A Fundação Eletrobrás de Seguridade Social (Eletros) fechou o terceiro trimestre com uma rentabilidade acumulada de 13,5% no ano. No período, a rentabilidade nominal foi de 4% e o número de participantes ativos passou de 2.538, em dezembro 2008, para 2.626 até novembro de 2009. Com isso, o patrimônio total dos planos de benefícios alcançou R$ 2,5 bilhões e um superávit de R$ 59 milhões no ano.
A rentabilidade acumulada no terceiro trimestre do plano de Benefício Definido (BD Eletrobrás) foi de 4,3%. Os planos de Contribuição Definida (CD) ONS, CD Puro e CD Saldado tiveram uma rentabilidade de 4,2%, 3,7% e 3,1%, respectivamente. ?A Eletros possui um perfil mais conservador no plano BD em relação ao mercado porque, como gerimos o dinheiro que será usado para a aposentadoria do participante, não podemos arriscar neste momento. Buscamos sempre uma relação de boa rentabilidade que envolva poucos riscos?, destaca Sylvio Murad, diretor financeiro da Eletros.

Perspectivas 2010
Segundo os analistas da Eletros, o ano de 2010 será muito trabalhoso sob o ponto de vista da gestão. A política de investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo reflete a atenção dos analistas em relação à perspectiva de juros reais abaixo dos índices de referência, que limitou a definição de metas mais ousadas para o ano. ?Em 2010, trabalhamos com a menor probabilidade de alcançar as metas traçadas dos últimos cinco anos. Nesse período, sempre utilizamos de 85% a 95% de chances de bater a meta básica em nossas políticas, mas em 2010, estimamos entre 50 e 60% de chance de ser alcançada? explica Jair Ribeiro, consultor de risco da Eletros.
A estratégia adotada será aumentar gradualmente o investimento em renda variável, que, diante do bom momento econômico que o Brasil atravessa, tem se mostrado atrativa. No entanto, a velocidade com que a bolsa brasileira subiu em 2009 traz alguma cautela quanto à existência de certo excesso de valorização, pelo menos no curto prazo. Outra alternativa é o segmento de investimentos estruturados, liberado recentemente pela legislação. ?No que diz respeito aos investimentos estruturados, podemos citar o fundo de investimento em participações (FIP), entre os quais o FIP – Setor Elétrico, um fundo de private equity analisado e estruturado por sete outros fundos de pensão, além da Eletros? explica Jair Ribeiro, consultor de risco da Eletros.
Adicional de aposentadoria ? No final de 2008, a Fundação aprovou a adoção de um novo cálculo para o adicional de aposentadoria. A medida teve como objetivo corrigir o passivo da instituição com os participantes inscritos nos regulamentos 001, 002, 003 e 004 do Plano BD. O adicional de aposentadoria foi um benefício oferecido aos participantes e correspondia a, no máximo, 25% do Salário Real de Benefício. Com a Constituição Federal de 1988, os planos de benefício definido passaram a adotar o Teto de Contribuição para Previdência Social (TCPS) como limite para o cálculo desse benefício, em vez do salário mínimo. Recentemente, com a orientação jurisprudencial do Superior Tribunal Federal (STF), a Eletros passou a utilizar a metodologia original para o cálculo desse benefício.
A medida resultou em um déficit apurado de R$ 107,9 milhões no plano de Benefício Definido (BD Eletrobrás) ao final de 2008, que foi reduzido no exercício de 2009 principalmente em função do resultado dos investimentos. ?Apesar do cenário econômico do período e da decisão ter impactado no resultado final do balanço do ano passado, o Conselho Deliberativo aprovou a decisão da Diretoria Executiva para corrigir esse parâmetro de cálculo por entender que a Fundação tinha um passivo que precisava ser retificado. O STF nos deu o amparo legal para isso?, explica o diretor financeiro da Eletros.

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