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Aprovada pelo Conselho Diretor da Confederação, a nova Comissão de Gestão de Riscos terá em seu radar temas relevantes para o mercado, incluindo ORSA (auto avaliação de solvência e risco), questionário de risco, regras de utilização para fator reduzido de capital, modelos internos, outros temas ligados a capital de risco e ajustes no PLA (patrimônio líquido ajustado), com reflexo direto na solvência das empresas.

“A Circular Susep 521, de julho de 2015, estabeleceu que as empresas deverão implantar suas Estruturas de Gestão de Riscos, as quais deverão prever processos, metodologias e ferramentas para identificar, avaliar, mensurar, tratar e monitorar, tanto em nível individual como agregado, todas as exposições a riscos atuais e emergentes. Isto tornou latente e irrevogável a necessidade de um fórum permanente e robusto que pudesse discutir e acompanhar estes temas de forma mais eficiente”, explicou a superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, Karini Madeira.

Em paralelo à implementação desta estrutura organizada pela CNseg, ela lembra que, pela Circular 521, também é exigido das empresas nomear, até 31 de dezembro de 2016, um Gestor de Riscos, com a suficiente qualificação e experiência, que será responsável por supervisionar continuamente os processos e procedimentos relacionados à gestão de riscos da entidade.

Karini acrescenta que, na Comissão, as discussões não se limitarão àquelas exigidas no âmbito da Susep. “Com a criação da Comissão, queremos ensejar a troca de experiências entre estes profissionais, contribuindo para a implementação de estruturas sólidas de gestão de risco, além de criar um grupo coeso e fortalecido, que possibilite o debate com os órgãos reguladores mais amadurecidos e alinhados com o planejamento estratégico da CNseg”, afirma.

Composição

A comissão seguirá o Regimento Interno das Comissões Temáticas da CNseg. Logo será composta por até oito membros indicados por cada Federação e pela própria CNseg. E é muito provável que os futuros integrantes saiam do antigo Grupo de Trabalho de Gestão de Risco.

A expectativa é que grupo se reúna ainda no primeiro trimestre de 2017. Em parceria com a Susep, o grupo discutirá um documento de orientação, nos mesmos moldes de outros já publicados pela autarquia, que ajudará as associadas na implantação da estrutura de Gestão de Risco, além de debates e troca de experiências no âmbito da própria comissão.

Fonte: CNseg

L.S.
Revista Apólice

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