
mercado / perspectivas 2012
Seguros deve crescer o dobro da economia nacional
Este é o prognóstico de todos os executivos do setor, entrevistados pela Revista Apólice durante a XVI Exposeg, que aconteceu em BrasÃlia.
Francisco Vidigal Filho - Vice-presidente da MarÃtima Seguros
"O ano de 2011 foi bom e teremos um crescimento de 20%, impulsionado no segundo semestre pela carteira de automóvel e, durante o ano inteiro, pela carteira de ramos elementares. Para 2012, apostamos nestas carteiras.
A MarÃtima acredita bastante na expansão regional. Este ano, abrimos Goiânia e, até o final, abriremos Recife e BrasÃlia. Estas praças devem impulsionar o crescimento da companhia no próximo ano.
O Brasil está num momento bom e o mundo inteiro está voltado para cá. O mercado de seguros vai explodir nos próximos 5 ou 10 anos e ele terá mais que o dobro da participação que tem hoje. Estamos no mercado certo e no momento certo.
Apesar de ainda ser necessário aculturar a população em relação ao seguro de pessoas, acho que o seguro de vida tem um potencial de crescimento muito grande, mas que ainda levará algum tempo para o seu crescimento aparecer com força".
Valmir Rodrigues - Diretor Executivo Nacional da Tokio Marine
"Fechamos o ano de 2011 batendo todas as metas de produção, com perspectivas de atingir uma super meta, que é dobrar o resultado que assumimos com o Japão.
O ano foi maravilhoso sob todos os aspectos. A Tokio evoluiu muito em tecnologia e nossos serviços, processos e produtos melhoraram bastante. Conseguimos aumentar a grade de corretores e estamos encerrando o ano com um trabalho intenso para dar continuidade em 2012. Considerando tudo que está acontecendo no PaÃs - obras do PAC, Pré-sal, Copa do Mundo e OlimpÃadas - nós estamos nos fortalecendo nos riscos de engenharia, garantia, mas o carro chefe ainda é o automóvel.
A Tokio tem 54 sucursais pelo Brasil todo, mas estamos preparados para crescer em vida, em bens empresarial, transporte, riscos de engenharia, garantia -, e no automóvel, que temos muitas novidades.
Tanto a Europa quanto os EUA vivem uma crise muito grande e a nossa expectativa é que cada vez venham mais recursos para cá, mais investimentos, e a Tokio quer fazer parte deste trabalho".
Laerte Tavares - Diretor Comercial da Capemisa
"No ano de 2011, a Capemisa experimentou o maior crescimento da sua história, demonstrando que a polÃtica adotada por nosso Conselho e pelo presidente está nos levando para um caminho bastante promissor. 2011 foi um ano de muitas realizações, culminando com o lançamento da Capemisa Capitalização. Agora, a empresa fica completa no segmento de pessoas, no tripé que suporta todas as nossas ações comerciais.
A princÃpio, nós vamos trabalhar nestes três segmentos - vida, previdência e capitalização. Naturalmente, como toda empresa que pensa em crescer, é possÃvel que haja uma expansão em outros segmentos, mas não é o nosso foco.
Com a chegada da capitalização, naturalmente agregamos mais um valor aos produtos de previdência e também fazemos todos os negócios de capitalização dentro de casa.
Para 2012, nossa meta de crescimento é de, no mÃnimo, 30%".
especial/XVII Congresso
Ênfase polÃtica marca encontro de corretores
Os números deste evento foram bastante marcantes: 4 mil corretores de seguros, 29 expositores na feira, 14 painéis de seguros, 4 painéis de saúde, 3 shows. Será que os polÃticos em BrasÃlia, desta vez, perceberam a importância do mercado de seguros?
Apesar de o mundo estar entrando novamente em uma crise econômica, o futuro se mostra promissor para o mercado de seguros brasileiro. Isso devido ao crescimento da classe C, ao desenvolvimento e implantação do microsseguro e à expansão das empresas e da renda das famÃlias brasileiras em geral, além das regras mais "rÃgidas" que regulamentam o setor. Cabe aos integrantes do mercado - principalmente corretores e seguradoras - driblar os entraves e aproveitar as oportunidades para crescer e se desenvolver. Foi este o pensamento que predominou no XVII Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, promovido pela Fenacor e realizado entre os dias 23 e 25 de novembro, em BrasÃlia.
Em seu discurso de abertura, o presidente da Fenacor, deputado federal Armando VergÃlio dos Santos Júnior, cobrou do governo mais atenção ao mercado. "A modernização das leis que regem o setor é muito importante para o nosso desenvolvimento", acrescentou. O deputado federal prometeu ainda que irá se empenhar para a criação de uma frente parlamentar com foco no setor. A ideia é fazer tramitar celeremente as matérias de interesse do setor e do consumidor, como o a nova Lei Geral de Seguros e a inclusão do corretor no Simples. Este, inclusive, foi assunto no discurso de representantes do governo presentes, com o senador Ciro Miranda e o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia.
Por sua vez, o superintendente da Susep, Luciano Portal Santanna, ressaltou que o corretor será de extrema importância na implantação e no desenvolvimento do microsseguro, uma vez que este produto tem como público-alvo uma população mais carente, que precisará entender como funciona o produto.
Uma novidade anunciada por ele é a intenção da Susep de promover uma campanha publicitária em prol da divulgação do seguro e do papel do corretor. Esta campanha está sendo planejada com os seguradores. "Já fizemos uma cartilha para o consumidor, temos um sistema de perguntas e respostas e todas as informações no nosso site. Porém, o corretor é o profissional que está na linha de frente, qualificado, que tem posição nobre. Nós apostamos neste profissional como forma de orientar a população e evitar a contratação de produtos junto a agentes não cadastrados na Susep", declarou.
opinião
As lições dos sinistros de petrolÃferas
Os acidentes da BP, no ano passado, e da Chevron, no mês de novembro, trazem amostras dos riscos envolvidos na exploração do petróleo
A exploração de petróleo é um tema que tem preocupado a indústria de seguros mundial. Depois do acidente da British Petroleum, em 2010, o maior do mundo, com perdas superiores a US$ 20 bilhões, temos agora o vazamento no Campo de Frade, no poço explorado pela Chevron em parceria com a Petrobras. Até o fechamento desta edição não estava certo se o seguro da Petrobras, com a Itaú Unibanco, seria acionado para indenizar terceiros. Se a causa do acidente for a exploração do poço, não há seguro e sim um auto seguro das empresas. "O seguro de exploração de um poço custa cerca de US$ 8 milhões e tem franquias de acima de US$ 100 milhões", conta um especialista da Petrobras.
O acidente e a exposição mostram que as empresas têm poucos mecanismos para enfrentar problemas de vazamento e, mesmo assim, isso não tira o apetite dos seguradores estrangeiros pelo Brasil. Pelo contrário. Quanto maior o risco, maior o desafio de estudar o tema e buscar soluções para mitigá-lo e impedir que acidentes como esse, e também o da British Petroleum, considerado o maior vazamento do mundo até agora, voltem a acontecer.
Paul O?Neil é um dos principais especialistas do mundo em seguro de petróleo. Ele é o responsável por seguros do ramo "energy", que envolve petróleo, óleo e gás na divisão Allianz Global Corporate & Specialty, subsidiária da maior seguradora do mundo. Segundo O?Neil, mesmo sendo a exploração da camada Pré-Sal um risco desconhecido, o Brasil é um dos principais paÃses do mundo para a Allianz atualmente. "Só a escala dos investimentos - cerca de US$ 225 bilhões até 2020 - já bastaria para diferenciar o setor de petróleo no Brasil do resto do mundo. É um imenso desafio".
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