O mercado brasileiro também tem muito a ganhar com absorção da quase centenária corretora norte-americana Swett & Crawford pela britânica Cooper Gay. A afirmação é do presidente da Cooper Gay Brasil, Fábio Basilone, segundo o qual a Cooper Gay Swett & Crawford, nova empresa que surge como consequência do acordo firmado há 15 dias, reúne a força e a consistência necessárias para negociar com as grandes resseguradoras mundiais condições amplamente favoráveis para os clientes brasileiros. “O cenário internacional é marcado, hoje, por forte tendência de fusões e aquisições. Os negócios estão concentrados em poucas resseguradoras e corretoras. A Cooper Gay tem muito a colaborar com o Brasil”, afirma o executivo, acrescentando que o novo gigante conta 1,5 mil colaboradores e negócios que rendem US$ 3,5 bilhões em prêmios anuais.
Fabio Basilone revela ainda que, além de importar know-how e expertise, a Cooper Gay está trazendo especialistas estrangeiros para atender aos clientes no Brasil e conquistar novas contas. Outra meta é ampliar o canal de distribuição, através de parcerias com corretores de seguros, que “podem atender, no mercado doméstico, às nossas contas internacionais”. Entre esses parceiros, está a MDS, do grupo português Sonae, importante acionista da Cooper Gay, que não opera diretamente com seguros.
O principal responsável pelas operações da Cooper Gay no Brasil diz ainda que o as atenções internacionais estão voltadas para o mercado brasileiro, não apenas pela abertura no resseguro, mas também pelas novas oportunidades que surgem no país, no vácuo da estabilidade econômica, do aumento do poder de compra da população, da possibilidade de consolidação do processo de crescimento sustentado e do anúncio de grandes projetos de infraestrutura. “São previstas grandes obras para o Brasil, o que abre um amplo leque para o seguro e resseguro”, diz Fabio Basilone, que promete novidades para os clientes locais em breve, decorrentes das negociações da Cooper Gay no exterior.

A.B.
Revista Apólice

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