César, da AxismedMuitas empresas estão com suas atenções voltadas para o uso da Inteligência de Negócios na gestão de saúde. Esta preocupação premente e inevitável tem justificativa a partir de um cenário constituído por envelhecimento populacional, aumento da incidência de doenças crônicas e dos índices de absenteísmo no mercado corporativo. E é no conhecimento que está a resposta para atuar sobre essa realidade.

Cada vez mais vistas como verdadeiras aliadas no segmento da saúde, as ferramentas de Business Intelligence (BI) proporcionam uma integração efetiva de dados, a fim de mapear e conhecer a saúde das pessoas. É uma ferramenta poderosa que permite conhecer e entender o perfil clínico, os hábitos e o estilo de vida de seus funcionários e dependentes, contribuindo para uma atuação mais efetiva, com maior controle e resultado.

Um estudo realizado pela AxisMed, empresa que pertence ao grupo Telefónica, ressalta a importância das ferramentas de Business Intelligence na saúde corporativa. Segundo os dados, as corporações que utilizam informações de forma dinâmica e estruturada conseguem tomar decisões rápidas e assertivas, pois seus planos de ações são efetivos.

Apenas 15% das empresas avaliadas revelaram ter domínio de informações sobre a saúde corporativa e adotam programas de gestão. Outras 51% têm conhecimento da realidade de seus funcionários e dependentes, mas suas iniciativas ainda encontram-se em estágio inicial. Já 32% das companhias estão cientes da relevância do tema, mas não as colocaram em prática, enquanto 2% simplesmente não fazem nada.

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O uso do BI fornece aos gestores um escopo completo da sua população e de todos os departamentos da empresa, possibilitando mais organização no gerenciamento de resultados. Além disso, também propicia o detalhamento de todas as questão ligadas à área operacional, como o mapeamento do quadro clínico do paciente e análise de riscos, para que se atinja a eficácia no atendimento. Assim, evita-se duplicidade de exames, consultas desnecessárias e visitas constantes em prontos-socorros.

Exemplo disso é screening populacional, que consiste no levantamento do risco de saúde dos funcionários e dependentes, seja por meio da análise das contas médicas (número de consultas e exames), do uso farmacêutico ou frequência de utilização. Com base nestas informações, é possível mapear o perfil de risco do grupo estudado e, a partir daí, estabelecer ações de prevenção e gerenciamento específicas para cada situação.

Com o screening é possível identificar procedimentos específicos que podem indicar a necessidade de acompanhamento em relação a alguma doença crônica, quem mais utiliza a rede credenciada ou busca atendimento fora da rede, ou mesmo uma utilização contínua sem motivo aparente.

A possibilidade de obter rapidamente informações amplas e detalhadas também permite que os profissionais de saúde respondam a situações de risco com mais precisão e eficiência. A ferramenta armazena relatórios e indicadores com dados de exames, hábitos alimentares, internações, altas, entre outras informações sobre os pacientes. A demonstração da plataforma, eficaz para acompanhar a qualidade do serviço que está sendo oferecido, gera também confiança aos futuros clientes ou prospects.

Concluindo, para atingir a eficácia na gestão de saúde populacional é fundamental que as empresas disponham de uma ferramenta que ofereça periodicamente um perfil atualizado de monitoramento de crônicos, que informe os funcionários sobre os trabalhos de gestão da empresa e que apresente subsídios para definir planos estratégicos, identificando grupos segmentados de atuação.

 

* Cesar Rodriguez Dominguez é diretor global de eHealth da Telefónica e membro do Conselho de Administração da AxisMed