2018 será ano de novos desafios para as seguradoras

Gabriel Portella, presidente da SulAmérica
Gabriel Portella, presidente da SulAmérica

Mesmo em um cenário com inflação controlada, taxas de juros mais baixas e queda também das taxas de desemprego, o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, prevê que 2018 será um ano mais difícil para o setor. Isso por conta dos ajustes que serão necessários ao mercado para obter resultado operacional, tarefa que a seguradora sob seu comando já realizou.

“2018 será um ano de volatilidade, com sinais lentos de melhora da economia”, antecipou Portella, lembrando que as eleições presidenciais devem balançar os ânimos do mercado. Entretanto, ele acredita que a sua companhia não será afetada por estes percalços, uma vez que conseguiu bons resultados mesmo no último período de crise. “O mercado de saúde perdeu quase 3 milhões de beneficiários e nós continuamos crescendo”, comemorou, acrescendo que o setor de planos odontológicos deve atingir a marca de 1 milhão de beneficiários na carteira até o final de 2017.

A área de saúde, a maior da companhia, foi uma das que apresentou mais novidades em 2017. Mauricio Lopes, vice-presidente de Saúde e Odonto, falou sobre o Pediatra em Casa, um serviço que permite agendar atendimento pediátrico em domicilio na cidade de São Paulo para dependentes de até 12 anos de idade. “Outra inovação que colocamos em nosso aplicativo foi o reembolso online, que acabou com a circulação de papeis”, enfatizou.

Orquestra de Ouro Preto, patrocinada pela SulAmérica
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A seguradora também está lançando o seu aplicativo de telemetria, o SulAmérica Auto.Vc, para entender melhor o comportamento do segurado e poder, em um segundo momento, precificar de forma mais adequada o seguro de automóvel. Eduardo Dal Ri, vice-presidente de Automóvel, explicou que, sem fazer nenhuma pergunta ao segurado, consegue obter informações importantes para reverter em benefício do segurado.

Sobre a questão da não aceitação de seguro de automóvel no Rio de Janeiro, Dal Ri afirmou que a seguradora não adotou esta postura. A Sulamérica possui posição de liderança na cidade e disse que está aceitando propostas com os devidos ajustes. “O nosso problema não é apenas o aumento da sinistralidade, mas a variação abrupta que precisa ser incorporada aos cálculos atuariais”.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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