Segundo relatório da Swiss Re sobre risco de inundações no Brasil, é provável que a população brasileira exposta ao risco de inundações aumente de 33 milhões de pessoas hoje para 43 milhões em 2030. Está previsto, também, que as perdas anuais aumentem de US$1,4 para US$ 4 bilhões no mesmo período. Os estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste serão os mais afetados. Segundo estimativas, apenas na cidade de São Paulo existem cerca de 1,5 milhão de pessoas expostas ao risco de transbordamento de rios, cerca de 900.000 pessoas vivem em encostas sujeitas a inundações repentinas. De acordo com a publicação, medidas de prevenção, adaptação e transferência de riscos podem permitir que o Brasil evite percalços em seu desenvolvimento socioeconômico.

Ao longo da última década, as inundações no Brasil levaram, em média, à perda de 120 vidas e prejuízos econômicos de US$ 250 milhões anualmente. Em 2010, esse número atingiu US$ 350 milhões.

Atualmente, o socorro de emergência tem precedência sobre as medidas de prevenção. Porém, medidas de adaptação poderiam reduzir em um terço as perdas projetadas para 2030. Segundo o estudo, “dada a baixa penetração dos seguros no País, a maior parte dos prejuízos é bancada pelos orçamentos públicos e privados. Muitas vezes, o financiamento pré-evento, por meio de uma variedade de esquemas de seguro, é uma forma mais eficiente de enfrentar os ricos de inundação do que as medidas de auxílio de emergência, pois gera incentivos para reduzir comportamentos de risco. Tais medidas incluem o fortalecimento do mercado de seguros para proprietários de imóveis e empresas, esquemas de microsseguro contra inundações e soluções inovadoras de seguros para o setor público”.

Entre 2004 e 2010, as despesas de emergência com todas as catástrofes naturais ou causadas pelo homem foram de cerca de US$ 2,6 bilhões (R$ 4,8 bilhões), nove vezes mais do que os recursos aplicados em medidas preventivas nas diversas contas do orçamento federal.  Apenas os projetos de drenagem, por exemplo, poderiam reduzir os danos em quase US 587 bilhões (cerca de R$ 1 bilhão).

Porém, de acordo com o relatório, “nem todas as perdas são evitáveis, de forma que o planejamento para as consequências financeiras das enchentes deve ser parte de qualquer estratégia de atenuação de perdas. O setor de resseguros oferece diversas soluções para transferência de riscos e prejuízos por parte de proprietários de imóveis, empresas e setor público. Em termos econômicos, pode fazer mais sentido transferir riscos do que tomar medidas preventivas ou de adaptação destinadas a enfrentar eventos extremamente raros”.

O estudo revela que eventos extremos podem fazer pressão significativa sobre o orçamento público. Dada a baixa penetração dos seguros no Brasil, o setor público pode ter de apoiar os esforços de reconstrução do setor privado. De acordo com a Swiss Re, uma opção seria adquirir resseguro para as reservas públicas para catástrofes, que protege contra perdas que excederem um nível de retenção determinado. As autoridades públicas poderiam também transferir o pico dos riscos de desastres para os investidores por meio de obrigações de catástrofe.

Aplicativo

Diante a essa realidade, a Swiss Re lançou o aplicativo “Swiss Re Flood App” para iPads. A ferramenta oferece uma compreensão geral dos riscos de inundações e explica como gerenciar e garantir estes riscos. O aplicativo explora diferentes tipos de inundações e os desafios envolvidos para fazer com que elas sejam seguráveis. Ele destaca a importância da adaptação às mudanças climáticas e demonstra como informações confiáveis podem reforçar a preparação para inundações.

Para obter o aplicativo é só acessar o site http://itunes.apple.com/us/app/swiss-re-flood-risk-app/id542370433?mt=8.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crédito da foto (enchente): Daniel Marenco

Gabriela Ferigato

Revista Apólice

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