A fatia de 49% do patrimônio que os fundos de previdência aberta podem destinar às ações é menor que a de 70% permitida às entidades fechadas, mas já é suficiente para lucrar. “Há uma gama imensa de papéis em que apostar”, diz o diretor de Produtos de Previdência e Investimento da Icatu, Luis Martinez.
A saída está em escolher os melhores nichos, o que é possível, delegando a tarefa a gestores independentes e especializados.
Hoje, a Icatu mantém parcerias com gestoras como GAP, BTG Pactual, Fram Capital, Orbe e Leblon Equities. Neste primeiro semestre, está negociando ainda com outras duas. Por meio do que chama de “arquitetura aberta”, o cliente de previdência da Icatu pode customizar o próprio plano, investindo nos fundos dos gestores que adotarem as estratégias que lhes agradam mais. “Eles apostam, por exemplo, em small caps (empresas com baixo valor de mercado). É totalmente diferente de tentar seguir o desempenho do Ibovespa”, diz Martinez.
Na MetLife, cada tipo de fundo de previdência – de renda fixa, renda variável ou multimercado – é gerido por uma gestora diferente e especializada.
“É difícil que uma só casa consiga performances superiores ao do mercado em tudo”, diz o diretor-executivo comercial da Metlife, Robert Craddock. A seguradora, que acaba de atingir R$ 1 bilhão de recursos geridos na previdência aberta, também busca diversificar os benchmarks (índices de referência para rentabilidade) de cada fundo.
No último lançado de renda fixa, em vez do CDI, a referência é o Índice de Mercado Andima (IMA). Nos de renda variável, em vez do Ibovespa, o IBrX.
A previdência privada aberta fechou 2009 com patrimônio de R$ 176,6 bilhões. Os fundos balanceados e multimercados têm aproximadamente R$ 13,7 bilhões.

M.S. e Thais Folego
Brasil Econômico

Deixe uma resposta