Pelo sétimo mês consecutivo, o setor de capitalização registrou crescimento expressivo nas receitas. Em julho, o faturamento alcançou R$ R$ 9.2 milhões, um avanço de 19,5% em relação a igual período do ano passado. No acumulado do ano, as empresas devolveram aos clientes mais de R$ 6 bilhões e foram pagos mais de R$ 480 milhões em prêmios, um crescimento de 19,1% e 27,2%, respectivamente. Os resultados foram recebidos com otimismo pela FenaCap.

“Não há dúvida de que o produto é um grande atrativo para quem quer acumular recursos e ainda concorrer a prêmios em dinheiro”, diz Marco Barros, presidente da FenaCap. O crescimento é atribuído, em parte, ao crescente interesse da chamada nova classe média pelos títulos de capitalização. Segundo o executivo, ainda que não sejam considerados investimento, e não possam ser comparados a qualquer outro instrumento financeiro convencional, uma vez que devolvem ao fim do período de vigência os valores depositados atualizados monetariamente, os produtos vem sendo cada vez mais procurados por aqueles que buscam uma forma simplificada de guardar dinheiro. “Capitalização é particularmente indicada para quem está dando os primeiros passos no mercado financeiro”, assinala, dizendo que é um instrumento que ajuda a desenvolver a disciplina e o controle sobre as finanças pessoais.

Para Marco Barros, quem busca a capitalização abre mão de um possível rendimento em outra aplicação para ter a chance de concorrer a prêmios e também para evitar que o dinheiro evapore da conta. “Não há como comparar um título a qualquer outro instrumento financeiro, não se trata de um investimento”, reitera. O executivo se opõe a visão daqueles que apontam a capitalização como desvantajosa em comparação a outras aplicações, uma vez que o produto não se assemelha a qualquer outro. “Isso demonstra um desconhecimento sobre as características do produto e do consumidor a que se destina” afirma, lembrando que existem hoje mais de 40 milhões de portadores de títulos de capitalização no país, um universo que engloba todas as classes sociais. “Não podemos perder de vista que nem todos os consumidores têm perfil ou renda para se expor aos riscos inerentes ao mercado financeiro”, acrescenta.

Segundo Marco Barros, como há carência para resgate, geralmente de 12 meses, e alguma perda para quem retira o dinheiro antes do fim do prazo de capitalização, os títulos acabam sendo um aliado importante para a formação de reservas, uma vez que as pessoas pensam duas vezes antes de sacar. “Fora isso, como geralmente os pagamentos são feitos por meio de débito automático e as mensalidades têm valor relativamente baixo – o tíquete médio é de R$ 26 – as pessoas vão economizando sem sentir muito no bolso e ficam satisfeitas quando chegam ao fim do prazo e verificam que, mesmo com um pouquinho por mês, conseguiram juntar algum dinheiro”, assinala.

Para o presidente da FenaCap, essas características, aliadas ao aspecto lúdico dos sorteios, explicam o fato de a aplicação em títulos de capitalização ocupar o segundo lugar na preferência dos brasileiros, perdendo apenas para a Caderneta de Poupança, conforme atestam dados de pesquisa realizada pelo Instituto Fractal, divulgados recentemente.

 

G.F.

Revista Apólice

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