Dificuldade de funcionários em ter vida saudável amplia gastos com benefício-saúde

A proporção é alarmante. Aproximadamente 15% dos funcionários e colaboradores de empresas brasileiras consomem 70% dos recursos despendidos com o pagamento do benefício-saúde. A dificuldade desses profissionais em adotar hábitos de vida mais saudáveis ampliam as estatísticas de absenteísmo e comprometem a produtividade, levando a custos excessivos com visitas a prontos-socorros, internações e consultas que poderiam ser evitados.
Com base nesses indicadores, a AxisMed, companhia do Grupo Telefônica especializada em programas de gestão de saúde populacional (GSP), concebeu uma solução desenhada exclusivamente para o mercado corporativo. O 15/70 consiste em uma combinação de seis programas que propõem encorajar colaboradores e dependentes a cultivar novos comportamentos de saúde e automonitorar suas condições clínicas, o que possibilitaria às empresas reduzir despesas com planos e evitar perdas geradas por constantes afastamentos e incapacitações de sua equipe.
Em um ano, a expectativa da companhia é levar o programa para as maiores empresas do país que oferecerão aos seus colaboradores este benefício de saúde diferenciado. “Estamos lidando com uma verdadeira bomba-relógio. Além do fato de a população brasileira estar envelhecendo, o sedentarismo e o estresse do universo corporativo atual ampliaram os índices de doenças crônicas no mercado de trabalho. Um custo alto para as empresas e para milhões de vidas, o que exige um trabalho intenso de reeducação”, avalia o diretor executivo Fábio de Souza Abreu.
O 15/70 é conduzido por uma equipe multidisciplinar constituída por mais de 300 profissionais, entre médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos. Combina essa especialização com uma estrutura avançada de tecnologia da informação, o que possibilitou a criação de um sistema de co-gestão online, por meio do qual os gestores de saúde ou de recursos humanos das empresas poderão acompanhar resultados clínicos, operacionais e financeiros, mediante a garantia de total sigilo das informações. O contrato estabelece sucess fee a partir do retorno sobre o investimento.
O primeiro passo do produto envolve o mapeamento da população assistida, com tratamentos diferenciados por faixa etária e condição clínica. “A partir dessa segmentação, conseguimos identificar com mais clareza riscos iminentes à saúde do funcionário e assegurar a destinação correta dos recursos das empresas”, comenta Abreu.
Conforme essa análise inicial, seis soluções são colocadas à disposição: gerenciamento de casos (atenção personalizada para pacientes em tratamento ou em situação de alta complexidade); gerenciamento de doentes crônicos; health coaching para monitorar complicações recém-diagnosticadas; presença ativa por meio de diálogos permanentes em situações de crise, lâminas educativas e cartilhas produzidas pela conceituada Harvard Medical School (EUA); o AxisLine, um sistema exclusivo de gestão clínica por telefone, 24 horas por dia; e o acompanhamento de pacientes internados.
“Essa atenção especial muda o olhar sobre a saúde no Brasil e pode tornar o cuidado com o bem-estar parte da cultura da população e também do mercado corporativo”, conclui Abreu.

A.C.
Revista Apólice

 

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