Estudo analisa fragilidades previdenciárias em 18 países

Previdência é um tema amplamente discutido, mas não deve ser uma preocupação apenas dos governos. A afirmação é do economista Carlos Tejeda, diretor de Previdência da Zurich, e corrobora com as análises apresentadas no estudo Lacunas na Prevenção à Perda de Renda.

Promovida pela seguradora, a análise buscou elencar fragilidades previdenciárias em 18 países e concluiu que o tema precisa ganhar atenção da sociedade e iniciativa privada, para além das políticas públicas. “As pessoas protegem seus bens, mas falham na proteção da qualidade de vida”, afirma Tejeda.

Realizado em países como Austrália, Chile, EUA, Hong Kong, Itália, Malasia, Polônia, entre outros, incluindo o Brasil, o estudo busca, especificamente, identificar tendências (causas e consequências) que estão agravando o fenômeno das Lacunas na Prevenção à Perda de Renda (LPPR), além sensibilizar e desenvolver um entendimento sobre o que o desafio global destas lacunas representa (para indivíduos e macroeconomia). A partir destas projeções e análises, o material objetiva ainda colaborar com a reflexão dos mecanismos tradicionais para a tomada de decisões que possam modificar o cenário atual.

O levantamento sinaliza também que os produtos de prevenção à perda de renda (Vida e Previdência) ainda não são totalmente compreendido pelas pessoas, e isto vale para o mundo todo. Entre outros exemplos pautados pela análise, Tejeda aponta que 15% dos europeus que adquiriram este tipo de produto empobreceram ao longo dos anos.

“Dados da Susep apontam que o mercado brasileiro de Previdência Complementar cresce na ordem de 20% ao ano a despeito da crise”, complementa o economista ao trazer um panorama do mercado nacional.
O executivo ressalta ainda um dos principais questionamentos do estudo, que trata do paralelo entre a importância da sociedade se precaver para casos de perda de renda e o desafio do sistema previdenciário, com projeção de lacunas a média e longo prazos, devido a fatores de sobrecarga. “A crise econômica e o – já anunciado – envelhecimento da população mundial acentuam a urgência para que governo, iniciativa privada e sociedade assumam seus papeis na resolução do problema das lacunas”, finaliza.

L.S.
Revista Apólice

Deixe uma resposta