O mercado de previdência privada aberta fechou o mês de julho com arrecadação de R$ 3,7 bilhões. O volume de aportes no sistema é 12,81% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando R$ 3,3 bilhões ingressaram nessa modalidade de poupança de longo prazo.
No mês de julho, os dados da Fenaprevi, entidade que reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país, mostram que os planos empresariais cresceram 28,62% e novos depósitos totalizaram R$ 507,9 milhões. Os planos para menores obtiveram alta de 13,95% e aportes de R$ 129 milhões. Já os planos individuais receberam o maior volume de aportes: R$ 3,1 bilhões com expansão de 10,58%.
Segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, o crescimento a maior expansão na arrecadação dos planos empresariais deve-se ao aumento do emprego formal e com carteira assinada nesse período. “A previdência privada aberta tem sido um dos benefícios oferecido pelas empresas para dar mais segurança aos seus empregados e também para atrair e reter talentos”, afirma.
Na análise por tipo de plano, o VGBL, indicado principalmente para quem não declara imposto de renda pessoa física pelo modelo completo de declaração anual de ajustes, foi o produto preferido dos participantes. A modalidade cresceu 16,27% em julho com arrecadação total de R$ 3 bilhões. Já o PGBL, voltado para quem utiliza o modelo completo da declaração anual de ajustes do imposto de renda pessoa física, arrecadou R$ 475,5 milhões em julho, alta de 7,39% frente ao mesmo mês no ano passado.
Com o desempenho, a carteira de investimento do sistema (total de recursos das diversas modalidades de ativos) contabilizou R$ 246,6 bilhões em julho, volume 22,16% maior que os R$ 201,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.
De acordo com o balanço da Fenaprevi, a carteira do VGBL obteve alta de 30,02%, passando de R$ 108,7 bilhões para R$ 141,4 bilhões. Já o PGBL cresceu 15,93% no período. A carteira do produto passou de R$ 52 bilhões para R$ 60,4 bilhões. Por fim, a carteira de planos tradicionais passou de R$ 40,4 bilhões para R$ 44,1 bilhões, alta de 9,31%.
As provisões – recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar – somaram R$ 238 bilhões em julho de 2011, alta de 22,74% em relação a julho de 2010 quando as provisões totalizaram R$ 193,9 bilhões. As provisões dos planos VGBL, correspondendo a expectativa do mercado, tiveram o crescimento mais expressivo (30,02%), passando de R$ 109 bilhões em julho de 2010 para R$ 141,8 bilhões em julho de 2011.
As provisões de PGBL cresceram 15,78%, sendo que as provisões do produto passaram de R$ 51,8 bilhões em julho do ano passado para R$ 59,9 bilhões em julho deste ano. As provisões dos planos tradicionais passaram de R$ 32,5 bilhões em julho de 2010 para R$ 35,6 bilhões no mesmo mês em 2011 – alta de 9,74%.
Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de depósitos no sistema de previdência complementar, com 59,59% do total, seguidos pelos PGBL, com 25,20% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 14,99% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os Fapi – completam a equação, com 0,20%.
A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em julho com 31,23% do total arrecadado, seguida pela Itaú Vida e Previdência (25,54%), BrasilPrev (19,91%), Caixa Vida e Previdência (6,91%), Santander Seguros (6,47%), HSBC Vida e Previdência (4,64%), Safra Vida e Previdência (1,10%), Icatu Seguros (0,97%), Sul América (0,72%), Porto Seguros (0,61%. As demais seguradoras somam, no total, 1,91% da arrecadação.
Em relação ao resultado acumulado de janeiro a julho de 2011 os planos de previdência arrecadaram R$ 28,7 bilhões, crescimento de 23,80% na comparação com o acumulado do ano anterior. O crescimento foi puxado pelo VGBL que somou R$ 23,3 bilhões, alta de 28,06% frente ao acumulado de 2010.
Os planos PGBL apresentaram alta de 15,63% no período com arrecadação de R$ 3,4 bilhões. Já os planos tradicionais registraram queda de 3,60% e arrecadaram R$ 1,8 bilhões em comparação aos R$ 1,9 bilhões no acumulado de 2010.
No resultado acumulado do ano os planos individuais obtiveram o melhor desempenho com arrecadação de R$ 24,1 bilhões, um crescimento de 24,18%. Já os planos empresariais somaram R$ 3,6 bilhões, alta de 22,29%. Os planos para menores, por sua vez, acumularam 934,5 milhões, expansão de 20,38%.

G.F.
Revista Apólice

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