Uma análise realizada pela Brasilprev Seguros e Previdência S.A. mostra que o brasileiro está mais consciente da importância da poupança de longo prazo e investe mais em previdência. Estas informações partem dos dados divulgados pela Susep sobre o crescimento da arrecadação no mercado vivo nas diferentes regiões do país. Entende-se como “mercado vivo” as modalidades de planos de previdência privada que são comercializados atualmente, ou seja, o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).
Os dados revelam que os investimentos em previdência privada por parte da população brasileira cresceram fortemente nos últimos 12 meses, tanto em arrecadação como no valor médio mensal aportado nos planos. “Apesar de a região Sudeste ser ainda a responsável pela maior parte dos recursos investidos em previdência – 68,8% – fica evidente que todas as regiões do país estão ganhando com a evolução da economia brasileira. Hoje, percebemos que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste cresceram acima do Sudeste e Sul em arrecadação no mercado vivo, o que há alguns anos pareceria impossível”, afirma André Camargo, superintendente de Gestão Estratégica da Brasilprev.
A análise revelou, ainda, que a Brasilprev vem conquistando espaço nestas regiões ao longo dos últimos anos, registrando crescimento na arrecadação do PGBL e VGBL acima da média do mercado em quatro delas (NE, CO, SE e S). Atualmente, é líder em nove estados, o que representa 32,06% do setor do país. Em maio de 2011, a Brasilprev realizou um estudo em sua base de clientes com planos PGBL e VGBL, que totaliza 1,08 milhão de participantes, a fim de identificar o perfil destas pessoas. Para Sandro Bonfim, gerente de Inteligência de Mercado da companhia e responsável pelo estudo, a análise realizada nas cinco regiões brasileiras mostrou que, dos mais de 1 milhão de clientes das modalidades PGBL e VGBL, 54% são do sexo masculino, 54% optaram pela tabela regressiva do Imposto de Renda e 42% têm os planos Brasilprev Júnior, voltado a clientes com idade entre 0 e 21 anos. “O tíquete médio, ou seja, o valor investido mensalmente, é de R$ 248”, complementa o executivo. Segundo ele, o investidor tem tomado cada vez mais consciência de que a previdência privada é um dos melhores instrumentos de poupança para arrecadar recursos para viabilizar projetos de vida no longo prazo.
Bonfim destaca que no Nordeste, cujo crescimento em arrecadação foi o maior entre todas as regiões, de 28,5%, o tíquete médio é de R$ 236 – 20% maior que o registrado há um ano. “O momento atual da economia brasileira colaborou para um processo importante de distribuição de renda, fenômeno que, aliás, está acontecendo em todo o Brasil, mas sobretudo entre as pessoas da classe C, o que refletiu no incremento da indústria da previdência privada no Nordeste, assim como nos demais estratos sociais. Acreditamos que esse ritmo se manterá”, avalia.
A Região Sudeste continua sendo a que mais arrecada no mercado de previdência privada aberta: representa 68,8% de todo o montante que é captado no país, sendo 48,6% apenas no estado de São Paulo. “O Sudeste também é o que tem o maior tíquete médio do Brasil: R$ 265, valor 11% maior que o conferido no período anterior. Creio que São Paulo deverá ainda ser o carro chefe da indústria, pela concentração de renda e riqueza na região”, completa.
Já a Região Norte, cuja participação ainda é a menor do país (1,9%), registrou no mercado 21,5% de crescimento em arrecadação nas modalidades PGBL e VGBL. O tíquete médio da região aumentou em 16% e é de R$ 213. De acordo com Bonfim, tanto na Região Norte quanto na Nordeste há uma participação importante dos planos para menores. “Percebemos que o chefe da família abdica de outras despesas/investimentos para investir na educação dos filhos, daí a razão da alta representatividade dos produtos voltados aos menores nas regiões, que é de 49% no Norte e 45% no Nordeste”, explica.
A Região Centro-Oeste, que corresponde a 6,1% do todo, cresceu 23,9% nos planos PGBL e VGBL, e o tíquete médio 17%, perfazendo R$ 239.
Por fim, a Região Sul registrou crescimento de 12,3% nas modalidades PGBL e VGBL no período. Na média, o tíquete dos três estados da região, que representaram 13,6% da arrecadação do país, evoluiu 18%, batendo R$ 237.
A indústria brasileira de previdência privada aberta cresce solidamente há anos – e deve manter essa tendência. Em 2010, o setor teve um crescimento de 20,8% em arrecadação dos planos e 22% em ativos. Para os próximos anos, estudos da Brasilprev indicam que o mercado manterá esta expansão e que até 2018, os ativos totais da indústria que hoje são de R$ 241,4 bilhões (maio/2011, segundo a Fenaprevi), chegarão ao R$ 1 trilhão.

J.N.
Revista Apólice

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