Brasileiros amam animais, mas quase não compram seguro Pet

pet cachorro

Uma pesquisa atualizada e expandida, realizada pela Finaccord, consultoria financeira de Londres, esclarece como donos de animais domésticos e as tendências de seguros para os bichinhos variam significativamente em diferentes países e grupos de consumidores. As conclusões foram extraídas das “Métricas Pet” – uma série de relatórios baseados em uma pesquisa com mais de 12,5 mil consumidores da Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos; sendo que desses, chineses e estadunidenses somam cerca de 2 mil entrevistados, no Brasil foram 1,5 mil e um pouco mais de 1 mil pessoas nos outros sete países.

Consumidores brasileiros estão mais propensos a ter um Pet

O que talvez possa surpreender  – dada à reputação de uma nação de adoradores de animais – é que o Reino Unido na verdade ficou em penúltimo lugar quando o assunto é ter um animal, com apenas 48% dos entrevistados afirmando que possuíam um ou mais animais. Mesmo assim, esse percentual foi muito maior que o da China, último colocado, país no qual apenas 29% das pessoas afirmaram ter animal de estimação. Do outro lado do espectro, 64% dos brasileiros disseram ter um ou mais animais, acompanhaos pelos resultados de Itália e Espanha, que ficaram com 60% e 61%, respectivamente. Há também variações na América do Norte: os estunidenses são mais propensos a ter um Pet do que os canadenses.

“Os cachorros são mais populares no Brasil, superando os gatos por uma margem considerável: 45% dos brasileiros têm um ou mais cachorros, enquanto apenas 24% tem um ou mais gatos”, comenta Amandas Ong, consultora da Finaccord. “De fato, cachorros aparece em maior quantidade em sete dos 10 países, apesar de gatos serem preferidos no Canadá, na França e na Alemanha”, completa.

Mulheres são mais propensas a ter animais

De maneira geral, não há nenhuma evidência que sugira que pessoas com maior poder aquisitivo estejam mais ou menos propensas a ter um bicho de estimação do que aqueles com menor poder aquisitivo. De forma similar, não há nenhuma relação clara ou consistente entre a idade das pessoas e o desejo de ter um animal. Por outro lado, as mulheres que responderam a pesquisa estariam mais dispostas a ter um pet do que seus pares masculinos em todos os dez países paqrticipantes, as porcentagens para mulheres e homens ficaram em torno de 56% e 47%, respectivamente.

Quanto à penetração de seguros para pets, os cachorros têm mais proteção do que os gatos ou outros animais – como porcos-da-índia, papagaios ou tartarugas – na maioria dos países, exceto em dois. Os que se diferenciam são Brasil, onde os donos costumam fazer seguro para outros bichos que não gatos e cachorros e a China, onde os gatos têm mais seguro do que cachorros. Já na Alemanha, os donos de cachorros compram mais seguros para seus pets do que os donos de gatos, porque por lá há regras rigorosas e alta aceitação dos seguros de responsabilidades envolvendo os cães no país.

Reino Unido continua sendo o mercado mais desenvolvido no seguro pet

O Reino Unido aparece com a maior proporção na compra de seguros para animais. Esse fato considera os seguros contratados especificamente para esse fim, desprezando aqueles que estão embutidos em outros tipos de apólices. Os entrevistados do país também são, de longe, os que mais contratam seguro para os dois principais riscos: cobertura de despesas veterinárias por acidentes e por doenças. “O mercado de seguros específicos para pets no Reino Unido é no presente muito mais desenvolvido que nos outros nove países, ainda que deva ser ressaltado o fato já citado de que os entrevistados da terra da da rainha não são tão propensos a ter bichos de estimação”, afirma a consultora.

A pesquisa também aponta que os donos mais jovens tendem a se importar mais com o seguro para seus bichinhos do que os entrevistados mais velhos.

Outro ponto importante é que, embora elas estejam mais dispostas a ter bichos do que eles, homens tendem a contratar mais seguros do que elas quando decidem criar um animal. A pesquisa demonstra ainda que em todos os dez países a faixa de idade dos bichinhos que têm seguro está entre um e cinco anos.

Fonte: Finnacord

A.C.
Revista Apólice

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