Os números das vendas de aparelhos eletrônicos portáteis, como tablets, notebooks, smartphones e câmeras filmadoras e fotográficas têm batido recordes atrás de recordes nos últimos anos. Segundo dados do IDC (International Data Corporation), entre 2010 e 2011 os tablets obtiveram aumento da comercialização acima de 700% no Brasil. Em2012, aexpectativa é que haja acréscimo de cerca de 280%, chegando a 2,2 milhões de unidades vendidas. Em relação aos smartphones, este ano promete crescimento dos negócios acima dos 70%, saltando de 9 milhões para 15,5 milhões.

O mais recente desejo de consumo de milhões de brasileiros, o iPhone 5 deve chegar ao país em dezembro. Especialistas especulam que o preço médio do iPhone 5 no Brasil ficará em R$ 2,3 mil. “É um valor alto, fora dos padrões da maioria das pessoas. Porém sabemos que, ainda assim, muita gente fará esforço para tê-lo. Por isso, já começamos a pensar nos seguros para este produto, que devem ficarem torno de R$ 450 ao ano, protegendo contra danos físicos, elétricos e subtração do bem, revelando-se um ótimo custo-benefício”, adianta Nilton Dias, diretor comercial da Seguralta.

Além de atrair as atenções de ladrões, outro fator importante a ser destacado como possível revés a quem os adquire é a fragilidade dos objetos relacionada a danos causados por curtos-circuitos, raios e impactos, por exemplo. Pensando nas diversas hipóteses de prejuízos, consumidores e seguradoras têm estreitado relações para garantir o mínimo de dor de cabeça possível nos casos de situações adversas.

Os valores dos seguros costumam variar entre 12% e 15% sobre o valor total do produto descritoem nota fiscal. Porexemplo, um notebook que custa R$ 2 mil tem seguro médio de R$ 298 ao ano, já um tablet de R$ 1,7 mil tem seguro médio de R$ 260 ao ano; um smartphone de R$ 1,5 mil tem seguro médio de R$ 266 ao ano etc.

De acordo com Dias, os seguros para eletrônicos surgem como alternativa para gerar tranquilidade ao consumidor. “O seguro contribui até mesmo no modo como os produtos são utilizados. Muitas pessoas os utilizam com excesso de zelo, com medo exacerbado de que aconteça algo, inclusive deixando de usá-los em público. Com um seguro, o consumidor tende a usufruir da praticidade e tecnologia plenamente a todo instante”, alega.

Para ele, o que é feito em relação a bens como casas e automóveis, pode muito bem ser feito a bens menores, mas que são também valiosos. “Assim como propriedades maiores, esses aparelhos têm valor elevado e correm os mesmos riscos, como roubos, furtos, danos elétricos, consequências de raios, incêndios e muitas outras circunstâncias”, lembra. Para a contratação do seguro, o diretor da Seguralta alerta para a necessidade de apresentação de documentos que comprovem a posse legal do produto a ser segurado

J.N.

Revista Apólice

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