1º ConsegNE – A maior preocupação dos seguradores, neste momento, é recuperar o desempenho do seguro automóvel com novas alternativas de produtos e serviços. O diretor geral da Porto Seguro, Rivaldo Leite, mostrou que mais de 11 milhões de buscas pela palavra “seguro” são feitas por mês no Google. Mesmo em um momento de crise, este número não cai. Dados do Google mostram, ainda, que osSeguro saúde teve aumento de busca de 15%, seguro auto, 10%, seguro residencial, 30%, seguro de vida, 29%, seguro celular, 10% e seguro viagem, 3%.

Leite mostrou a influência do mundo digital nas vendas físicas, pois 20% das vendas em lojas foram precedidas por uma visita online, 50% das visitas acontecem no mesmo dia da compra na loja. A tendência é que as pessoas pesquisem antes na internet e depois visitem uma loja. 27% das buscas por seguros é feita no mobile. “O corretor de seguros tem a oportunidade de diversificar a sua carteira, porque o consumidor quer comprar outras coisas. Preciso, como corretor, buscar outras receitas”, exercitou Leite.

Erico Melo, presidente do Sincor-SE e mediador do debate, disse que houve queda das vendas de seguro automóvel e que este é o momento de mostrar ao mercado que o seguro auto-popular não pode canibalizar o setor. “Precisamos ter mais um produto na prateleira para combater os seguros piratas”, sentenciou Melo.

O vice-presidente da Liberty, Marcos Machini, destacou que o recuo do seguro de automóvel se dá pela queda da renda e por um fator psicológico, além da queda da produção de automóveis novos. Ele afirmou que os corretores não têm concorrentes, mas devem se relacionar em novos círculos, porque se usar o produto para reter o cliente que já existia, ele pode não querer outros produtos quando a economia se recuperar. “Entretanto, se retermos os clientes com a criação de novos produtos, teremos a tendência de sair mais fortes da crise”, previu Machini.

O diretor da Bradesco Seguros, Isair Lazarotto, disse que fortalecendo a renda do cliente será possível, no futuro, ofertar novos produtos para ele. O corretor precisa otimizar suas bases e melhorar sua produtividade com resultado e cross-selling.

Mario Ferreira, diretor de produto da Allianz, apresentou dados da atuação da companhia no Nordeste. Ele destacou o produto de automóvel em parceria com o Instituto Ayrton Senna, que devolve parte do prêmio à sociedade em forma de doação ao Instituto.

José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, falou sobre a atuação em RE e mostrou que apesar do mercado de ramos elementares ter desacelerado, a sua companhia conseguiu crescer. “Quebra da produção de bens, redução de financiamento de bens, queda de vendas no varejo, redução dos investimentos e desemprego foram fatores que afetaram diretamente o mercado de seguros. Muitas pessoas estão deixando de renovar o seu seguro, por conta destas questões”, salientou.

Porém, ele deixou uma mensagem importante: “Nós, seguradores, resseguradores, corretores e assessorias e órgãos reguladores devemos empreender para crescer a industria em relação ao PIB, crescer o consumo de seguros por habitante e divulgar a importância do seguro para a sociedade brasileira”.

Kelly Lubiato, de Natal/RN
Revista Apólice

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