Maior renda familiar faz crescer aquisição de seguros no Brasil

Mais conscientes sobre a importância de proteger os seus bens, os brasileiros aumentaram os gastos com a aquisição de seguros nos últimos anos, segundo estimativas da Susep. Um exemplo disto pode ser verificado com o valor médio de R$ 2.162,21, desembolsado por cada família em 2012 com os mais variados tipos de apólices – crescimento de 160% se comparado com dados de 2005, quando cada domicílio gastava,em média, R$ 834,48. Tal evolução propiciou que o faturamento do mercado passasse de R$ 42,6 bilhões para R$ 129,3 bilhões nesse mesmo período.
O holandês Marco Kemp, sócio diretor da corretora on-line EscolherSeguro, explica que a melhoria da renda da população, a ascensão da classe C e a democratização do acesso à internet foram determinantes para os resultados atingidos pelo mercado. Apesar dos bons índices, o executivo destaca que, a partir de agora, o potencial do setor precisa ser direcionado principalmente com os proprietários de 70% dos veículos e 90% das residências brasileiras que ainda não possuem contratos de seguros.
No entanto, atrair essas pessoas ao mercado não é uma tarefa fácil, afirma Kemp. Para ele, o grande problema é que a maioria das famílias conta com orçamento mensal bastante apertado. “O que tenho sempre falado aos meus clientes é que o seguro deve ser o primeiro passo da educação financeira familiar. Sempre chamo a atenção de que é melhor adiar a compra de um novo eletrodoméstico do que deixar de proteger com uma seguradora os principais riscos que a família corre no dia a dia”, complementa.
Ainda segundo o diretor da EscolherSeguro, outro fato que impede a entrada de clientes no mercado é a visão distorcida que alguns brasileiros ainda têm sobre a importância do seguro. “Às vezes escutamos o consumidor afirmar que não vai fazer ou renovar um seguro, pois não precisou acionar a seguradora no período. Na verdade, ele utilizou todos os dias, dormindo tranquilo e sabendo que existe um contrato para cobrir seus riscos. Ou seja, se as pessoas começarem a dividir o custo por 365 dias irão verificar que o valor é adequado”, complementa.
Para quem ainda não teve a oportunidade de contratar um seguro, o executivo explica que, nesse caso, o interessado deve identificar em primeiro lugar os riscos que todos os seus familiares correm no dia-a-dia. Após isso, o consumidor deve fazer uma pesquisa de preços com diversas corretoras – on-line e físicas – com a intenção de verificar a seguradora que oferece a melhor relação custo benefício, analisando preço e as coberturas de cada uma das cotações. “A partir do momento em que todos os principais riscos estão cobertos, a família poderá utilizar uma possível folga no orçamento para planejar a compra que quiser”, conclui Kemp.

A.C.
Revista Apólice

 

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