APÓLICE: Como foi a sua decisão de fazer parte e, posteriormente, dirigir uma entidade?

Alexandre Camillo: Depois de 20 anos trabalhando com seguros, sendo 10 deles já como corretor, percebi que era preciso participar mais das atividades da categoria, estar mais próximo às lideranças, enfim, entender mais o processo político e ver se podia contribuir participando mais dos debates e ações futuras. Iniciei este processo procurando ser convidado para sócio do CCS-SP, lembrando que desde que abri minha corretora em 1990 imediatamente associei-me ao Sincor.  Tornei-me sócio do CCS-SP em 2000 e a partir daí fui me envolvendo cada vez mais, fui secretário na gestão 2002/2004, tornei-me diretor social do Sincor-SP de 2005 até hoje, fui 2º vice-presidente do Sincor-SP na última gestão de Leoncio de Arruda de 2007 a 2010, voltei a ser secretário do CCS-SP na gestão de 2010 a 2012. Estou neste momento também como diretor administrativo da Cooperativa de Crédito dos Corretores de Seguros e agora acabo de ser eleito Mentor do CCS-SP pelo biênio 2012/2014. Acredito que até aqui tive a oportunidade de ajudar em várias decisões, mas o desejo inicial de participar e contribuir só fez aumentar, por isso essa imensa alegria em assumir essa instituição com tamanha trajetória de trabalho e realizações ao longo de 40 anos.

APÓLICE: Por que o CCS-SP é uma entidade forte?

Alexandre Camillo: O CCS-SP teve um papel fundamental na manutenção dos debates promovidos no Sincor-SP e, porque não dizer, na sua própria consolidação, uma vez que quando da época do regime militar o sindicalismo, mesmo que patronal, não era bem visto. Não sendo possível uma atuação direta no sindicato, 25 bravos corretores transferiram suas ações ao Clube, com sua fundação em 1972. Tão expressivos e participativos eram esses corretores que transferiram toda sua credibilidade e respeito no mercado a instituição que em razão disso já nasceu pujante.  A alta capacitação, profissionalismo e influência de seus associados mantêm o CCS-SP vigoroso até os dias atuais. Temos no clube o que considero um “Ativo Intelectual” incomparável.

APÓLICE: Quais serão os seus objetivos na gestão 2012/14?

Alexandre Camillo: Entre eles, resgatar a atratividade do Clube para novos e promissores corretores de seguros em associarem-se, por meio de amplos e qualificados debates que frutifiquem ações efetivas em prol do mercado de seguros, do consumidor e, em especial, ao próprio profissional.

APÓLICE: Você acredita que as lideranças do mercado de seguros brasileiro precisam ser renovadas?

Alexandre Camillo: Renovação é necessário em qualquer processo de administração, público, privado, institucional, enfim, todos eles, mas o entendimento e aplicabilidade sobre renovação não pode ou deve ser no sentido de abandono ao passado, suas conquistas e experiências, mas sim de evolução aos atos e orientações que nos fizeram chegar até aqui.

APÓLICE: Sobra tempo para gerir o seu próprio negócio?

Alexandre Camillo: Tenho atualmente duas corretoras de seguros, cada uma atuando em nichos distintos e uma Autoridade de Registro de Certificação Digital. É muito puxado somar as atividades classistas com administrar tudo isso e aproveitar esse bom momento de oportunidades de negócios que o segmento tem apontado, mas sempre procurei ter clareza empresarial para entender a necessidade dos investimentos certos na minha estrutura que permitissem a consolidação das empresas e, claro, o crescimento. Sem dúvida alguma, a composição de uma ótima equipe de colaboradores é fundamental e, graças a Deus, tenho excelentes parceiros comigo. Contudo, como diz o ditado “é o olho do dono que engorda o boi”, ultrapasso as 12h de trabalho diário, mas posso garantir que é com muita satisfação.

APÓLICE: Economistas prevêem um cenário um pouco mais apertado para 2013, economicamente falando. Qual é a saída para o corretor de seguros ampliar seus rendimentos?

Alexandre Camillo: Ao longo dos 32 anos em que atuo com seguros, nunca vi a indústria dar um passo para trás, mesmo dentro de ambientes desfavoráveis, como a alta inflação que vivenciamos. Os números de crescimento atual reforçam o que digo. Temos experimentado contínuos crescimentos de mais de 15% ao ano, enquanto o crescimento do PIB nacional está pífio. Temos um crescente mercado de consumo interno que nos garante muitas oportunidades de negócios, até porque ainda estamos longe de sua exploração na plenitude. É certo que desafios surgem a todo instante e que devemos estar atentos a eles, tanto as instituições, como os indivíduos, mas, principalmente, o corretor que estiver atento às oportunidades, investindo em seu negócio, identificando nichos e saindo da mesmice, não terá motivo para preocupação, pelo contrário.

Confira a reportagem completa na edição 168 (outubro).

Kelly Lubiato

Revista Apólice

 

 

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