conceitos de proteção, cidadania e consciência sobre a importância do seguro. Este projeto já visitou três mil instituições de ensino e tem como meta alcançar 100 mil alunos até o meio de 2013.

Já o “Seguro em Todo o Estado” apresenta aos formadores de opinião, empresários e autoridades municipais a importância social e econômica do seguro. Em cinco anos de existência, o programa percorreu 16 cidades no estado de São Paulo e já foi visto por seis mil pessoas. O consultor Luiz Marins faz uma exposição sobre a economia e o potencial da região onde o programa é apresentado. Números e estatísticas atualizados sobre o mercado de seguros também são exibidos.

A terceira parte do projeto é formada pelo “Cultura do Seguro Universitários – Pense Seguro”, programa que consiste em oferecer palestras a alunos de universidades sobre os benefícios do seguro. Esta ação é realizada em parceria com o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola). “Estes projetos ajudam a mudar a imagem do setor”, comemora Batista.

Clique aqui é baixe o PDF da Revista Apólice Edição 167

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