Mega-ciberataque derruba sistemas de comunicação ao redor do mundo

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ATUALIZADO EM 12/05/2017, às 16h42 – Um mega-ciberataque derrubou sistemas de comunicação de empresas e serviços públicos em diferentes países durante a manhã desta sexta-feira (12).

Na Espanha, ataques atingiram “um número elevado” de empresas. A rede interna da Telefônica foi hackeada, e funcionários foram orientados a desligar seus computadores. Relatos de funcionários indicam que também foram afetados os sistemas da seguradora espanhola Mapfre e do banco BBVA.

Nas telas, apareciam mensagens pedindo o pagamento de um resgate em bitcoins equivalente a US$ 300 (R$ 940) para reativar o sistema – o valor deveria subir com o passar do tempo.

No Reino Unido, ao menos 16 hospitais públicos enfrentaram problemas após um ataque análogo contra seus sistemas de tecnologia. O bloqueio de computadores impediu o acesso a prontuários e provocou o redirecionamento de ambulâncias.

Há também relatos de problemas em computadores em Rússia, Japão, Turquia, Filipinas, Alemanha, entre outros.

Informações preliminares da imprensa espanhola indicam que os ciberataques têm origem na China.

Costin Raiu, diretor da empresa russa de cibersegurança Kasperky, disse nas redes sociais que foram registrados mais de 45 mil ataques em 74 países e que o número “está crescendo rapidamente”.

O ataque é resultado de um vírus “ransomware”, que exige um resgate para desbloquear o acesso a arquivos e o retorno do funcionamento do sistema operacional, e se espalhou por meio de uma falha do Windows.

A Microsoft reportou a falha de segurança em março e recomendou a atualização de versões em diversos sistemas operacionais.

O site NoMoreRansom, que combate esse tipo de vírus, desaconselha o pagamento de resgate, pois o retorno do funcionamento não é garantido.

Brasil

Começam a surgir no Brasil os primeiros relatos de efeitos do ataque. Dentre as empresas afetadas estão a sede brasileira da Telefônica/Vivo, em São Paulo, além do Tribunal de Justiça de São Paulo, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo e o Ministério Público do Estado de São Paulo. Ainda não está claro, porém, o alcance dos ataques no País.

De acordo com fontes ouvidas pelo Estado, os funcionários da Telefônica/Vivo foram orientados a desligar os computadores e desconectar todos os dispositivos da rede corporativa. No início da tarde, a empresa orientou os funcionários do prédio administrativo a deixarem a empresa, já que apenas um número reduzido de executivos e funcionários formariam um comitê de crise para resolver o problema. A empresa não confirma oficialmente as informações sobre a dispensa de funcionários e afirma continuar operando normalmente.

Já no Tribunal de Justiça de São Paulo, segundo relatos de fontes, uma tela com o ataque de sequestro de computadores apareceu em alguns computadores exigindo pagamento para liberação dos arquivos da máquina – o chamado ataque de ransomware. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que pediu para os funcionários desligarem os computadores. O site do Tribunal de Justiça de São Paulo está fora do ar, assim como os sites do Ministério Público de São Paulo e do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

A assessoria de imprensa do Santander afirmou que não teve suas operações afetadas no Brasil nem em outros países. Funcionários da empresa no Brasil relataram problemas nas redes internas.

Fonte: Folha de S.Paulo e Estadão

L.S.
Revista Apólice

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