Mais de 80% da área agrícola do País não têm acesso aos mecanismos de proteção contra perdas de produção por problemas climáticos como o seguro agrícola, os seguros mútuos e  os programas oficiais do governo federal: Proagro, Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) e o Garantia Safra.

Os produtores rurais têm sido castigados por intempéries climáticas nos últimos anos e não contam ainda com um seguro agrícola universal. O que fazer quando a chuva não vem na hora certa ou se chega com excesso? Quando se é pego de surpresa pelo granizo ou secas prolongadas? Em tempos de aumento da frequência de estiagens e severas adversidades climáticas, o seguro agrícola tem encontrado dificuldades em avançar no Brasil, ao contrário do que se verifica em outros países.

O secretário executivo do Ministério de Agricultura e Abastecimento, José Carlos Vaz, levantou a necessidade de um estudo técnico sobre a importância do seguro rural no país. A ideia surgiu em agosto de 2011, na Reunião da Comissão Temática de Seguro Agrícola do Ministério, em que participam a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e diversas instituições.

A escolha para realizar o estudo recaiu sobre a Consultoria MB Agro, que se debruçou durante cinco meses numa avaliação sobre a importância do seguro agrícola para a economia brasileira. Os resultados do estudo foram apresentados ontem (10) em Brasília pelo sócio da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, para os Ministérios da Fazenda, Planejamento, Agricultura, Casa Civil, Desenvolvimento Agrário, além de Conab, Embrapa, Banco Central, SUSEP e representantes dos produtores rurais e seguradoras.

O trabalho apresenta oito propostas com o objetivo de contribuir na criação de um mercado de seguro agrícola eficiente, amplo, robusto e duradouro. E para chegar a elas, inicialmente a MB Agro fez um retrato da importância econômica do setor rural no país e uma análise da combinação dos riscos de produção, mercado e financeiro; e o efeito multiplicador dos problemas de perdas de produção e renda do agricultor para a sociedade brasileira. O estudo já está disponível nos portais de internet.

 

G.F.

Revista Apólice 

 

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