riscos

Pela primeira vez em 12 anos, os riscos ambientais estão entre as principais preocupações de especialistas em negócios e sociedade civil em todo o mundo, aponta o Global Risk Report 2017. O estudo, desenvolvido pela the World Economic Forum junto com seguradora global Zurich e com instituições financeiras e acadêmicas, mostra uma crescente atenção ao impacto de riscos ambientais como eventos climáticos extremos, desastres naturais, desastres causados pelo homem e falha na mitigação ou adaptação às mudanças climáticas no cotidiano das populações.

O relatório também mostra que a instabilidade e a crescente desigualdade social figuram como tendências para os próximos dez anos, trazendo os riscos do desemprego estrutural ou subemprego. De acordo com Edson Franco, presidente da Zurich no Brasil, cuidar das organizações significa considerar tudo o que pode afetá-las e, no atual contexto global, um gerenciamento de risco eficaz deve levar em consideração as interdependências entre eles.

“Acreditamos serem fundamentais as iniciativas que contribuem para melhorar o entendimento da sociedade em relação aos riscos, pois faz com que as pessoas reflitam e busquem as melhores formas de se precaver contra as ameaças”, diz o executivo.

Outra conclusão do estudo é que a sociedade não está acompanhando o ritmo da evolução tecnológica. Das doze tecnologias emergentes analisadas no relatório, os especialistas descobriram que a inteligência artificial e a robótica têm os maiores benefícios potenciais, mas também os maiores efeitos negativos potenciais com maior necessidade de governança.

“Vivemos um momento de ruptura, no qual o progresso tecnológico também cria desafios”, declara Cecilia Reyes, Chief Risk Officer da seguradora. “Sem a governança apropriada e a renovação das habilidades dos trabalhadores, a tecnologia vai eliminar funções mais rápido que a criação destas. Os governos não podem mais oferecer níveis históricos de proteção social, e se instalou uma narrativa contrária ao que é praticado atualmente. A cooperação é essencial para evitar a deterioração futura de finanças governamentais e a exacerbação da instabilidade social”, afirma.

A interconectividade de risco é uma questão importante abordada no Global Risk Report 2017. Para John Scott, Chief Risk Officer da Zurich para Commercial Insurance, a conectividade de gerenciamento “é a receita do sucesso para o futuro da gestão de riscos”.

L.S.
Revista Apólice

Deixe uma resposta