O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), João Elisio Ferraz de Campos, constatou que, vinte anos depois da aprovação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a discussão sobre esse tema continua a atrair o interesse de um grande número de pessoas ligadas ao mercado segurador. Esse setor tem, se não um comportamento exemplar, pelo menos um bom comportamento em relação ao código, até porque já percebemos há muito tempo a importância do consumidor, afirmou o executivo, na abertura da I Conferência Interativa de Proteção do Consumidor de Seguros, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro,
Segundo ele, a preocupação do mercado com a satisfação do consumidor sempre existiu, mesmo que de forma pontual no passado. Hoje, contudo, ele entende que essa questão é vista como algo estratégico.
Mesmo assim, ele admite que a impressão é a de que o mercado ainda precisa fazer muito mais para ter uma boa imagem perante o consumidor, apesar da crescente e efetiva qualidade de seus serviços.
João Elisio acredita que o mercado avançou muito na questão da relação de consumo e está convencido de que o setor tem feito um sincero esforço para atender às expectativas dos consumidores. Para ele, outra contribuição indireta no grau de satisfação dos clientes refere-se à solidez do mercado.
O presidente da CNSeg lembrou ainda que o mercado brasileiro passou incólume pela crise financeira, fechando o ano de 2009 com um crescimento expressivo. De acordo com João Elisio, a receita consolidada do setor (a soma dos prêmios de seguros, excluído o ramo saúde; capitalização; e previdência privada aberta) totalizou R$109 bilhões.

Jornal do Commercio-RJ

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