Seja através dos microsseguros ou de planos de previdência para menores de idade, estas duas carteiras podem significar uma forma de entrada para novos consumidores no mercado.

O VI Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, promovido pela Fenaprevi em São Paulo, trouxe especialistas em diversos setores para abordar pontos que farão a diferença na atuação dos seguradores num futuro próximo.

Sobre microsseguros, o representante do Microinsurance Centre, Michael Mackord, enfatizou que as companhias que desejarem investir neste setor devem aguardar pelo menos sete anos para obter lucro, obedecendo os princípios da sigla S.U.A.V.E.: simple, understood, accessible, valuation and efficient (simples, fácil de entender, acessível, bem avaliada e eficiente).

Com a experiência de quem já atuou em projetos de microsseguros em diversos países, Mackord destacou que a palavra de ordem é simplicidade. “Não pode haver muitas exclusões nem dificuldades para o faturamento”, comentou.

O grande desafio para o mercado de seguros, em todas as carteiras, está na educação (formal e financeira). De acordo com o coordenador do evento, Lucio Flavio Conduru,  é possível observar que educação financeira falta a qualquer profissional em formação nas universidades.

Para ele, as empresas cumprem o seu papel se comunicando com a sociedade principalmente através da imprensa. “O tema previdência privada nunca esteve tão em alta. Hoje, as pessoas se preocupam bastante com o seu futuro e já sabem que não encontraram na previdência social a saída para o seu dilema”, ponderou.

A questão do seguro de vida está se consolidando da mesma forma que aconteceu com a previdência. Para Conduru, as pessoas das classes mais baixas já conhecem os benefícios, por exemplo, do seguro funeral e, sempre que há oportunidade, elas compram este tipo de cobertura. Para ele, isso é um começo.

A simplicidade que tanto foi comentada nas comentada nas palestras também norteia a opinião do vice-presidente da Fenaprevi, Osvaldo Nascimento. “A previdência privada só conseguiu maior destaque quando padronizou seus produtos, condições e aumentou a transparência da comunicação com o consumidor. “Todas as empresas divulgam suas taxas de carregamento e administração e, assim, o consumidor pode escolher o que é melhor para ele”, mostrou, acrescentando que a portabilidade é um caminho que mostra a liberdade do cidadão em relação ao setor.

Agora, com a queda das taxas de juros, o mercado irá atravessar um novo período, em que será necessário acumular mais recursos para garantir a formação da poupança desejada. “A queda das taxas de juros é favorável para todos no longo prazo. As empresas precisarão de taxas de gestão mais competitivas, atingindo os níveis de mercados mais competitivos”, comparou Conduru.

Kelly Lubiato

Revista Apólice

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