Emmanuel Dunand / AFP / Getty Images
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As indústrias de seguros e resseguros devem estar em meio aos responsáveis por pagamento de sinistros dos ataques terroristas que atingiram a cidade de Bruxelas na terça-feira, 22. Terroristas explodiram bombas matando, ao menos, 34 pessoas a deixando centenas de feridos. O primeiro ataque foi feito por um homem-bomba, no aeroporto, às 8h da manhã, horário local. Seguido por outro ataque, aproximadamente uma hora e vinte depois, na estação Maelbeek do metro.

Esses ataques deverão atingir o mercado de resseguros internacional, já que a Bélgica possui um valor compreensivo de 12 bilhões de euros em um fundo de reservas, em parceria com o governo local, específico para esse fim, com suporte de resseguradoresO fundo cobre perdas de vida e não-vida, bem como indenizações para lucros cessantes. As reservas antiterrorismo têm, aproximadamente, 70 membros, compreendendo cerca de 95% do mercado que opera na Bélgica.

Jeremy Eastman, gerente da área de inteligência da Red24, disse que um ataque desse tipo já era esperado pelas autoridades. “Houve uma ameaça crescente de que os ataques aconteceriam. Após o ocorrido em Paris, a principal suspeita já era de que os próximos aconteceriam na Bélgica”, disse. 

Ele adverte que qualquer companhia com negócios e operações na área deve minimizar suas atividades e restringir a movimentação de funcionários nos edifícios. “Da perspectiva do mercado de seguros, é possível que o impacto seja maior no segmento de turismo. No momento, todo o sistema de viagens, entrada e saída, está desativado. Teremos muitos sinistros porque as pessoas não conseguirão chegar a seus destinos”, ressalta. O executivo também reitera os prováveis sinistros por interrupção de negócios. “Alemanha, Reino Unido e França, novamente, enfrentam grandes ameaças. Todo continente europeu pode ser alvo de novos ataques”, alerta.

Fonte: Reactionsnet

A.C.
Revista Apólcie

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